Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Em que século é que se está a viver?

por jl, em 20.10.17

rdcongo.jpgBoas.

Hoje enquanto andava a ver a Net fui parar a um site brasileiro de notícias no qual tinha uma peça que me deixou incomodado. O título da peça era que na República Democrática ( a parte que diz Democrática é para rir, mas de sarcasmo) do Congo uma mulher tinha sido violada, chicoteada e decapitada na frente de uma multidão.  O horrendo crime dessa mulher tinha sido servir peixe  a um grupo de rebeldes antigoverno, os quais eram clientes no seu restaurante. O grupo de rebeldes que tinham sido servidos no restaurante disse que ela lhes havia servido feijões que continham pedaços de um pequeno peixe local. Segundo as suas tradições, eles não comem nem carne nem peixe, e consideraram isso como uma traição.

Por este motivo, o conselho de rebeldes, liderado por um homem chamado Kabata, condenou a mulher e o filho da segunda esposa de seu marido, um jovem de aproximadamente 20 anos, que estava trabalhando com ela no restaurante. No vídeo da execução da mulher, o líder do grupo rebelde, Kalamba Kambangoma, é visto agarrando a mulher pelos cabelos antes de ser levada para o palco para ser violada.

Os líderes rebeldes forçaram a mulher a fazer sexo com o filho da segunda esposa de seu marido, e outra mulher é vista a chicotear o par. Após o violação pública, os rebeldes executaram a mulher e o jovem, decapitando-os. Vários rebeldes beberam o sangue dos dois, após a execução.

Enquanto tudo isso foi acontecendo, a multidão estava aplaudindo e gritando, com euforia, durante todo o vídeo.

Os corpos permaneceram exibidos por dois dias antes de serem transferidos para um cemitério.

Para além do caso macabro que envolve tudo isto, o que em parte me choca é que um caso destes nem sequer seja falado na nossa comunicação social. No século XXI, em muitos lados ainda se vive como no século XV.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:58

Uma dor aqui, uma dor ali

por jl, em 19.10.17

dor.jpegBoas.

Enquanto vinha aqui para o computador a mesa da sala não se desviou do meu pé e então o pé coxinho fez um sucesso aqui em casa. O que em parte foi «engraçado» é que apesar de isto acontecer ao meio do dia deu para ver estrelinhas. E depois disto me acontecer lembrei-me de um artigo que li e que falava sobre a dor. Cá vai ele:

Dez factos sobre a dor que por vezes nos passam ao lado

Da dor forte à dor que quase não se sente, passando pela ausência total de dor. Toca a saber mais sobre o corpo humano.

Sentir dor é uma experiência naturalmente desagradável e que, por norma, afeta qualquer pessoa, podendo ser sintoma de uma doença ou mesmo, em casos crónicos, ser a própria doença, tendo um impacto bastante negativo na qualidade de vida e pondo em causa a execução de funções no trabalho e na nossa vida pessoal.

De seguida deixo umas indicações que espero que ajudem as pessoas a entender um pouco mais sobre o assunto:

1 – A dor, por si só, é um sinal vital que nos informa de que algo no nosso corpo não está bem, podendo mesmo ser o sintoma mais rápido de entender em casos mais graves como um ataque cardíaco, por exemplo. Ou como alguns fazem dar um pontapé na mesa da sala.

2- Há dois tipos de dor: crónica e aguda. A dor aguda que pode dar até três meses, sendo o sintoma de alguma doença que pode ser tratada. Já a dor crónica é aquela que tem duração de mais de três meses, podendo mesmo 'arrastar-se' para a toda a vida. Por exemplo,  minha carteira tem uma dor crónica bem tramada.

3- A dor física, quando crónica, pode desenvolver componentes emocionais que a agrava, como a ansiedade e a depressão, que também precisam de tratamento. Por exemplo os portistas (nos quais me incluo) já temos uma dor crónica há 4 anos.

4- A dor é daquelas coisas difíceis de serem quantificadas, já que cada pessoa tem perceções e expressões diferentes. Mas, é possível medir a sua intensidade por meio de alguns elementos simbólicos de escala, como faixas que sinalizam números de 0 a 10, cores que vão da mais clara para a mais escura, de rostos que vão da felicidade a grande tristeza, etc. Palidez, suor, alteração da pressão arterial também se podem manifestar durante crises mais fortes. Embora não seja os Jogos sem Fronteiras, a mesa da minha sala vale bem 9 pontos.

5- O tratamento da dor é mais efetivo quando é multidisciplinar, ou seja, quando envolve profissionais de diversas especialidades, como médicos, fisioterapeutas e psicólogos, que integram diferentes terapias complementares para o melhor atendimento das necessidades de cada paciente. No meu caso também foi assim, envolveu Heparina e gelo.

6- Existem pessoas que não sentem dor e, embora pareça algo positivo, na verdade não é. Trata-se de uma doença chamada de 'analgesia congénita' e que pode resultar em consequências bastantes graves, já que a pessoa não tem a capacidade de perceção da dor diante de lesões graves, como quebras ou queimaduras, que, sem tratamento, podem evoluir para quadros inflamatórios e infecciosos fatais. Se bem que no caso do meu pé não me importava de ter uma analgesia temporária. Mas agora que estava a ver a palavra se onde será a origem? Anal…gesia, valha-nos Deus!!

7- A dor pode sofrer interferências conforme a mudança de clima, especialmente em quedas de temperaturas de quentes para muito frias. As crises também podem ser desencadeadas com traumas emocionais. É verdade porque a minha Maria diz que eu tenho um trauma. Mas escusado será dizer que isso é uma falsidade.

8- A automedicação, além de mascarar e dificultar o diagnóstico de doenças, pode ainda levar a que a dor fique 'viciada' nos fármacos, sendo que em muitos casos tem que se reforça a medicação cada vez mais. Eu conheco uns vizinhos que sofrem disto mesmo. Desde novos que tem a garganta muito seca e por isso mesmo cada vez bebem mais.

9 – Atividades físicas bem orientadas e a manutenção das atividades intelectuais ajudam as pessoas a enfrentar melhor os quadros dolorosos e a manter uma vida com mais qualidade. Já por isso é que o Ministério da saúde está pensar em colocar nas salas de espera dos Hospitais quadros com tabuada. Ajuda bastante. Ou não!

10 – Sentir dor pode ser uma coisa comum, mas não é normal, por isso é importante pedir ajuda. Tem é que se ter cuidado a quem se pede. Se pedir ajuda à minha pimpolha depois de jantar, os saltos que ela dá em cima da minha barriga cura-me quase de imediato. Posso é virar o barco, mas que fico logo bom, isso é verdade!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:55

Orto que não é dos ossos

por jl, em 18.10.17

orto.jpgOlá.

Agora que está a chegar a hora do almoço estou a pensar seriamente no que vou comer e embora não seja obcecado com o que vou comer, a verdade é que a minha barriga começa a dar horas. E começo este artigo assim porque ouvi agora um novo termo que é a ortorexia.

E embora a primeira impressão seja que este termo esteja ligado a um problema de ossos, a verdade é que este termo está ligado como um distúrbio alimentar, sendo que a ortorexia nervosa está no centro de várias discussões. A mania de comer alimentos “puros”, sem açúcar ou glúten, por exemplo, está a levar a comportamentos quase obsessivos.

Este nome foi criado em finais da década de 1990, pelo médico norte-americano Steven Bratman, junta a palavra "correto" – do grego orthos – com “apetite”– orexis – (de onde vem, também, a palavra anorexia, ou, sem apetite, que é considerada um distúrbio alimentar).

A palavra foi usada por este médico para classificar quem “tem uma fixação em apenas ingerir comida chamada de saudável”.

Segundo o médico, uma pessoa com ortorexia nervosa é obcecada por comer de forma correta, mas isso não quer dizer que apenas elimine os alimentos com açúcar, salgados ou mesmo fast- food. Preocupa-se, isso sim, com qualquer coisa que coma e o que esse alimento contém, de forma a alimentar-se de acordo com aquilo que acha certo para o seu corpo.

A crescente mania em comer de forma “limpa” trouxe de novo para a ribalta mediática a ortorexia quase como uma fixação. Isto faz-me lembrar aqueles defensores acérrimos dos direitos dos animais mas que andam com uns sapatos de pele de vaca!

Patrick Denoux, professor de psicologia da Universidade de Toulouse, em França, referiu ao jornal The Independent que os ortoréxicos “estão quase que aprisionados a uma série de regras que impõem a si próprios” e que isso pode levar ao “isolamento” social, dado que faltam a reuniões familiares ou com amigos em que haja comida envolvida e, não raras vezes, põem a sua saúde em risco.

A obsessão cultural com a comida “limpa”, muitas vezes aliada a estilos de vida saudáveis propalados pela publicidade, levou a que muitas pessoas passassem a olhar para todos os rótulos e a dissecar cada uma das linhas que fala em calorias ou açúcar. Além disso, há quem só coma determinados alimentos, em detrimento de carne, peixe ou ovos, e fique, assim, com carências alimentares, nomeadamente de nutrientes.

O médico Steven Bratman, que reconheceu ser ele próprio um ortoréxico, disse recentemente: “Como deixou de ser aceitável que uma pessoa magra conte as calorias que consome, muitas pessoas que seriam diagnosticadas como anoréticas falam em ‘comer de maneira saudável’, o que, por coincidência, implica escolher apenas alimentos com baixo teor calórico”.

Eu não sou ninguém para julgar os outros, mas o que é comer de forma saudável? Estas pessoas já alguma vez se perguntaram quantos inseticidas tem uma maçã? Que o leite que bebem é proveniente de uma vaca que é injectada com n de medicamentos para estar bem?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:52

Alimentação. Cuidados a ter!

por jl, em 17.10.17

alimentação.jpgBoas.

Que esteja tudo bem aí por esses lados. Enquanto andava a cuscar a Net deparei-me com um artigo que me fez lembrar um pouco das fraldas da minha pimpolha. Ou da falta delas. Agora ela está num período em que está alargar as mesmas e não deixa de ser uma aventura especialmente para os pais e muito especialmente para este desgraçado que sou eu. Mas voltando ao Mundo dos Adultos, o artigo que eu falava era sobre uma alimentação saudável  para que o nosso intestino esteja sempre ok.

Já se que tudo o que comemos tem um impacto direto na nossa saúde intestinal, por isso, está na hora de reduzir ao máximo o consumo de determinados alimentos que nos são prejudiciais.

A boa saúde intestinal depende dos bons alimentos, daqueles que são naturais, nutritivos e repletos de fibra. Mas não só: a nossa saúde intestinal depende dos alimentos que se assumem como amigos das bactérias que o referido órgão aloja.

Mas já que o intestino está à mercê de tudo o que ingerimos - para o bem e para o mal - o seu bem-estar e bom funcionamento depende também da exclusão de alguns alimentos que nada de bom trazem para a saúde em geral embora nos possam saber maravilhosamente.

As bebidas alcoólicas e as bebidas com cafeína (seja o café, o chá ou as bebidas energéticas, por exemplo) são de evitar, uma vez que qualquer um deste tipo de bebidas é capaz de estimular em demasia os intestinos, podendo causar diarreia e com o mal-estar que daí advém.

O site Consumer Reports afirma que os sumos de fruta açucarados são um outro tipo de alimento a excluir da dieta assim que possível. E não é difícil perceber o porquê. Por muito saudáveis que possam parecer, estas bebidas são uma verdadeira bomba de açúcar devido à mistura de frutose com outros açúcares químicos, incluindo o aspartame. Além de provocarem o aumento de peso, estas bebidas dificultam a digestão e causam gases, consequência também comum das bebidas gaseificadas açucaradas. Os famosos foguetes nocturnos!!

E por falar em açúcar, tudo o que sejam doces ou gomas que se rotulam como sem açúcar são maus para o intestino, pois contêm, na sua generalidade, aditivos que causam gases, desconforto abdominal e diarreia. O que parece ser uma coisa boa para a saúde, na realidade é o oposto.

As carnes vermelhas processadas e ainda os alimentos fritos são outros exemplos dados pela publicação. Embora tenham diferentes impactos negativos na saúde, estes dois tipos de alimentos actuam de uma forma idêntica no intestino: permanecem demasiado tempo no estômago e aumentam o risco de azia.

Sei que não é fácil abdicar deste tipo de alimentos, mas mesmo que isso não aconteça, o simples facto de reduzir este tipo de alimentos ajuda a nossa saúde. Sei que não é fácil especialmente com a vida que se leva hoje em dia, mas porque não aproveitar um dos dias do fim-de-semana e adiantar o jantar para a restante semana? Para além de ser mais saudável, até economicamente é muito melhor para a nossa carteira.

Hoje pode ser só blá blá, mas no futuro a nossa saúde irá agradecer.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:47

Porcos alucinados

por jl, em 16.10.17

porco.jpgBoas.

Hoje li um artigo que falava sobre relações humanas. Mas de humanas tinham muito pouco. Tudo isto começava com um jogo chamado Pull the Pig. E às vezes fico meio parvo no que as pessoas se acredita. Quanto mais informação existe, quantos mais conhecimentos estão ao dispôr de todos, parece que os adultos cada vez estão mais infantis.

Mas aqui vai a história de que falo. Sophie Stevenson, é uma rapariga britânica de 24 anos,que  gastou 400 euros num bilhete de avião para Amesterdão para se encontrar com Jesse Mateman, o rapaz de 21 anos com quem tinha um relacionamento à distância.

Quando chegou à Holanda, Jesse não estava no aeroporto à espera dela e enviou-lhe uma mensagem a dizer que tudo tinha sido “uma piada” e que ela tinha sido “pigged”. Afinal, Sophie Stevenson tinha sido vítima do jogo “Pull a Pig”. O objetivo? Conquistar a rapariga mais feia ou mais gorda de um grupo de amigas.

Tudo tinha começado quando Sophie viajou com as suas amigas para Barcelona, onde foi passar as férias de verão.  No hotel encontrou Jesse, também ele acompanhado por amigos nas férias de Verão em Espanha. Os grupos passaram então a sair juntos e a publicar fotografias nas redes sociais. Quando Sophie regressou a Manchester e Jesse à Holanda, de onde era natural, os dois continuaram a trocar mensagens e a conversar diariamente. As saudades falaram mais alto.

Sophie comprou uma passagem e alugou um quarto de hotel na capital holandesa a 29 de Setembro. Tudo para descobrir que não havia romance de verão e que estava a ser vítima de uma partida.

Quando aterrou, Jesse não estava no aeroporto para se encontrar com Sophie, como os dois tinham combinado minutos antes de a rapariga entrar no avião. Crendo que ele tinha tido um contratempo, Sophie deu entrada no hotel que havia reservado e esperou por notícias do rapaz, que chegaram horas depois: Jesse estava a participar no jogo “Pull a Pig” desde que os dois se conheceram. Tinha apostado com os amigos que conseguia conquistar “a rapariga mais feia e mais gorda” do grupo de amigos dela. E que a ida dela para Amesterdão era o seu troféu de vitória perante os amigos.

“Quando vi aquela mensagem fiquei doente. Estava noutro país, sozinha, e o rapaz de quem gostava acabava de me abandonar”, contou ela ao jornal Daily Mail. Perguntou-lhe como é que tinha conseguido ser tão cruel, mas nunca obteve resposta. A mãe de Sophie, Julie Stevenson, diz que “ele destruiu a confiança dela e ela agora chora na maioria das noites”. “Está a partir o meu coração ver como isto a afetou. Porque algum homem faria isto a uma mulher? Não tem coração”, disse a mãe.

Sophie Stevenson regressou a casa no dia seguinte e decidiu partilhar a história com os jornais britânicos “para que não aconteça com mais ninguém”. Entretanto, Jesse Mateman deu uma entrevista dizendo que “a história foi toda inventada” por Sophie e que, ao contrário do que ela diz, nunca falaram em ter uma relação à distância. Afirma que, desde que Sophie publicou a sua versão dos factos, a família de Jesse está a ser ameaçada e que está “a ser vítima de uma caça às bruxas”.

De acordo com o Urban Dictionary, que explica termos da gíria, “pull the pig” é um termo que significa “é um jogo em que um grupo de rapazes saem e ganham conquistando a mulher mais feia que encontrarem”. Embora o jogo em si não seja novo, o termo nasceu do site “Pull The Pig”, criado em 2014 por uma concorrente do Big Brother britânica para dar dicas de beleza e bem estar a mulheres. O site está atualmente desativado.

Se esta história for verdadeira é de uma crueldade imensa, mas acima de tudo que sirva como exemplo e que a mesma seja de divulgação para todos os jovens, porque embora aparecam sempre coisas novas é sempre bom saber o que a mente humana consegue fazer de mal ao seu semelhante.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:00


A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

Mais sobre mim

foto do autor



Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Outubro 2017

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031

Comentários recentes

  • Aninhas

    :-):-). Esqueceu-se da dor da P. D. I. Gostei de l...

  • Anónimo

    Nem vale a pena comentar... Para Besta só lhe falt...

  • Maribel Maia

    Considero que todos os animais devem ser bem trata...

  • Anónimo

    Concordo. 18 euros é um ROUBO!

  • António

    Moral da história:Se vires um burro e estiveres ve...


Mensagens




Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D