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Ser Presidente, é ser um de nós

por jl, em 07.02.17

sem abrigos.JPGBoas.

Hoje em dia as pessoas (onde eu também me incluo, como é obvio) dizem que a classe política é muito fraca e que a maioria deles só pensa no seu umbigo. Pois bem, para mim uma das excepções é do nosso Presidente Marcelo Rebelo de Sousa que almoçou na passada sexta-feira com um casal de antigos sem-abrigo. O Presidente da República destacou a necessidade de Portugal puxar pelas pessoas que estão na margem da sociedade e executar o plano nacional de apoio aos sem-abrigo. O almoço surgiu de um convite na festa de Natal da comunidade Vida e Paz, em Dezembro do ano passado.

Dar um sinal de esperança a este país(e a muitas outras pessoas) faz deste Presidente o que nas urnas não se dá, que é a humanidade e de ser um de nós. Ter um cargo como este não é ser mais, é ser um exemplo para os outros.

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publicado às 17:16

Sou eu que estou doido?

por jl, em 07.02.17

violação.jpgBoas.

Eu admito que tenho uma pancadazita, mas por vezes dou por mim a ler acertas coisas que tenho que admitir que afinal até sou muito ajuizado. Cá vai:

Lei permite a violadores processarem vítimas que abortarem. Sim, não é anedota (de mau gosto), é mesmo verdade.

Funciona tal e qual como está escrito e foi aprovada no estado norte-americano do Arkansas.

Foi recentemente aprovada uma lei, no estado norte-americano do Arkansas, que basicamente dá permissão a um violador para processar as clínicas onde as suas vítimas vão para abortar, caso estas engravidem.

Como se a lei já não fosse suficientemente preocupante (no mínimo), dela fazem também parte casos de incesto ou violação dentro do seio familiar, querendo isto dizer que um pai pode processar a clínica onde a sua filha abortou.

Como seria de esperar, a lei já gerou muita controvérsia naquele estado e o representante do Arkansas, Andy Mayberry veio a público para fazer alguns esclarecimentos, dizendo que, apesar de ser verdade que o violador pode tentar interromper a vontade da mulher em não querer ter o filho, este não poderá pedir nenhuma indemnização monetária no caso de se sentir alegadamente perturbado ao nível psicológico pela decisão da mulher.

“Não consigo perceber, de maneira alguma, que um violador tenha algum direito que seja em interferir na decisão de uma vítima que ficou grávida contra a sua vontade”, disse à mesma fonte Karen Musick, co-fundadora da Rede de Apoio ao aborto do estado do Arkansas.

Mas isto está tudo a ficar maluco ou quê? Se assim continua, um dia destes vamos ver violadores a ser indemnizados porque as «vitimas» os obrigaram a cometer esses actos.

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publicado às 09:10


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