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Dinheiro de Emergência

por jl, em 12.01.18

mealheiro.jpgOlá.

Ainda estes dias deixei aqui um artigo que falava em poupança e hoje torno a falar do mesmo assunto embora de uma forma um pouco diferente. Cá vai então:

Quanto devemos ter de fundo de emergência?

Um fundo de emergência é ideal para prevenir situações extraordinárias com impacto financeiro e não cair no endividamento, mas quanto devemos guardar?

Criar um fundo de emergência é uma dos principais conselhos dos especialistas em finanças pessoais para fazer face a qualquer vicissitude da vida que tenha impacto direto no orçamento familiar.

Perda de emprego, redução abrupta de rendimentos, despesas inesperadas, como mudar de casa ou carro e uma doença são alguns dos imprevistos que podem acontecer na vida de qualquer pessoa. Ter um fundo de emergência ajuda a minimizar o impacto destas circunstâncias extraordinárias.

Assim, a importância de todos termos um fundo de emergência é reconhecida, mas subsistem, muitas vezes, dúvidas em como o fazer e qual o valor que devemos ter de fundo de emergência.

Na realidade, o valor que devemos ter de fundo de emergência não é taxativo nem uniforme, depende de vários factores. Existem, contudo, valores/taxas referenciais que podemos e devemos seguir. Saiba quanto devemos ter de fundo de emergência.

Basicamente, o fundo de emergência é uma quantia de dinheiro que é colocada de parte (aplicada), com vista a proteger-nos de um qualquer imprevisto com impacto financeiro (despesas inesperadas, desemprego, doença, etc.).

Mais do que um investimento, consiste numa espécie de seguro para evitar endividamentos e conseguir enfrentar uma quebra de rendimentos ou gastos avultados imprevistos (que, na realidade, são inevitáveis porque todos passamos por situações dessas ao longo da vida).

Que valor devemos ter de fundo de emergência?

O valor que devemos ter de fundo de emergência é variável de pessoa para pessoa e por consequência dos seus rendimentos, mas para o criar devemos ter em consideração aspetos como: idade, estabilidade profissional e familiar, rendimentos mensais fixos/variáveis, custos fixos mensais incontornáveis (como créditos, rendas, alimentação, educação, etc., sem contar despesas desnecessárias excessivas, isto é, que podem ser cortadas/reduzidas), entre outros.

No entanto, a maioria dos especialistas em finanças pessoais definem a necessidade de criar um fundo de emergência com base no valor do salário ou das despesas mensais (consumo mensal, que é o parâmetro mais consensual e mais usado), classificando os fundos, idealmente, num intervalo de três a 12 meses.

Ou seja, deverá ter nesse fundo de emergência, pelo menos, o correspondente a três salários ou o total de três meses de despesas fixas; ou o correspondente a seis salários ou o total de seis meses de despesas fixas (melhor); ou o correspondente a 12 salários ou o total de 12 meses de despesas fixas (o melhor). Claro que isto é aplicado a capitalistas ou a pessoal que vendo aos outros aqueles produtos que fazem rir!

Por exemplo, se tiver 500€ de gastos mensais totais, deverá ter um fundo de emergência de 1500€ (três meses), 3000€ (seis meses), ou 6000€ (12 meses). Este é o intervalo considerado de referência para resolver e/ou adaptar-se às situações imprevistas ocorridas. Mais de 12 não é aconselhável, pois o montante deverá ser aplicado de uma forma mais rentável.

Onde guardar o fundo de emergência?

Não deverá estar na sua conta-corrente habitual para não cair na tentação de o gastar. Deverá optar por produtos ou contas de investimento com poucos ou nenhum risco, ou seja, que sejam de fácil acesso e sem penalizações de remuneração, reembolso antecipado (poder mexer no dinheiro quando surge a emergência) ou liquidez (imediata).

Mas não se iluda com as pressas, se não conseguir este fundo rapidamente então coloque 20€ todos os meses e quando vier o seu subsídio de férias e de Natal junto mais 100 ou 200€ e verá que consegue ter um fundo de emergência.

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publicado às 11:40



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