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Enfrentar a vida com um sorriso

por jl, em 08.01.17

dakar.jpgBoas.

Está com gripe? O dinheiro está a acabar? O seu filho está a pôr as pessoas aí de casa doidas com o estilo punk que está a adoptar? Pois bem, isso são coisas quase sem significado para a história que venho aqui deixar. Cá vai então:

O piloto que está a dar que falar no Dakar

O ser humano experiencia, no seu dia-a-dia, várias limitações nas mais diferentes actividades que desenvolve. São barreiras naturais aos olhos de quase todos, excepto, talvez, aos olhos do francês Phillippe Croizon que, apesar de não ter experienciado o melhor dos destinos, continua a conseguir ultrapassar os obstáculos que a vida lhe apresenta. Uma vida de conquistas em que a palavra "limitações" não passa disso mesmo: uma palavra. Só isso.

A história do atleta francês que participa no rali Dakar apesar de não ter braços nem pernas começa a ser contada em Março de 1994, quando Phillipe tinha apenas 26 anos.

O então metalúrgico subiu ao telhado de uma casa para reparar a antena televisiva. Recebeu duas descargas eléctricas, de 20 mil volts, que provocaram ferimentos muito graves e até uma paragem cardíaca. Ficou três meses no hospital, passou por várias operações e tiveram de lhe ser retirados os membros superiores e inferiores.

A história de sucesso e de superação começou ainda na cama do hospital, dois meses depois do acidente. Philippe viu na televisão a história de uma francesa que cruzara o Canal da Mancha a nado e perguntou a si mesmo: "Porque não o faço?".

Só em 2008 pôde começar a treinar. Quatro anos mais tarde, não só cruzou o Canal da Mancha como uniu os cinco continentes a nado.

Sendo um amante declarado de provas automobilísticas, propôs-se, há pouco mais de um ano, a um novo desafio: competir no rali Dakar. Uma aventura que se concretizou este ano e que contou com o apoio do príncipe Nasser al-Attiyah, do Qatar, vencedor do Dakar em 2011 e 2015.

"Comparo sempre a deficiência física ao desporto de alta competição. O deficiente também luta por um resultado e para se superar.", disse Phillippe.

O piloto francês que corre num buggy adaptado, com um sistema de direcção idêntico ao que tem no seu próprio carro. O sonho passa por cruzar a linha de meta, em Buenos Aires, na Argentina, a 14 de Janeiro.

Aos 48 anos, depois de também já ter saltado de paraquedas e de ter recebido o título de Cavaleiro da Legião de Honra de França, quer voltar a superar-se na mais importante e mais exigente prova motorizada do mundo.

Quando se pensa que se está a enfrentar alguma dificuldade, ela é muita pequena em comparação com este exemplo. E como esta história, há muitas em que as dificuldades são ultrapassadas com muita dificuldade, mas mesmo nesses momentos um sorriso ajuda sempre.

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publicado às 08:25



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