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O Pai Natal existe?

por jl, em 21.12.17

1401873887394_wps_2_Santa_Claus_reading_to_ch.jpgBoas.

E finalmente está aí a chegar. E não falo do Subsídio de Natal porque esse já veio e já foi, mas sim da noite de consoada com tudo que a envolve e quem tem miúdos com o Pai Natal e com a magia que isso envolve. E deixo aqui um artigo especialmente dedicado aos pais. Cá vai ele então:

Psicóloga explica por que razão acreditar no Pai Natal faz bem às nossas crianças

Com a chegada do Natal muitos são os pais que se questionam se devem ou não contar a verdade sobre o Pai Natal aos seus filhos. Especialista acredita que é melhor não o fazer.

A época festiva é um momento de grande alegria especialmente para os mais novos que esperam ansiosamente pelo aparecimento do homem de barba branca que entra pela chaminé. Vestido de vermelho (embora este ano essa cor não seja a melhor) e com um saco de presentes ao ombro. Mas esta é também a altura em que os pais se deparam com o dilema de alimentar ou não esta fantasia que envolve o Pai Natal, preocupados com o impacto que a descoberta da verdade possa ter nos filhos. Kristen Dunfield, professora assistente de Psicologia na Universidade de Concordia, considera que acreditar no velho (ou para ser politicamente correcto, o senhor de uma idade avançada ou terceira idade) das barbas faz bem às crianças.

Kristen começa por dizer que "pesquisas no campo do desenvolvimento psicológico sugerem que estas crenças imaginárias não são de todo nocivas, mas são sim associadas com um vasto número de resultados positivos no desenvolvimento ao exercitarem habilidades de raciocínio contrafactual necessárias para a inovação humana impulsionar o desenvolvimento emocional". Que giro palavreado para dizer que isto só faz bem à cabeça da miudagem.

Kristen tranquiliza os progenitores ao esclarecer que "não depende tudo de vocês! Na verdade, a melhor abordagem consiste em apoiar as crianças enquanto elas descobrem tudo por conta própria. Mais cedo ou mais tarde, elas vão perceber e não vai ser tão mau como os pais pensam."  Basicamente os miúdos encaram melhor isto do Pai Natal que nós os adultos do fim do salário ao dia 20!

Segundo a especialista, as crianças deixam de acreditar no mito do Pai Natal por volta dos oito anos de idade e, apesar de muitos pais temerem este momento, ela acredita que é um evento crucial do crescimento de uma criança. "Eu vejo o desenvolvimento da crença na realidade física do Pai Natal, e o eventual abandono do mito, como uma conquista impressionante que merece ser celebrada e não temida!". Como é bom ser criança inocente. Embora esta idade seja cada vez menor, porque nas escolas os maiorzinhos ficam com prazer em destruir os pensamentos dos mais novos.

À medida que crescem, as crianças começam a perceber que o mito do Pai Natal envolve tarefas fisicamente impossíveis como voar num trenó com a ajuda de renas, percorrer o mundo inteiro numa só noite e saber exactamente quem são as crianças que se portaram bem ao longo do ano. Realmente, se o Pai Natal desse prendas só aos miúdos que se portam bem então duas horitas chegava para tudo! É nesta altura do desenvolvimento que os mais novos começam a inundar os pais com perguntas. Kristen aconselha os pais a "ver estas perguntas por aquilo que são - desenvolvimento do pensamento em acção".

Os pais que pretendam acabar com a mentira podem apresentar provas e explicações directas aos filhos para que eles passem para a fase de percepção e desconstrução do mito. Basta dizer que o António Costa leva o dinheiro todo nos impostos. Quem não quiser destruir a crença tem várias hipóteses. Pode virar as perguntas para a criança e permitir que ela própria apresente explicações ou, no caso de querer mesmo manter a mentira, pode recorrer à plataforma Norad, que segue o percurso do Pai Natal na véspera da Consoada e vai certamente ajudá-lo a lidar com a curiosidade do seu filho ou diz que é o avô ou aquele tio mais barrigudo que tem um part-time!

Depois de decidirem se devem ou não contar a verdade, os pais deparam-se com outra questão: como é que a pimpolha vai reagir ao descobrir que os próprios pais lhe mentiram? Pode isso afetar a confiança que os pequenos depositam nos mais velhos? Um estudo da Universidade do Texas revela que não. Foram analisadas as reações de 52 crianças que já não acreditavam no Pai Natal e estas foram "predominantemente positivas". O mesmo não se pode dizer dos pais que se martirizaram mais com a transição do que as próprias crianças.

Kristen acrescenta que não há razões para os pais se preocuparem tanto com esta descoberta: "quando comparada com toda a informação confiável que os pais partilham com os filhos ao longo da vida, é altamente improvável que uma única mentira provoque danos irreparáveis". É também nesta altura que as crianças começam a entender que algumas mentiras, como a do Pai Natal, são ditas com boas intenções.

É quase como dizerem que os miúdos até se portaram bem, mesmo quando o Diabo até pareça ser um Santo em comparação com o «terror» que anda aí por casa.

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publicado às 18:02



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