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O que ter em atenção em 2018

por jl, em 14.01.18

2018.jpgOlá.

Agora que o ano de 2018 entrou, as pessoas ainda estão com aquela coisa de novas atitudes como deixar de fumar, de fazer uma dieta (se bem que isso no dia 2 já esteja quase esquecido) e por aí fora. Mas os conselhos que venho aqui deixar para além de serem bons para aplicar no inicio doa no, são também fundamentais para serem aplicados no resto do ano para que se viva mais saudável. Mas basta de blá blá e aqui vão os ditos cujos:

  1. Sal, um inimigo do coração

Uma das principais causas de morte no nosso país continua a relacionar-se com as doenças cardiovasculares e um dos grandes culpados é nem mais nem menos que o sal, o qual conduz a um aumento da tensão arterial.

De acordo com a classe médica, em Portugal consumimos sal a mais. A média do consumo de sal, por exemplo, anda nos 10.5 g/dia, mais do dobro do que é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (5 g/dia)”. Por isso é fundamental que neste ano e nos anos seguintes se faça um esforço por reduzir as quantidades de sal que consumimos. E como se pode fazer isto?

  1. Use ervas aromáticas (de preferência frescas), como a salsa, os coentros ou o manjericão, durante a confeção dos alimentos. O sal é usado muitas vezes para «puxar» pelo sabor das coisas, mas o uso de ervas substitui este passo.
  2. Ter especial atenção aos rótulos dos produtos, pois o sal pode aparecer também com outros nomes, como sódio ou clorato de sódio e assim passar quase despercebido.
  3. Evite os caldos de compra, enlatados, snacks, carne e peixe secos e enchidos, pois por norma são muito ricos em sal.
  4. Alimentação saudável: dieta mediterrânica?

Uma boa alimentação está na base da prevenção de muitos problemas de saúde. Mais de metade da população portuguesa apresenta excesso de peso e isto leva ao aparecimento de doenças cardiovasculares.

Este problema pode levar ainda “a um aumento do risco de numerosas outras doenças como o cancro (mama, cólon e próstata, por exemplo), as artroses, e a diminuição da autoestima e depressão”. Por isso, olhar pela nossa alimentação é ainda mais importante. E falar de alimentação saudável é falar, num bom exemplo, da dieta mediterrânica. O que tem esta dieta de especial? Tem por base também a redução do consumo de sal e afirma positivamente, entre outros aspetos, uma diminuição do consumo de carne e outros produtos de origem animal em detrimento de um aumento do consumo de vegetais e frutas.

Princípios gerais da dieta mediterrânica:

Frugalidade – aposta na cozinha simples e no consumo de produtos da época; um morango comido no seu período natural tem um sabor completamente diferente daquele fruto de estufa.

Elevado consumo de produtos vegetais em detrimento de produtos de origem animal. O saber variar também é importante porque comer couve coração muitos dias seguidos é capaz de enjoar.

Consumo de produtos vegetais, produzidos localmente, frescos e da época. Para além de se variar, o preço mais baixo também é importante.

Consumo de azeite em detrimento de óleos vegetais.

Consumir moderadamente laticínios.

Consumo frequente de pescado e baixo de carnes vermelhas.

Consumo baixo a moderado de vinho e apenas nas refeições principais. E se conduz, não se esqueça que é uma responsabilidade social para com todos moderar este tipo de consumos.

Água como principal bebida ao longo do dia.

Esta dieta tem vários benefícios como:

Ajuda a prevenir doenças cardiovasculares e de vários tipos de cancro.

Ajuda a prevenir a hipertensão arterial e a diabetes.

Com isto ajuda a contribuir para uma maior longevidade e qualidade de vida.

Reduz o risco de depressão, de doença de Parkinson e de doença de Alzheimer e melhora a saúde física e mental.

  1. Vacinas

No ano que entretanto terminou surgiu um surto de sarampo em Portugal, quando já se pensava que esta doença tinha sido erradicada no país. Mas como sempre ouvi dizer que mais vale prevenir do que remediar, o ter as vacinas em dia está entre as dicas de saúde para 2018. Hoje em dia, já é possível aceder através da Internet ao nosso boletim de vacinas, havendo até uma aplicação disponível para dispositivos móveis que nos permite consultá-lo e verificar se estão em ordem, quais as já tomadas e as que vamos ter de tomar e quando.

  1. Rastreios: verifique quais os que tem de fazer neste ano

São muito importantes e não poderiam ser esquecidos. Porquê? Para além de, por um lado, nos deixarem mais descansados, dando-nos a certeza de que não temos qualquer problema, por outro, são uma forma de detecção precoce de vários problemas de saúde, sendo que no caso da saúde poderá fazer toda a diferença, pois em muitos casos poderá tratar-se melhor os doentes e muita das vezes conseguir a cura da doença.

Tenha atenção a esta lista dos principais rastreios:

Medição da pressão arterial pelo menos uma vez por mês a partir dos 40 anos de idade. Numa farmácia «perde» 1 minuto e faz isto.

Rastreio da diabetes em todas as pessoas com excesso de peso a partir dos 40 anos. Mesmo que se sinta muito bem, às vezes pode não acontecer isso.

Cálculo do risco cardiovascular global a cada 5 anos a partir dos 40 anos (50 anos de idade nas mulheres) e até aos 70 anos.

Rastreio oncológico do cancro do colo uterino (de preferência anualmente). Rastreio oncológico do cancro da mama. Rastreio do cancro do colon e do recto. Infelizmente estas coisas não acontecem só aos outros.

  1. Tecnologia: ferramentas para melhorar a saúde

Não larga o seu telefone? Então aproveite-o para ficar mais saudável. Actualmente existem, algumas aplicações móveis úteis e credíveis que podem ajudar a melhorar a sua saúde e a prevenir o aparecimento de doenças.

Aqui ficam dois dos muitos exemplos de aplicações para dispositivos móveis que pode começar a usar já este ano:

Happy: esta aplicação foi criada por investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde no Porto (sim, aqui também se faz disto) e dá-lhe conselhos, de forma didática, para prevenir o aparecimento de cancro.

mCarat: tem rinite alérgica ou asma? Esta aplicação desenvolvida pelo CINTESIS permite manter um registo de todos os eventos relacionados com estas doenças, medicação, cuidados de saúde e ter acesso a informação sobre as mesmas.

  1. Informe-se mais sobre saúde

Sempre que temos uma dúvida acerca deste assunto, recorremos quase de imediato à Net e vamos nós ao motor de pesquisa Google. No entanto, nem toda a informação disponível na Internet sobre esta temática é credível. Por isso tem que se separar o trigo do joio

É importante ganhar o que se chama de literacia em saúde. Só com rigor poderemos, de facto, melhorar a capacidade das pessoas em lidar com a informação de saúde, tornando-as verdadeiramente responsáveis por uma decisão que se pretende informada, livre e esclarecida. E em caso de dúvidas consulta o seu médico. Não esquecer que somos todos diferentes. O que faz bem a uma pessoa, poderá ser o oposto para outra.

E depois existem dicas que para além deste ano que entrou, devem ser sempre seguidas.

Praticar uma alimentação saudável e equilibrada com a nossa actividade do dia-a-dia.

Praticar regularmente atividade física. Se não pode ou não gosta de correr, então porque não dar uma caminhada ao fim do jantar?

Não fumar. Para além da saúde também se poupa uns euros valentes.

Gerir o stress de forma adequada. Por vezes não é fácil mas perder a calma por tudo e por nada só nos prejudica.

Optar por práticas sexuais seguras. Não nos podemos esquecer que para além de ser bom para o próprio, também é bom para a pessoa que está com nós.

Acima de tudo os nossos hábitos e comportamentos terão que partir de cada um e da sua vontade. Não adiante dizer que se vai fazer isto ou aquilo, quando na verdade nada se fará.

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publicado às 12:02



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