Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Quase, quase

por jl, em 08.04.17

pistola.jpgBoas.

Sempre ouvi dizer que ver para crer, mas pelos vistos para ser condenado tem que se tirar a tosse a alguém para ser condenado. Mas vamos lá contar a história:

Premiu gatilho para atingir mulher, arma não disparou e foi absolvido

Um homem acusado de ter tentado matar a mulher com uma arma de fogo, que não disparou apesar de ele ter premido o gatilho, foi hoje absolvido pelo Tribunal de Coimbra, por falta de provas.

Além do crime de homicídio, na forma tentada, o arguido, de 77 anos, residente em Alfarelos, no concelho de Soure (distrito de Coimbra), estava também acusado de crimes de ameaça agravada, de ofensa à integridade física e de detenção de arma proibida.

A posse ilegal de arma foi a única acusação que o Tribunal deu como provada, circunstância que fez com que condenasse o arguido ao pagamento de uma multa.

Em 28 de Fevereiro de 2015, o homem terá discutido com a sua mulher, na cozinha da residência de ambos, por esta ainda não ter confeccionado o jantar (o senhor tem razão, então quer tachar e o jantar não está pronto?), situação que fez com que a filha, que se encontrava no quarto, fosse à cozinha, intervindo em defesa da mãe.

Na sequência do conflito, o homem foi à garagem buscar uma pistola e, depois de ameaçar matar ambas, aproximou a arma da cabeça da mulher, premindo o gatilho. A arma produziu "um som seco", mas não ocorreu "qualquer disparo".

A mulher fugiu para o exterior da residência e o marido foi em sua perseguição, tendo a filha do casal alertado, pelo telefone, uma amiga e, depois, em diálogo com ela, através de uma rede social, pediu-lhe para pedir socorro, que foi prestado, pouco depois, pela GNR.

O homem acabou por entregar "voluntariamente" a arma a um agente da GNR.

No julgamento, em 27 de Março, o acusado optou por não fazer declarações ao Tribunal, limitando-se a "pedir perdão" à mulher, da qual entretanto está separado - ele vive sozinho, a mulher vive com a filha.

Também a ofendida e a filha não prestaram declarações ao tribunal, tendo a filha desistido da queixa de ameaça à integridade física.

Nas alegações finais, o Ministério Público sustentou que o arguido cometeu um crime de ameaça agravada, mas que não foi possível demonstrar que tenha praticado os outros crimes de que era acusado.

A situação ocorrida em 28 de Fevereiro de 2015 "terá sido um episódio isolado", alegou, por seu lado, o advogado de defesa, aludindo designadamente ao comportamento do arguido, atestado pelas suas testemunhas, e à sua "idade avançada", pedindo ao tribunal para lhe aplicar "uma pena não limitativa da liberdade".

Isto sim é justiça. Se a arma tivesse disparado e a senhora fosse para os passarinhos então o senhor era julgado, agora como a arma não disparou coitadito do senhor.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:59



A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

Mais sobre mim

foto do autor



Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Abril 2017

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30

Comentários recentes

  • Aninhas

    :-):-). Esqueceu-se da dor da P. D. I. Gostei de l...

  • Anónimo

    Nem vale a pena comentar... Para Besta só lhe falt...

  • Maribel Maia

    Considero que todos os animais devem ser bem trata...

  • Anónimo

    Concordo. 18 euros é um ROUBO!

  • António

    Moral da história:Se vires um burro e estiveres ve...


Mensagens




Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D