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Sorte malvada

por jl, em 15.12.17

sorte ou nao.jpgHo! Ho! Ho!

Hoje lembrei-me de começar a escrever este artigo com uma das expressões que se ouve em todo o lado. Desde a sapataria à perfumaria, que a expressão do velhote de barbas nos bombardeia. Mas continuando, isto também é daquelas alturas em que mais se joga em tudo e mais alguma coisa. Desde a já tradicional Lotaria, até às rifas que nos bombardeiam ou na casa do Euro, ou no Infantário do filho ou da vizinha que sorteia um bacalhau. Existem também pessoas que são bafejadas pela Sorte, quer de um sorteio de uma rádio ou da televisão. E o caso que deixo a seguir é mesmo sobre isso:

Presente envenenado: um Cabaz de Natal deixa um homem quase falido

A expressão presente envenenado nunca fez tanto sentido como na história partilhada por Víctor Brun no "Programa de Ana Rosa", da televisão espanhola "Telecinco". O homem contou que, num sorteio, ganhou um cabaz que incluía dois carros, uma moto, várias viagens, presuntos e outros produtos. O valor do prémio ultrapassava os 360 mil euros.

A alegria inicial, própria de quem ganha um prémio deste valor, deu lugar à tristeza e angústia, depois das Finanças Espanholas reclamarem quase metade do prémio, cerca de 46% do valor final, a serem pagos em duas prestações. O grande problema é que os juros gerados pelo atraso no pagamento de impostos ascendem a 160 mil euros, que é o valor da dívida que tem a pagar neste momento.

No programa, que foi para nesta segunda-feira, Víctor explicou que tentou devolver o prémio, mas não o aceitaram. "Disseram que era meu e que tinha que pagar a dívida com dinheiro", afirmou.

Para além de ter que pagar a dívida que acumulou, vai ser obrigado a dar vários produtos a amigos e familiares devido aos prazos de validade. O homem também tentou vender os carros que ganhou, mas como é lógico o valor oferecido pelos revendedores não chega para pagar o valor reclamado pelas autoridadees tributárias.

Desgostoso com o que lhe está a acontecer, disse que não volta a participar em sorteios e lamenta a situação em que se encontra, sem poder pedir créditos ao banco, já que está em dívida com as finanças.

Moral da história, existem males que afinal não são assim tão ruins. Já estou a ver que sou um sortudo, porque a mim nem uma caixa de Ferrero Rocher me sai em lado nenhum!

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publicado às 13:00



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