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Primavera, essa época maravilhosa

por jl, em 23.04.18

primavera.jpgBoas.

Depois de meses e meses em que a maioria de nós se queixava quase diariamente do tempo de Inverno porque ou chovia e estava frio ou estava frio e chovia, a Primavera parece que finalmente está aí a chegar.

Assim depois da altura das constipações e das gripes, agora estamos na altura das sinusites e das alergias. E como é bom andar com o nariz estilo Batatoon depois de ter gasto cinquenta lenços de papel num dia.

Sair de casa com 6 ou 7 graus e chegar com 24 ou 25 graus é daquelas coisas fantásticas que me fazem estar todo neca.

Pelo menos os guarda-chuvas agora conseguem ter um pouco de descanso, embora se costuma utilizar viatura própria, ande sempre com um de prevenção já que o São Pedro este ano parece que ficou a gostar deste bocadinho de terra.

Pelo menos o que este tempo tem de bom é que já dá para sair com os miúdos especialmente aos fins-de-semana. Ou se vai para o Parque da Cidade onde os miúdos podem correr na relva e no meio do cócó dos cães (embora a culpa aí é dos seus queridos donos que se esquecem de utilizar os sacos colocados ao dispor para esse efeito), embora para este objectivo convém ir às 09:00, porque senão estaciona o carro a 3Kms do parque; ou então vai se passear para a beira da praia onde arranjar um lugar numa esplanada e um lugar para estacionar torna-o num potencial vencedor do EuroMilhões já que você é um sortudo!! Até porque neste país existe uma tradição já antiga e «muito bonita» que é fazer obras no Verão nos sítios mais concorridos pela população em geral e pelos turistas. Quem já visitou a baixa do Porto em Julho ou em Agosto e não tropeçou num buraco de uma rua ou de um passeio?

Claro que estar numa esplanada à beira-mar é um sítio giro para se estar se não estiver com uma pimpolha de dois anos porque senão essa ideia de tranquilidade passa à história ao fim de dez minutos!!

Mas um dia destes volto a este tema!

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publicado às 18:13

Pai sofre muito!!!

por jl, em 22.04.18

pai e filho.jpgOlá.

20:00. Hora de futebol. Você em frente à televisão pronto para ver o seu jogo de futebol. Já jantou, a Maria está a arrumar a cozinha e você a ajudá-la através de telepatia (lembrei-me agora da Lara Li) e eis que começa o jogo. Primeiros vinte segundos e há uma falta, mas de repente a imagem desaparece. O que aconteceu? A electricidade falhou? A televisão por cabo teve alguma avaria? O aparelho entregou a alma ao Criador?

Nada disso, a minha pimpolha apareceu na sala (talvez a mando da mãe, não sei não!) e quer brincar comigo e com o Tituxo que é um dos seus dez bonecos de estimação. Eu como bom pai (gaba-te cesta) entro na brincadeira e durante uns largos minutos estou a papar comida imaginária e a ver a Maria (que é prima do Tituxo) a adormecer. Ao olhar para a televisão vejo que um jogador do Porto está a preparar-se para rematar à baliza quando de repente a imagem que dá é da Patrulha pata no Canal Panda e a pimpolha foge com o comando da tv. Mas depois de uma «luta» lá consigo eu ficar com o comando e quando mudo para a bola, o árbitro nesse momento apita para o intervalo. E então quase que por magia a minha filha desaparece da sala e vai para a beira da mãe.

Aproveitando eu para me preparar para ver a segunda parte sossegado, aproveito para o meu xixi da ordem e de seguida toca a ir para o meu sofá. Quando se reinicia o futebol, eis que por «acaso» aparece a pimpolha novamente, mas bem mais tranquila, mas desta vez diz-me que quer ir para a casa-de-banho fazer cócó. E a partir deste momento começo a duvidar da existência de Deus, pelo menos do Deus do Futebol!

Dado a mãe andar ainda nas arrumações, toca o desgraçado, o escravo em ir acompanhar a sua pimpolha para o W.C.. Depois de 15 minutos a encher balões como cantar músicas estilo, Olha a bola Manel e Atirei o pau ao gato, eis que chega a hora de puxar das toalhitas (uma das grandes invenções da humanidade) e toca a limpar o serviço bem cheiroso por sinal. Claro que digo isto porque ando todo entupido!

Retornando à sala, já o jogo vai nos 25 minutos mas ainda tinha 20 minutos de sossego. Tinha, disse bem, porque logo a seguir ouço uma voz (da Maria grande) a chamar por mim a pedir ajuda para chegar uma pomada e o pó de talco para deitar no rabo da miúda, a qual por entre asneiras e palhaçadas finalmente conseguiu sossegar um pouco. Depois de tudo isto finalmente fui dispensado e eis que vou para o meu sofá e quando por fim alapo a ceira, eis que o árbitro dá por finalizado o jogo.

Por isso deixo aqui um alerta à Liga de Clubes, ou mudam os jogos para mais tarde, embora aí eu possa estar a «meditar» ao fim de meia hora e é capaz de não ser boa ideia, ou então eu dou a minha escala de serviço e marcam os jogos para as tardes que eu esteja de descanso.

Agora a horas normais é complicado!

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publicado às 12:15

Humidade – parte 3

por jl, em 21.04.18

humidade3.jpgBoas.

Depois de uma primeira explicação em como remover bolor com produtos químicos, desta vez venho falar sobre como fazer isso através do uso de produtos naturais e aqueles que não são “nem carne nem peixe”.

O bicarbonato de sódio é um produto químico, claro, mas é utilizado há imenso tempo na cozinha com aplicações que vão desde a pastelaria, para fazer os bolos crescer, até a fixação das cores dos vegetais. No entanto o bicarbonato de sódio embora muita gente não saiba também é um excelente aliado na luta contra o bolor. É como o Super-Homem na luta contra o crime, mas em versão

Detergente!

Para manchas pequenas junte três partes de bicarbonato e uma parte de água, e aplique-a sobre as manchas de bolor com uma esponja, assegurando-se de que cobre sua totalidade mais uma pequena margem. Deixe actuar pelo menos uma hora e lave muito bem. Para manchas maiores dilua uma chávena de bicarbonato num litro de água quente, e use a solução como detergente, ensopando a superfície. Deixar actuar duas horas, limpar e seque bem. Se o bolor não sair na totalidade pelo menos fica com melhor aspecto.

Outro produto com bastante eficácia na limpeza do bolor é o vinagre. O princípio activo na luta contra o fungo é o ácido acético e é bastante eficaz, o seu único contra é mesmo o cheiro! Mas se vai utilizar este produto assim que vir uma mancha de bolor ensope-a de vinagre de vinho branco, ou especial de limpeza, para não manchar ainda mais. Pode usar vinagre em todas as divisões da sua casa, mas o cheiro que vai ficar, dura durante dias. Este método para acabar com o bolor é excelente, bastante eficaz, muito barato, e é uma opção ecológica, inócua para o ambiente. Mas se for sensível como eu ao cheiro deste produto então diga à sua sogra para trocar de casa durante uma semanita! Mas tenha cuidado, não é com ela mas sim com o ácido do vinagre, o qual causa manchas em pedras como o mármore e o calcário! O sumo de limão tem um efeito semelhante ao vinagre, com o benefício de cheirar muito melhor, por isso em quartos e salas, em manchas pequenas, o limão é uma alternativa perfeitamente aceitável para ele. Se a sogrita estiver a fazer limpezas, aproveite para colocar uma rodela de limão numa 7up e aproveite para se bronzear.

E depois. Pintar?

Muitas vezes a única solução para as paredes manchadas é uma boa pintura. No entanto isto não pode ser feito de ânimo leve, pois a pintura de nada servirá se o problema do bolor não tiver sido muito bem tratado antes.

Numa área húmida a tinta de parede normal e a simples pintura não são suficientes. Primeiro é preciso acabar com a origem da humidade, depois é fundamental limpar todos os vestígios de bolor, a seguir deve-se dar um primário antifúngico, e apenas no fim destes passos se deve aplicar a tinta final! Se está com dúvidas sobre o tratamento a dar às suas paredes com bolor, não hesite na contratação de um profissional ou então leia bem os procedimentos a tomar. Isso não é um gasto de tempo. Para além de tudo poderá traduzir-se numa poupança em muitas dezenas de euros. Mais barato, só se cravar o seu sogro para fazer isto!

A solução final

Para acabar é importante deixar um aviso: - não vai conseguir acabar com o bolor nas suas paredes apenas com limpeza e tinta. É fundamental tratar das causas que provocam a condensação da humidade em sua casa, causando por isso o aparecimento do bolor. Embora se deixar andar as situações, as mesmas só irão piorar e se tiver crianças em casa mais problemática será a situação! Por isso já sabe, diga à sogra que tem que ir trabalhar para ver se ela põe mãos à obra.

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publicado às 12:06

Humidade – parte 2

por jl, em 20.04.18

humidade-2.jpgOlá.

Depois de ontem ter escrito como é a origem do bolor, no dia de hoje dedico este artigo em como se conseguir limpá-lo o mais eficazmente possível. Cá vai:

A limpeza do bolor não é fácil e pode até nem sequer conseguir fazer desaparecer o bolor na totalidade, incluindo as suas marcas negras. Embora por norma o bolor não seja tóxico, o mais seguro é fazer toda a limpeza usando uma máscara para se proteger de respirar os esporos que se vão libertar, evitando as alergias respiratórias e também cutâneas. Se for acaso não tiver nada disto então diga à sua sogra para fazer um favorzinho de limpar aquelas manchas marotas na parede!

Mas continuando, por outro lado, mesmo os detergentes naturais podem ser bastante agressivos para a pele, pelo que uso de luvas é altamente recomendado. Já em relação à roupa certifique-se de que esta cobre bem o seu corpo, e de que pode ser descartada, pois há fortes possibilidades de que os produtos de limpeza as danifiquem permanentemente. Se a minha Maria ler isto via já dizer: “eu não disse para guardar aquele fato-de-treino velhote que ia fazer jeito?”

As paredes são altas e pode precisar de um escadote. Mas tenha muito cuidado! Utilize um escadote com segurança contra fechos intempestivos e antiderrapante. Uma queda desamparada para trás, mesmo que de uma altura pequena, pode ser extremamente perigosa! Mas não se esqueça da solução da sogra! Ainda é a melhor coisinha.

Mas que produtos usar para combater este mal?

Para inicio falo dos produtos químicos. Não é que os outros não sejam químicos também, afinal tudo à nossa volta se explica de forma química, mas são produtos menos agressivos, com proveniências naturais, e com menos impacto no meio que nos rodeia.

Vamos então falar dos detergentes. O mais conhecido é o hipoclorito de sódio o qual tem o vulgar de lixívia mas o primeiro nome dá mais pinta! Experimente na próxima ida ao hipermercado perguntar ao funcionário se tem hipoclorito de sódio. Dá logo mais pinta! Mas continuando, o cloro da lixívia mata o bolor na sua totalidade, incluindo os esporos. Mas, como já se sabe, tem aquele cheiro intenso que muitos não aguentam, sendo irritante para a pele e para as vias respiratórias, e estraga as roupas onde cai. Para limpar as paredes com lixívia aconselhamos a que faça uma diluição de metade produto e metade água, coloque a mistura num borrifador e aplique diretamente nas superfícies, tomando as precauções referidas atrás. Aguarde então cerca de 10 minutos e utilize uma esfregona plana para enxaguar. Pode acontecer descoloração em superfícies mais frágeis e em tons coloridos. A água oxigenada também é bastante eficaz na luta contra o bolor das paredes, em especial em manchas ainda pequenas. Molhe um pano com a água oxigenada e embeba bem o bolor com ela. Depois aguarde cerca de 15 minutos, esfregue com uma escova e seque bem. E por fim temos um grande número de formulações anti-bolor no mercado, que pode experimentar. Tenha em atenção as medidas de segurança, lendo os rótulos e aplicando o que ali está especificado.

Para não ser muito praga, esta aula de bricolage fica por aqui sendo que amanhã virá o resto da explicação.

Sem mais me despeço com um abraço deste vosso amigo Zé Trinchas!

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publicado às 12:03

A culpa é da Humidade!!

por jl, em 19.04.18

humidade1.jpgBoas.

Ainda aqui há tempos falei aqui sobre a humidade (e quem nunca viu no Youtube a senhora a falar da humidade?) e hoje venho aqui desenvolver um pouco mais o tema. Agora até parecia um político!

Mas se por acaso está a pensar sobre o que será que faz aparecer aquelas manchas escuras nas paredes, então explico!

Para não ser muito aborrecido vou dividir este artigo em três mas desde já deixo aqui a primeira parte:

O bolor das paredes é um fungo, que cresce sobre as superfícies e se espalha através de esporos. Estes esporos (pequenas bolinhas que são como que sementes do fungo) estão presentes no ar, são transportados pelo vento e são muito resistentes ao calor e ao frio, pelo que existem sempre uns milhões em qualquer ambiente interior. Esses esporos não se conseguem ver a olho nu, a não ser quando estão em muito grande número, sob a forma de pó. O fungo em si geralmente não é tóxico, mas os seus esporos podem causar aquelas doenças respiratórias e cutâneas que referimos na introdução. O que para nós é uma chatice, mas uma alegria para os Otorrinolaringologistas.

Mas para além dos danos causados à saúde, o bolor também danifica seriamente as superfícies onde se instala. Ele cresce através de hifas que penetram nas superfícies, e este crescimento ao longo do tempo destrói os revestimentos das paredes e dos tetos, e em última análise pode danificar permanentemente, se for feita de um material sensível. O que acontece mais frequentemente é os revestimentos ficarem estragados, descascados, estalados ou no mínimo manchados. Quanto mais profundo o crescimento do bolor atingir da superfície, maior será a extensão dos danos e mais difícil será ver-se livre dele.  

Para além do mau aspecto em termos visuais, a saúde está acima disso tudo!

E, sejamos sinceros, o cheiro é daquelas coisas mesmo desagradáveis e que parece que invade tudo! É quase uma ida à casa-de-banho, mas o cheiro ficando permanente. Mas para haver bolor numa casa não basta existirem ali esporos, uma vez que já percebemos que eles estão por todo o lado. É preciso também haver humidade, alimento, temperatura agradável e pouca luz solar direta. Quanto à comida ele fica satisfeito com materiais de construção, de que são feitas as nossas casas. E a humidade, bem, aparece naturalmente pela própria habitação nos espaços, e se a ventilação não for a melhor condensa-se nas superfícies. As paredes, os tectos e os rodapés, sobretudo de espaços mais húmidos, como a casa de banho a cozinha, são áreas geralmente mais frias do que o ar ambiente, o que faz com que a humidade se deposite ali, acabando por se infiltrar e escorrer, proporcionando um ambiente perfeito ao crescimento do bolor.

Por hoje já dei uma de cientista, mas amanhã torno a vir com este assunto.

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publicado às 12:54


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