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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

09
Fev17

Será que sou eu que estou doido?

jl

img_757x498$2017_02_07_13_08_25_597301.jpgBoas.

A minha pimpolha é o tesouro mais precioso que posso ter e por isso mesmo por vezes leio certas coisas que me dão a volta ao cérebro. Cá vai:

Mãe deixa companheiro matar o filho de 5 anos que urinou na cama

Criança foi obrigada a correr "vários quilómetros" à chuva e espancada até à morte.

O caso está a chocar os moradores da localidade de Aire-sur-la-Lys, em Pas-de-Calais, no norte de França e, à medida que são revelados mais pormenores sobre a trágica morte da criança com cerca de cinco anos, às mãos da própria mãe e do padrasto, gera-se grande revolta. O menino, Yanis, tinha urinado na cama e foi castigado pelo padrasto, Julien M., que agrediu a criança e deixou-a na rua, à chuva e ao frio, despido, apenas de roupa interior. O homem confessou agora às autoridades que forçou a criança a "correr vários quilómetros" na rua, durante a noite. O padrasto do menino e a mãe já foram detidos pelas autoridades e o que se pensava ter-se tratado de um homicídio por negligência é agora confirmado pela investigação ter sido "homicídio qualificado de uma criança menor de 15 anos", explicam as autoridades ao Le Parisien. A autópsia ao corpo da criança revelou um cenário de horror. A polícia tinha detetado "sinais de violência" pelo corpo do menino mas o exame cuidado do corpo mostrou que houve "vários impactos violentos no crânio, incompatíveis com a tese de queda" apresentada pelos suspeitos. O menino terá sido espancado antes e depois de ter sido expulso de casa e obrigado a correr na rua, com temperaturas inferiores a 2 graus negativos. Fonte policial garante que, na autópsia, foram encontradas marcas "suspeitas de constituírem sinal de violência extrema e repetida". Foi o padrasto, de 30 anos, que chamou as autoridades pouco antes das 03h00 da manhã locais e disse que tinha castigado a criança, deixando-a na rua. Garantiu que a tinha encontrado já inconsciente no chão. Os paramédicos ainda tentaram várias manobras de reanimação, sem sucesso. A sua mãe manteve passividade durante o crime Emilie L., a progenitora de Yanis, não terá participado directamente no crime mas está também acusada pelo homicídio, uma vez que nunca terá tentado intervir no cenário de violência contra o próprio filho. A mulher, de 22 anos, nunca viveu com o pai de Yanis e estava junta com Julien há pelo menos dois anos. Os dois estavam desempregados (como se isso fosse desculpa) e a família com algumas dificuldades económicas, mas não estavam sinalizados pelos Serviços Sociais franceses. Os vizinhos ficaram em choque e garantem que nunca desconfiaram que a criança fosse vítima de violência em casa. "Lembro-me do menino de óculos. Era reguila, mas muito educado, bem vestido e não mostrava sinais de abusos. Não consigo acreditar que a mãe tenha deixado uma coisa assim acontecer. Ela amava-o e era muito cuidadosa com o menino. Era artista, pintava, tirava fotografias, tem um trabalho lindo feito com várias fotografias sobrepostas dela e do Yanis quando era bebé. É horrível saber que isto aconteceu", conta uma vizinha. Outro morador local assegura à imprensa francesa que o padrasto da criança "tinha acessos de raiva regulares e gritava muito" mas que nunca ouviu a criança a chorar.

Aquando da detenção e primeiro interrogatório, o padrasto não mostrou remorsos com a morte da criança. No bairro onde morava o pequeno Yanis e na escola onde andava o menino multiplicam-se as homenagens, perante a tragédia.

Ao ler o último parágrafo dou graças de não ser Juiz porque se assim fosse era o casal em causa que tinha que rezar muito. O que senhor fez é inconcebível mas fico parvo como é que uma mãe (se é que se pode chamar assim) alinha numa situação destas.

09
Fev17

Que divisão é esta?

jl

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Boas.

Hoje enquanto andava a ver o que circulava por aí vi duas notícias que embora sejam de dois casos distintos são indissociáveis uma da outra. E as mesmas relatavam dois modos de vida que os animais estavam a sofrer por causa do nosso comportamento, Cá vão os casos então:

Apenas um urso e um leão sobrevivem a custo no zoo da terceira maior cidade do Iraque.

São os dois últimos habitantes do zoo de Mossul. E estão a morrer à fome. Apenas um urso e um leão sobreviveram ao conflito armado no Iraque. Continuam nas suas jaulas, num zoo abandonado e completamente destruído pelo conflito armado que coloca frente-a-frente as forças armadas iraquianas e os militantes do autoproclamado Estado Islâmico, sendo que tornaram a manutenção do parque impossível.

No início, os vizinhos do zoo ainda ajudaram a alimentar os animais, mas com o agravar do conflito deixaram de sair de casa. Dezenas de animais morreram à fome, outros na sequência de bombardeamentos. Isto é uma notícia, enquanto que a outra reza assim:

Tigres obesos geram polémica e preocupam associações

Os tigres que vivem no Siberian Tiger Park em Harbin, na China, não se podem queixar da falta de alimentos. Bem pelo contrário.

Como mostram as imagens que foram partilhadas na rede social chinesa Weibo e que têm vindo a ser partilhadas na internet, os tigres que ali vivem estão obesos, o que está a preocupar não só os internautas como também as associações de defesa dos animais.

Os funcionários do referido parque garantem que não há razão para preocupações, pois o estado obeso dos tigres é natural durante os meses de inverno. Tenho que dizer isto ao meu médico quando ele me disser que tenho que emagrecer.

Porém, a Born Free Foundation, uma das associações defensoras dos animais e da natureza mais activas do mundo, discorda desta explicação.

“Estes tigres estão muito obesos o que indica que existe uma dieta inapropriada e, lamentavelmente, uma ausência de oportunidades para se exercitarem, o que é sinal que estão em constante cativeiro”, disse o presidente da referida associação.

Will Travers referiu ainda que esta situação “não tem piada” e que “estes animais estão doentes”.

Segundo a mesma publicação, esta não é a primeira vez que o Siberian Tiger Park é alvo de polémica. O portal australiano News.com.au já havia escrito, em 2015, um artigo no qual denunciava as práticas levadas a cabo no referido parque, no qual as pessoas podem alimentar os tigres, estando livres para os torturar ao colocar a carne em lugares que os animais não podem alcançar. E mais. Segundo o jornalista Jarryd Salem, os visitantes do parque podem ainda comprar galinhas vivas e atirá-las para o recinto dos tigres, o que ajudaria a explicar o estado de obesidade destes felinos.

Isto faz-me lembrar um pouco a nossa sociedade, enquanto os países desenvolvidos desperdiçam toneladas e toneladas de comida diariamente, existem muitas partes do mundo em que as pessoas quase que se matam por uma tigela de arroz.

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