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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

31
Jan18

Ai que rico prémio que ele merecia

jl

nao e pai.jpgOlá.

Sabem aquelas notícias que quando se lê se fica com vontade de torcer o pescoço a uma pessoa? Pois bem aqui deixo uma peça que poderá dar vontade disso. Cá vai:

Videovigilância trama pai que tinha deitado o seu bebé para o lixo. Criança tinha nascido há poucas horas.

As câmaras de vigilância do local (Xuanwei, na China)captaram o momento e uma idosa, que assistiu ao acto no mínimo bárbaro do homem, retirou de imediato o bebé do contentor. A criança tinha nascido há cerca de duas horas e a mesma estava embrulhada num saco de papel. Segundo o jornal  Mirror, a mãe da criança estava grávida de oito meses e nunca tinha feito um exame médico. O arguido disse às autoridades que a mulher se queixou com dores de estômago e que o bebé nasceu em casa. Ao pensar que o bebé não ia sobreviver, por estar com a pele roxa, o homem decidiu deitá-lo no lixo. Por pensar que não sobrevivia deitou a criança ao lixo? Hummm!

A temperatura que se fazia sentir no local era de 10 graus. Os pais da criança foram detidos e o recém-nascido, que ainda tinha o cordão umbilical, foi entregue a um orfanato onde ser encontra bem de saúde.

Antes do senhor ser condenado, premiava-o com um dia na Praia. Em pleno Pólo Norte de calções não lhe deve fazer muito mal. E até deveria ser giro porque os Ursos Polares parece que andam com fomeca!!

30
Jan18

Ana tomia!!

jl

mulher.jpgOlá.

Hoje um artigo deveras curioso e que falava daquelas coisas que dizem respeito a toda a gente, mas que só os homens se lembram. Mas cá vai:

As coisas que os homens fazem e que não lembram a mais ninguém. A não ser a nós é claro.

Homens e mulheres são um bocadinho diferentes, mas só um bocadinho. Em relação a isto poucas dúvidas existirão! Mas todos os anos são apresentados e divulgados estudos, um tanto ou quanto surpreendentes, que enaltecem essas dissemelhanças. Por isso deixo aqui cinco que, de uma maneira ou de outra, confirmam ou contrariam algumas das ideias pré-concebidas que muitas vezes existem:

  1. Chefes com filhas pagam mais

Se o seu chefe tiver uma filha dê-lhe os parabéns porque o mais provável é que receba ou venha a receber um salário mais elevado do que as trabalhadoras cujos administradores tiveram filhos rapazes. A garantia é dada por um estudo dinamarquês que avaliou os comportamentos dos administradores das empresas da Dinamarca em função do género da sua descendência. Claro que isto foi na Dinamarca, porque aqui no nosso país os patrões são uns unhas-de-fome tramados!

  1. Homens mais pobres preferem mulheres de curvas

Os homens com baixos rendimentos ou que passam fome preferem mulheres mais curvilíneas (passam fome e preferem mulher com curva? Já dizia o Lobo Mau, é para comer melhor), contrariamente aos que têm poupanças ou riqueza pessoal e estão bem nutridos, que elegem parceiras magras. Leif D. Nelson e Evan L. Morrison, investigadores na área da psicologia, na Universidade de Nova Iorque e na Universidade de Stanford, nos EUA, demonstraram essa correlação num estudo publicado, em 2005, na revista científica Psychological Science. Para chegarem a esta conclusão, entrevistaram 1.176 indivíduos. E fizeram um estudo para isto?

  1. Atenção às notícias diminui se pivôs forem giras

Já deu o telejornal? Investigadoras na Universidade de Indiana, nos EUA, assinaram um estudobastante curioso, «Sexual Cues Emanating From the Anchorette Chair». As mesmas descobriram que, quanto mais atraentes forem as pivôs que apresentam o telejornal, menos os homens se recordam do conteúdo das notícias. As investigadoras chegaram a esta conclusão ao testarem as reações do sexo masculino perante a mesma pivot vestida de forma mais sensual e de modo mais conservador. Podemos não passar muito cartão às notícias porque os homens gostam muito de estudar Anatomia!

  1. Eles também fingem

Vemos e lemos, frequentemente, testemunhos de mulheres que admitem simular os seus orgasmos. No entanto, os homens também o fazem. «Men's and Women's Reports of Pretending Orgasm» é o título do estudo que levantou o véu a essa realidade. Charlene Muehlenhard, investigadora na Universidade do Kansas, nos EUA, conduziu a investigação.

Dos 180 participantes do sexo masculino, 28 por cento fingiram ter orgasmos nas relações sexuais com penetração e estimulação manual e até durante o sexo oral. O motivo mais citado? Queriam evitar ferir os sentimentos da sua parceira! os homens são tão sentimentalistas! Tadinhos de nós.

  1. Homens estudam mais para conseguir um casamento melhor

Ambição pessoal ou profissional? O efeito que um bom emprego tem no mercado matrimonial impele os homens a procurar profissões de maior prestígio. Caso contrário, ficariam satisfeitos com ocupações menos bem remuneradas e, também, menos exigentes. Eric D. Gould é o autor desta descoberta, publicada no estudo «Marriage and Career: The Dynamic Decisions of Young Men».

Escreve e defende o investigador da Hebrew University of Jerusalem, em Israel, que, para os indivíduos do sexo masculino entre os 16 e os 39 anos de idade, o que estudar, onde estudar e que profissão eleger são factores que aumentam a probabilidade de se virem a casar. Mas isto é em Israel, porque por cá os homens passam mais tempo na escola para ver as chavalas. Lá está sempre a Anatomia!

29
Jan18

E se fosse consigo Sr. Governo?

jl

e se fosse consigo.pngBoas.

E eis que chega mais uma notícia linda do nosso Portugal. Lembram-se dos incêndios que aconteceram há cerca de meio ano? Pois bem o nosso Governo e os nossos Municípios parece que se lembraram agora quase em Fevereiro. Mas cá vai a história.

Municípios afirmam que limpar matas até junho “não é exequível”

"O Estado limitou-se a passar responsabilidades para os municípios"

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) quer marcar uma reunião com o governo porque considera que a obrigação de limpar matas e florestas privadas até junho “não é exequível”. No fim do mês de Janeiro lembram-se disto??

A associação tomou uma posição no dia em que Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, apelou a que os portugueses concluíssem os seus trabalhos de limpeza até dia 15 de março, posteriormente, as câmaras municipais, entre 15 de março e 31 de maio, devem criar faixas de segurança à volta das estradas e das casas. No entanto, Manuel Machado, presidente da ANMP, afirmou que esta tarefa “não é exequível”.

“O Estado limitou-se a passar responsabilidades para os municípios, sem cuidar de verificar se as condições para o êxito das medidas estavam asseguradas na prática e não apenas na lei”, defende Manuel Machado.

Quem não cumprir os prazos poderá ser multado, numa multa que ronda entre os 280 euros a 120 mil euros.

Eu até compreendo o que o Governo quer fazer, mas só me pergunto se o Estado não limpar os terrenos que lhe pertencem o que acontecerá?

28
Jan18

Terapia alemã

jl

criança.jpgOlá.

Que estejam bem aí desse lado. Hoje em dia um dos debates mais acesos na sociedade portuguesa tem como origem o programa SuperNanny onde se pretende dar educação quer a miúdos, quer aos seus pais. E embora toda a gente critique e muita gente diz que não vê (faz-me lembrar o Big Brother que ninguém via e toda a gente sabia) este programa anda nas bocas de muita gente. E embora seja do tempo em que os pais se olhassem de cima nós ficávamos com um certo receio de ficar com o corpo quente, hoje em dia é quase o oposto. Mas hoje li um artigo bastante curioso sobre isto. Cá vai:

Escolas usam coletes de areia para controlar crianças hiperactivas ou para quem saia dos eixos

As escolas alemãs têm uma nova forma de lidar com a hiperactividade infantil ou mau comportamento: manter as crianças sentadas nos seus lugares com o auxílio de coletes de areia que pesam entre 1,2 e seis quilogramas.

Segundo o jornal britânico The Guardian, esta prática surgiu após um crescente número de diagnósticos de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (o que há uns anos era tratado com o método chinelo e maravilha das maravilhas é que resultava), uma perturbação do neurodesenvolvimento caracterizada por desatenção, hiperactividade e impulsividade.

É o que acontece em Grumbrechtstrasse (se tivessem que repetir este nome 20 vezes resultava logo), uma escola no distrito de Harburg, em Hamburgo. Segundo Gerhild de Wall, representante da escola, "as crianças adoram usar os coletes e ninguém é forçado a usar um contra sua vontade". "Os coletes ajudam-nas a ter um melhor sentido de si próprias, e isso, por sua vez, ajuda-as a concentrarem-se", disse ao jornal britânico. Porque é que a parte que li, que os miúdos adoram usar os coletes não parece estar dentro do contexto?

Os coletes de areia são, segundo os defensores da prática, uma abordagem menos agressiva ao uso de Ritalina, medicamentos usadas para o tratamento desta perturbação. Contudo, há quem considere que a peça de vestuário é uma espécie de colete-de-forças, usados em hospitais psiquiátricos, e alertam para o risco de estigmatização.  Embora isso seja fácil de resolver. Basta portarem-se bem!!

No entanto, a funcionário do Grumbrechtstrasse garante que os coletes são usados em períodos de 30 minutos e que "os alunos gostam de os usar". "Os alunos saltam a cada oportunidade de os usar. Nós garantimos que as crianças que não precisam deles também os vestem, o que ajuda a evitar que haja um estigma associado ao seu uso".

Olha se aqui se lembram da mesma coisa? Tenho dúvidas porque não existe dinheiro para nada, mas uma pá ou uma vassoura é capaz de ajudar.

27
Jan18

Muro azul

jl

face.pngOlá.

Por vezes leio certas coisas que me fazem duvidar que esteja a ler e a compreender aquilo que me aparece pela frente. E aqui deixo um desses casos. Cá vai:

Doa filhas na Net por não ter comida para lhes dar

Mãe movida pelo desespero faz anúncio no Facebook.  

Uma jovem de 19 anos, moradora na pequena cidade do Mundo Novo, que fica situada no interior do estado brasileiro da Bahia, no Brasil, tentou doar as suas filhas através da Internet. No anúncio que foi publicado no Facebook, a jovem disse que tinha tomado a decisão porque está a passar por muitas dificuldades e não tinha comida para dar às crianças, uma de três anos e a outra de nove meses.

Na publicação, que chocou e indignou a população da cidade, localizada a 300 quilómetros de Salvador, a capital da Bahia, a jovem acrescentou que o pai das crianças é ausente e não ajuda em nada. Ainda segundo a publicação, ela tem passado muita fome, pelo que resolveu dar as crianças para que elas não passem também por isso. Outros moradores, revoltados com a decisão e o anúncio da jovem, denunciaram o caso ao Conselho Tutelar de Menores, que foi falar com ela. De acordo com o conselheiro Vinicius Cerqueira, depois da conversa a mãe das crianças arrependeu-se e desistiu de doar as duas meninas. Numa nova publicação, a jovem informou que não vai mais doar as suas filhas, garantindo que fez o primeiro anúncio num momento de desespero, mas que lhe fizeram ver que estava errada. Ela assegura que não vai mais desistir das meninas e que, apesar das dificuldades que passa agora e de estar prestes a ser despejada da casa simples onde vive com as crianças, acredita que Deus lhe vai mostrar caminhos para sair desta dramática situação e criar as filhas.

Ao ler esta peça ficou não com um, mas dois nós da garganta. Em primeiro lugar fico um pouco atónito em como o Facebook serve para tentar «dar» os filhos. E depois fico meio parvo que o artigo dê a entender que o único apoio que as autoridades tenham dado, tenha sido apoio moral. Claro que estou a falar sem saber concretamente o que foi falado. Mas quem precisa de ajuda para além de apoio moral, tem que ser apoiado também de outras maneiras.

Mas que hoje em dia o Face parece que serve para tudo, lá isso parece. Desde andar na cusquice, de ver anedotas que de piada só tem o nome; de servir de muro de lamentações; de ter amizades (embora por vezes nem se conheça essas pessoas); de compras; de vendas até chegar ao ponto de dar filhos.

26
Jan18

Pornograficamente pobre

jl

tostão.jpgOlá.

Este fim do mês o pessoal vai andar a olhar para o seu recibo de vencimento para ver o aumento de dez euros sempre caiu. E se assim acontecer o pessoal até dirá que não é muito mau. Claro que isso acontece até se ler este artigo. Cá vai então:

Acha que o seu salário até nem é mau? Compare-o (ou então não) com o de uma estrela do desporto

 Mas antes deixo um aviso, os resultados podem ser muito desanimadores.

Com certeza que já se viu, em alguma altura da sua vida, a comparar os seus rendimentos com os de qualquer um jogador de futebol. Quando as transferências milionárias acontecem e hoje em dia parece que é moda, é quase impossível não pensar — ou mesmo desabafar — ‘nem se vivesse até aos 100 anos conseguia ganhar isto’. A Free Super Tips, uma casa de apostas britânica, decidiu quantificar este ‘se’ e os resultados não são nada animadores.

Através do simulador Sports Superstars Salary Calculator, é possível comparar os seus rendimentos anuais com os de estrelas de vários desportos, desde Lionel Messi a Roger Federer. É uma lista de seis desportos, onde se inclui o futebolista e o tenista, mas também o jogador de futebol americano Derek Carr, o basquetebolista LeBron James, o golfista Rory McIlroy e o boxeur Anthony Joshua.

Fez-se então uma simulação com um trabalhador que receba o salário mínimo nacional, atualizado neste ano de 2018 para os 580 euros. À taxa de câmbio atual, este salário corresponde a 515,62 libras, o que resulta num rendimento anual de 7.218,68 libras. A primeira (grande) comparação é logo com este valor. No mesmo período, Lionel Messi recebe, com patrocínios, 81.987.828 libras, enquanto Roger Federer aufere 47.767.660 libras. É neste momento em que se começa a ficar doente.

Assim, Messi demora cerca de 46 minutos a ganhar o salário anual deste trabalhador, sendo que, numa semana, o jogador de futebol argentino ganha 218 vezes o mesmo valor. No caso de Roger Federer, o tenista demora uma hora, 19 minutos e 26 segundos a ganhar as 7.218,68 libras, ganhando o mesmo valor 127 vezes numa semana. Coisa pouca portanto!

Além do tempo que demora a acumular as receitas, as diferenças tornam-se ainda mais escabrosas quando passamos para o poder de comprar. Enquanto este trabalhador hipotético demorará 32 anos a comprar uma casa com uma avaliação média, Messi consegue comprar 353 casas por ano e Federer acumula capital para 205.

Se quisesse remodelar e renovar a decoração do Palácio de Buckingham, o trabalhador hipotético teria de trabalhar 51.255 anos (sendo que nessa altura a rainha Isabel II ainda estaria por lá) para conseguir os 370 milhões de libras necessários. Federer conseguia pagar com o trabalho de sete anos, enquanto a Messi bastavam quatro anos.

Tal como se chamou a atenção no início, não são dados muito animadores, a não ser que o Messi ou o Federer estejam a ler este artigo.O aviso também já está a ser deixado por muitos nas redes sociais. Um utilizador do Twitter aconselha “se está com a autoestima em alta não deve, definitivamente, visitar” este site.

Pois!!

25
Jan18

Varicela

jl

varicela.jpgOlá.

Quem é pai de vez em quando começa a ler artigos que nos podem ser muito importantes no cuidado a ter com os nossos filhos e mesmo com a nossa saúde. Cá vai um desses casos:

Varicela: vale a pena “fugir” enquanto se é criança?

Esta é uma doença muito frequente na infância. É, por isso, importante saber o que é e o que fazer, para evitar algumas preocupações

A varicela é uma infecção vírica que se manifesta pelo aparecimento de borbulhas (caracteristicamente vesículas, com “cabeça de água”), sendo a sua gravidade muito variável. Na maioria dos casos trata-se de uma doença benigna, especialmente se adquirida nos primeiros anos de vida. Já na adolescência e na idade adulta o risco de complicações é maior, pelo que geralmente se considera que é “melhor” contraí-la enquanto se é pequeno. Só surge uma vez na vida, porque a partir daí adquire-se imunidade para o vírus, sendo impossível tê-la duas ou mais vezes. O tempo de incubação varia entre 7 e 14 dias e pode inclusivamente ocorrer sem dar sintomas (forma subclínica).

O diagnóstico da varicela assenta num princípio fundamental: as lesões não surgem todas ao mesmo tempo. Assim, para sermos exatos, temos que observar as lesões típicas em, pelo menos 3 estádios diferentes de evolução:

- pápulas (pequenas elevações vermelhas que aparecem na pele)

- vesículas (bolhas de água)

- crosta (fase de resolução)

Como se trata este problema?

O tratamento visa essencialmente o alívio dos sintomas e compreende um anti-histamínico (para retirar a comichão) e paracetamol para a febre. O ibuprofeno (o famoso Brufen que serve para quase tudo) não deve ser dado nestas situações, pelo facto de aumentar o risco de algumas complicações.

Existe ainda a possibilidade de utilizar um antivírico (aciclovir), mas aí as opiniões já não são tão consensuais, até porque é e eficaz apenas quando administrado nas primeiras 48-72h de doença. A Academia Americana de Pediatria não recomenda a sua administração por rotina, já que os efeitos são apenas ligeiros. No entanto, está recomendada a sua utilização nos seguintes casos:

  1. a) adolescentes;
  2. b) segundos casos na família, porque geralmente têm manifestações mais graves;
  3. c) crianças com doenças cardiopulmonares ou cutâneas crónicas;
  4. d) crianças a fazer tratamentos prolongados com corticoides, mesmo que sob a forma inalada;
  5. e) crianças a fazer tratamento crónico com ácido acetilsalicílico.

Os cuidados a ter com as crianças com varicela dependem muito do estado geral da criança. Se ela estiver bem e sem febre, não é obrigatório ficar fechada em casa. A única ressalva, nesses casos, prende-se com a tentativa de evitar o contágio de pessoas susceptíveis, nomeadamente grávidas e pessoas com algum tipo de imunodepressão (SIDA, doenças oncológicas, quimioterapia, ...), pelo que não devem frequentar locais fechados onde possam espalhar o vírus. É bom relembrar que o contágio é possível até todas as lesões estarem em crosta.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES?

As complicações são muito pouco frequentes e prendem-se com a infecção das lesões da pele, embora possa também atingir os pulmões e o cérebro.

Assim, aqui ficam alguns sinais de alarme que implicam observação médica urgente em caso de varicela:

- mau estado geral da criança

- falta de ar e dificuldade respiratória

- febre que não se consegue controlar com a medicação

- alteração do equilíbrio, marcha ou linguagem

- zonas de pele muito vermelhas, duras e dolorosas

Vale a pena vacinar?

Relativamente à vacinação, neste momento as recomendações da Sociedade Portuguesa de Pediatria seguem as orientações da Organização Mundial de Saúde, que afirmam que as atuais vacinas contra a varicela só devem ser ministradas se se assegurar uma cobertura vacinal acima dos 80%. Assim, visto ser praticamente impossível obter essas taxas sem a inclusão da vacina no Plano Nacional de Vacinação, a opinião mais consensual é a de que não se deve vacinar as crianças saudáveis por rotina, devendo reservar-se apenas para os seguintes casos:

- adolescentes e adultos susceptíveis (que não tiveram a doença na infância)

- crianças que contactam com pessoas imunodeprimidas

Esta é uma doença muito frequente na infância e que grande parte das crianças acaba por contrair. Por esse motivo, é importante saber o que é e o que fazer, para evitar algumas preocupações por parte dos pais.

Foi pena não ter lido este artigo há uns anos atrás, porque tinha eu por volta dos 30 anos quando fui bafejado por esse vírus. E nunca nas minhas idas à vacinação obrigatória me falaram que existia uma vacina. Correu tudo bem, mas num adulto sabia que a varicela pode provocar impotência? Pois a mim também nunca mo tinham dito, mas se tivesse tido azar e tivesse ficado assim? Claro que nessa altura toda a gente tinha fugido com o cú à seringa.

24
Jan18

Estudo importante, ou então não

jl

bebe.jpgBoas.

Que estejam bem aí por esse lado. Hoje é naqueles dias em que ando meio zombie, porque a noite de sono não foi grande coisa. E no seguimento disso mesmo deixo aqui umas linhas que talvez ajudem a explicar melhor o nosso comportamento. Cá vai:

Pensamentos negativos e repetitivos podem ser culpa da falta de sono

Um novo estudo sugere que dormir menos de oito horas por noite pode potenciar o transtorno do Pensamento Repetitivo Negativo (PRN), característico dos estados de ansiedade e depressão

A ligação entre depressão e insónias, no sentido em as pessoas que sofrem de depressão apresentam uma maior dificuldade em adormecer, já tinha sido estudada. Agora, um novo estudo olhou para a mesma ligação mas em sentido contrário, focando-se sobretudo num aspecto comum da depressão e ansiedade: a presença de pensamentos negativos repetitivos. Será que uma pessoa olhar para a carteira e não ver lá nada é negativo?!

A investigação, liderada por Meredith E. Coles e Jacob A. Nota da Universidade de Binghamton, observou 52 adultos que tinham obtido uma pontuação elevada no Perseverative Thinking Questionnaire (PTQ), um inquérito formulado especialmente para avaliar a intensidade deste distúrbio.

Os participantes, a quem foi pedido que descrevessem a sua rotina de sono, foram expostos a imagens negativas (com armas, facas e animais perigosos, por exemplo. Será que o cão da minha vizinha que passa horas a uivar está englobado isto?), positivas (incluíam fotografias da natureza e de desportos) e neutras (com objetos do dia-a-dia como itens de decoração). Quem escreveu neutra é porque não tem que limpar o pó a isto, senão colocava isto na parte negativa!

Os investigadores usaram uma tecnologia de rastreamento ocular para medir a atenção que os indivíduos davam a cada imagem e concluíram que as pessoas que dormiam menos de 8 horas por noite ficavam mais tempo a dar atenção às imagens negativas e tinham uma maior dificuldade em libertar-se do que tinham visto.

Estes resultados sugerem que a falta de sono está relacionada com a incapacidade de ultrapassar pensamentos negativos, que estão muitas vezes associados a estados de depressão e ansiedade. Isto sim, são estudos que justificam bem os milhares de euros que custam!

Meredith Coles, uma das autoras do estudo, afirma, em comunicado, que "foi possível perceber que as pessoas neste estudo têm tendência em ficar com os pensamentos 'presos' na cabeça, o que torna mais difícil o desvinculamento dos estímulos negativos que lhe apresentámos" , e acrescenta que "enquanto as outras pessoas conseguem receber informação negativa e seguir com a sua vida, estes participantes têm muita dificuldade em ignorá-la". Talvez porque tenham que aspirar e limpar o pó todas as semanas!

Não foi possível esclarecer porque razão os inquiridos têm mais dificuldade em ultrapassar episódios negativos mas os autores acreditam que esta ligação "pode ser explicada por uma redução dos recursos cognitivos disponíveis, em particular dos necessários para inibir informação e lidar com nova informação" e esclarecem ainda que "é possível que a interrupção do sono seja um segundo golpe para o controlo da atenção em indivíduos que já são mais vulneráveis na resposta subjetiva e/ou fisiológica a informação negativa". Mas é fácil começar a libertar-se dos pensamentos negativos. Basta que uma vez por mês sem querer e friso bem sem querer, uma peça caia ao chão e com muita pena minha ela partir!

23
Jan18

Se não houver Mercedes, aceito o Micra

jl

popo.pngOlá.

Se por acaso estiver alguma alma caridosa a ler este artigo e que tenha um Mercedes novo para oferecer é para avisar que tenho lugar aqui em frente a casa para o estacionar. Se não for o Mercedes, também aceito o Nissan Micra dos novos com aquela cor de laranja. E peço pouco. Pelo menos é o que vejo, mas cá vai a história:

A Mercedes vende muitos carros (embora eu não perceba muito bem isto) no mercado nacional, mas nenhum como este. O Project One, basicamente um Fórmula 1 de estrada, com um preço de três milhões de euros vai andar nas estradas portuguesas. Embora eu conheça algumas estradas que se o dono não tiver cuidado bem vai precisar de um projecto novo.

Este carro que é uma autêntica máquina para os amantes das quatro rodas, não está ao alcance de qualquer um. Só foram fabricadas 275 unidades. E uma delas vai andar a “voar baixinho” nas estradas de Portugal.

 

O negócio foi concretizado em Agosto do ano passado, mas só agora é que a Mercede revelou que há um português, da região norte do país, que abriu os cordões à bolsa para poder pôr as mãos neste modelo exclusivo da Mercedes-AMG. “Só recebemos um. Foi vendido em agosto”, afirmou a marca. Para conseguir comprar o Project One teve de desembolsar qualquer coisa como 3.000.000 de euros. Ou seja, três milhões de euros.

Não é só o preço que impressiona neste modelo exclusivo. Há muitos outros números que encostam qualquer um ao banco, especialmente estes: cinco motores (um a gasolina e quatro elétricos), 1.000 cv de potência e mais de 350 km/h de velocidade máxima. Ou seja, praticamente três vezes mais do que o limite máximo permitido nas autoestradas nacionais. Ou seja esta pessoa comprou o carro para ir comprar leite ao supermercado.

Este Project One não é, contudo, o único Mercedes-AMG a ser vendido no mercado nacional. A fabricante revelou, na apresentação dos números totais de 2017, que houve também clientes para o AMG GT Roadster e o AMG GT R.

Foram vendidos 21 AMG GT Roadster, modelo que está disponível em duas versões, com dois níveis de potência, o AMG GT de 476 cv que custa 180.100 euros e o AMG GT C de 557 cv (209.200 euros), mas também houve dois clientes para o AMG GT R. Só dois foram entregues, mas há mais oito destes automóveis ainda por entregar. O que tem de especial? 585 cv, 3,6 segundos dos zero aos 100 km/h e 318 km/h de velocidade máxima.

Ou seja eu devo ser das poucas pessoas tesas neste país, mas o Nissan Micra aceito com todo o gosto.

23
Jan18

Crianças e comportamento

jl

criança.pngOlá.

Que vocês estejam bem aí por esses lados. Hoje li um artigo curioso que falava em como melhorar o nosso desempenho enquanto pais. E como não gosto de guardar tudo para mim decidi trazer aqui algumas ideias chave do que li:

O mesmo artigo falava em sete conselhos para ser um melhores pais

Educar uma criança não é, de facto, uma tarefa fácil. Por muito lindos que sejam os livros teóricos sobre o tema e sobre o comportamento dos pimpolhos, a prática fica quase sempre aquém do que vem escrito em obras que mais parecem manuais de instrução de seres humanos com menos de 15 anos. E nunca esquecer que uma criança é um ser humano e como é normal, cada pessoa tem um comportamento diferente de outra.

Apesar dos conhecimentos que se adquirem por teoria serem sempre uma ajuda bastante prática – quanto mais não seja para detectar erros -, a verdade é que a boa educação de uma criança depende, claro, da criança em si, mas também dos seus progenitores e da forma como se vêm a si mesmos. Ser um bom pai ou uma boa mãe é algo difícil de definir, mas a base é uma certeza.

E tudo começa com o auto-conhecimento. Os pais devem conhecer-se a si mesmos, refletir sobre os seus actos e sobre os próprios pensamentos, pois só assim é possível decifrar alguns comportamentos padrão das crianças, encontrando a melhor forma de os solucionar. E nós enquanto adultos não somos também «donos» de toda a sabedoria.

Ternura, é daquelas coisas que qualquer pai deve dar a um filho. E ter muito cuidado com aquela coisa de compararem o comportamento dos seus filhos com o de outras crianças. E ter atenção às altas expectativas que pomos em relação aos garotos. Não esquecer que uma criança deve ser criança e não um adulto em miniatura.

Ser um bom pai e uma boa mãe requer ainda dar tempo ao tempo e, em particular, dar tempo à criança, priorizando os momentos em conjunto e em família, em prol de qualquer situação de isolamento à boleia de um dispositivo móvel. Mas se importa passar mais tempo em família, importa também dar mais atenção à mesma, incluindo-se aqui às confusas e constantes conversas que as crianças têm. Conversar diariamente com a criança e falar como foi o seu dia no infantário ou na escola é daquelas pequenas coisas que por vezes tem muito significado.

O positivismo deve ser sempre a palavra de ordem dentro e fora de casa, cabendo aos pais estimular o lado mais optimista das crianças, não rejeitando – nem desvalorizando – a tristeza e a irritação que os miúdos podem sentir, porque eles são pessoas. O ideal é fazer do optimismo o ponto de actuação e dar a devida importância ao pessimismo e à tristeza, mostrando à criança que são sentimentos necessários para o seu desenvolvimento pessoal e social.

Por fim, mas não menos importante, é que os pais devem ensinar as crianças a serem resilientes, isto é, a valorizarem as adversidades e a procurarem a melhor forma de as ultrapassar. A aprendizagem é fundamental e depende, muitas vezes, dos exemplos dados pelos pais no dia-a-dia. Por vezes só se dá valor a algo positivo, quando nos acontece algo que nos deixou uma marca negativa.

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