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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

30
Jun19

Vroom Vroom

jl

carro.jpgBoas.

Hoje quando vinha do trabalho deparei-me com dois carros à minha frente que embora estivessem na rua de uma cidade, mais parecia que estavam num circuito, já que quando o semáforo passou de vermelho para verde, os dois literalmente levantaram alcatrão. E embora não seja o estilo de condutor de circuito, o meu carrito custou-me muito a pagar e espero que ainda dure mais alguns. E digo isto porque vi uma reportagem que nos colocava a questão se devemos ligar o carro com o pé na embraiagem.

E embora este seja um pequeno gesto quando se dá à chave, ele pode representar poupanças em vários aspectos.

Muitos são as questões associadas à condução e no que toca à temática sobre o uso correto da embraiagem, esta então continua a dividir bastantes opiniões. Mas no fim de contas, será que se deve ligar o carro com o pé na embraiagem?

Esta é uma questão que acarreta várias versões no universo dos especialistas. Por um lado, a maioria defende que o pedal da embraiagem não deve ser pisado ao ligar o carro, devendo apenas ser levemente pressionado e gradualmente soltado, unicamente para dar início ao movimento do automóvel.

Por outro lado, há quem defenda que ligar o carro com o pé na embraiagem é uma questão de segurança. Para todos os condutores que não têm por hábito deixar o carro em ponto morto, pode ser uma vantagem. Além de não engatar o carro inesperadamente, pode evitar sustos ou até mesmo acidentes (caso esteja estacionado perto de obstáculos).

Ao mesmo tempo, ligar o carro com o pé na embraiagem pode poupar, a longo prazo, o desgaste dos componentes e a vida útil da embraiagem. Esta é já uma prática generalista entre muitos automóveis atuais, cuja única forma de dar à ignição é apenas obtida com o pisar da embraiagem – estejam equipados (ou não) com caixa de velocidades manual ou automática.

Conforme é de conhecimento geral, o pedal da embraiagem é uma peça de fácil e rápido desgaste, que pode queimar ou ficar precocemente desgastada, até que seja necessário a sua substituição, o que poderá traduzir-se em várias centenas de euros de gastos.

Com o objectivo de aliviar o trabalho do motor de arranque, a embraiagem retira peso à caixa de velocidades e previne o desgaste do mesmo. Temos que ter atenção que o motor de arranque fica dependente de uma enorme carga de esforço. Quando este é accionado, este é responsável por fazer movimentar todos os componentes internos no momento da ignição do motor.

Por sua vez, ao ligar o carro com o pé na embraiagem, há uma ligeira redução nos consumos da energia eléctrica da bateria, algo que pode não ser notado a curto prazo. Já a longo prazo, esta prática justifica-se facilmente pelos baixos desgastes da própria bateria.

Na verdade, se a bateria estiver com pouca carga energética ou até mesmo esgotada, colocar o pé no pedal da embraiagem aumenta as probabilidades de conseguir ligar o carro em andamento. Apesar deste truque não ser uma prática exemplar, serve de resposta sobre como o auxílio do pedal da embraiagem é vantajoso.

Ligar o carro com o pé na embraiagem aumenta ainda a segurança de quem estiver a passar perto do seu carro, quer sejam peões, quer outros carros que possam estar de passagem ou estacionados.

Este é outro contributo de segurança que as marcas começaram por introduzir nos modelos de série atuais, cuja ignição do motor é apenas permitida com o pisar do pedal da embraiagem, evitando solavancos inesperados para o condutor e para os ocupantes.

Como o pedal de embraiagem é uma das peças com maior desgaste na mecânica automóvel, pela sua utilização constante na condução, recomendámos que esteja atento aos seguintes truques para poupá-lo e evitar desgastes a curto prazo.

Descansar o pé na embraiagem traduz-se num prematuro desgaste da peça, evite ao máximo fazê-lo.

Não se deve pisar o pedal da embraiagem quando o carro estiver parado, até porque em termos práticos isto não se traduz em nada

Evite engrenar mudanças elevadas quando a velocidade não o justificar, até porque isso fará que o seu carro consuma muito mais.

Não largue o pedal da embraiagem de forma repentina. Conduza de maneira suave.

Respeite as regras de carga e peso admissível indicadas pelos fabricantes do modelo.

Evite arranques bruscos e pontos de embraiagem lentos ou prolongados.

Evite reduções de mudanças bruscas.

Inicie a condução com a primeira mudança engrenada respeitando progressivamente a ordem natural da caixa de velocidades.

E se não colocar o pé na embraiagem ao ligar o carro? O que pode acontecer?

Ligar o carro sem colocar o pé na embraiagem tem várias desvantagens.

O desgaste do motor de arranque é muito maior.

A embraiagem pode ficar condicionada a médio prazo, por estar a ser mal utilizada.

Poderá sentir um solavanco ao arrancar com o carro sem pisar o pedal de embraiagem.

Poderá não conseguir ligar o carro, se a carga da bateria estiver em baixo e não recorrer ao pedal da embraiagem.

A embraiagem é considerada uma das peças mecânicas mais caras quando é exigida a reparação ou substituição.

Imponderáveis poderão sempre acontecer, mas cabe a cada um de nós que as coisas tenham um melhor futuro o que faz com que a nossa carteira tenha algum descanso!

29
Jun19

Hora da palhaçada

jl

tempo medio de sexo.jpgOlá.

Hoje li um artigo bastante curioso. E embora estejamos em 2019 parece que falar em sexo ainda é um tema tabu, embora estejamos todos ligados a ele, porque caso contrário não estaríamos aqui para contar a história.

E embora por vezes não se fale nisto por vezes até com a nossa parceira (ou parceiro), isto é das coisas mais naturais da nossa Vida.

A vergonha ou o simples embaraço faz com que certas questões não sejam colocadas fazendo com que tenhamos uma manta escura a tapar o assunto. E digo isto porque estava a ver um documentário em que era colocada a questão da duração do sexo. Por vezes pensamos que a relação é demasiado curta, enquanto que outras, é demasiado longa a um ponto de se tornar quase uma maratona desconfortável para nós. E depois existem momentos que não são carne nem peixe e que devido a isso conseguem um balanço perfeito.

Mas, afinal existe algum tempo ideal para a hora da palhaçada?

A verdade é que por muito conhecimento que se tenha, não existe uma resposta para esta questão. Num estudo de 2015, publicado no Journal of Sexual Medicine, vários terapeutas sexuais falavam sobre este tema. Estes separavam o sexo vaginal, com penetração, em quatro categorias: demasiado curto (1 - 2 minutos), adequado (3 - 7 minutos), desejável (7 - 13 minutos) e demasiado longo (10 - 30 minutos).

Já um inquérito mais recente, feito pela marca de preservativos SKYN, apontava o tempo médio de uma relação para 28 minutos. Mas falta saber a quem foram colocadas estas questões, porque se a maioria foram homens é muito natural que assim seja, porque no nosso subconsciente ainda se fazemos muito a ligação entre a duração e a nossa masculinidade.

Muitos terapeutas sexuais consideram este número demasiado alto, sendo que os mesmos referem que a duração média do «truca-truca» está entre os 9 a 12 minutos. Mas acima de tudo temos que nos lembrar que cada pessoa é uma pessoa e que a penetração não é obrigatória para se ter prazer.

Acima de tudo temos que nos lembrar que no sexo, não existe uma medida ou um tempo normal, já que a sexualidade é tão diversa que cada indivíduo é diferente e tem uma reacção diferente.

Hoje em dia com sites de bolinha vermelha disponíveis a todos e a toda a hora, muitos de nós pensamos que estas pessoas são quase Extraterrestres no que diz respeito à palhaçada, mas simplesmente isso não é assim.

O fundamental é que nos sintamos bem, quer nós, quer a pessoa com quem estamos e a partir daí as coisas acontecerão naturalmente.

28
Jun19

Por algum lado tem que se começar

jl

mcdonalds.jpgBoas.

Estando nós numa onda em que ser amigo do Ambiente parece que é uma que veio para ficar, li numa peça que a empresa McDonald’s no Reino Unido vai eliminar a tampa do McFlurry (gelado) e também de embalagens plásticas nas suas saladas.

Esta medida entrará em vigor no próximo mês de Setembro.

Este gigante da indústria alimentar nos últimos tempos tem tomado medidas que visam tornar-se mais ecológico (e com isso angaria empatia também com os seus consumidores), e já no ano passado substituiu os 8 mil milhões (leu bem, são mesmo 8 mil milhões) de palhinhas de plástico usados anualmente pelos clientes do Reino Unido por palhinhas de papel.

Segundo a Mc a eliminação das tampas  plásticas do McFlurry será acompanhada pela transformação das embalagens de plástico das suas saladas, estas serão servidas em caixas de cartão, ficando assim 50% recicladas.

Só nestas duas alterações, as mesmas poderão traduzir-se numa poupança de resíduos plásticos na ordem das 485 toneladas por ano.

Eu sinceramente aplaudo esta atitude, esperando também que as mudanças não se fiquem por aqui. Porque ter um tabuleiro em que é colocado uma folha impressa com imensa tinta não é de muita lógica. Assim como ter brindes que ou são feitos de plástico, ou estão embalados em plástico. Ou terem como oferta, os balões plásticos que a minha filha adora, mas que ficarão a prejudicar o Ambiente.

Reconheço que se tem que começar por algum lado, mas esta mudança tem que ser em muitos mais produtos e no global do mercado. E nisto já nem falo dos resíduos e quantos recursos são usados para ter a carne à nossa mesa.

27
Jun19

Consumo responsável

jl

cartão.jpgOlá.

Há uns dias celebrou-se o Dia Mundial da Poupança. E embora hoje em dia se viva um período de vacas gordas, temos que nos lembrar que nada é eterno. E falo nisto por causa dos cartões de fidelização que hoje em dia estão muito em voga o que pode levar a um descontrolo sobre o nosso consumo e ao crédito que cada qual usa.

E basta ir a um centro comercial para se ver que cada vez mais isso é uma das apostas em imensas fazendo com isso que o consumo seja cada vez mais repetido por parte dos clientes. Mas é muito importante ter atenção a todos os pormenores já que a utilização destes cartões pode não compensar.

Acima de tudo temos que nos lembrar que no poupar é que está o ganho e quanto menos gastar, mais conseguirá poupar. E é nesta vertente que cada vez mais as empresas de comércio a retalho apostam em criar os ditos cartões de cliente. Estes cartões fazem com que tenha vantagens e benefícios ao pertencer a um clube. Descontos, promoções, prémios e pontos são os mais comuns.

Contudo, nem sempre utilizar os cartões traz algum ganho. Tenha atenção a estas três situações:

-As promoções poderão não ser vantajosas

Nem sempre a palavra promoção quer dizer poupança. Se quer comprar algo na casa das centenas de euros, recomendamos que acompanhe o preço de um ou dois produtos ao longo de semanas. Assim, poderá ver se uma promoção é apenas feita com um preço mais elevado ou se realmente irá conseguir poupar. O planeamento antecipado ajuda a conseguir comprar o produto ao melhor preço.

-Os pontos podem expirar

Existem alguns cartões com a modalidade de acumulação de pontos. Por cada compra que faça, ganha pontos, que podem ser trocados por produtos ou por vouchers de desconto numa próxima compra. Contudo, tenha atenção porque esses pontos podem ter data de validade e, se não os utilizar, pode estar a desperdiçar uma boa oportunidade. Também não vale a pena ir a correr comprar qualquer coisa para gastar os pontos. Assim, o planeamento ajuda-o também a comprar um produto com algum desconto. Veja com antecedência quando os pontos expiram e assim, se não existir nenhuma promoção no momento, pode utilizar os pontos guardados. Acima de tudo temos que poupar e gastar naquilo que realmente se vá usar.

-Se não utliza, não tenha o cartão na carteira

Com a moda dos cartões de fidelização, acabamos por ter a carteira cheia de cartões que só usamos uma vez – no dia da primeira compra. Tenha na carteira apenas os cartões de que necessita habitualmente. Com isso também diminui a tentação de fazer compras por impulso.

Caso tenha cartões que utilize em compras maiores, pode guardá-los em casa. Assim, quando precisar mesmo deles, irá planear as compras e poderá  ter sempre um orçamento disponível.

O cartão de fidelização poderá ser uma boa ferramenta para as suas compras habituais, mas não para aumentar o seu consumo. Utilize o cartão para fazer cumprir o seu orçamento familiar e aproveite a folga orçamental para poupar ou investir. As suas compras serão melhores e a sua carteira agradece.

Nunca nos podemos esquecer que um percalço pode acontecer a qualquer um e ter um orçamento em que pouco ou nada sobre poderá trazer dissabores em alturas mais complicadas.

26
Jun19

Reciclar é preciso

jl

reciclar.jpgOlá.

Na semana passada vi uma reportagem na SIC que achei muito bem-feita e que falava sobre a poluição dos mares e a não reciclagem que infelizmente ainda pouco se fala.

Em Portugal, só no ano de 2017, foram produzidos mais de cinco milhões de toneladas de resíduos urbanos. Cinco milhões de toneladas é algo de brutal!

Isto devia fazer-nos pensar que garantir a preservação do nosso planeta depende de pequenas atitudes diárias que, no final, fazem uma diferença formidável – a começar por saber separar os resíduos em casa para que a reciclagem os possa transformar noutros materiais. Claro que nem todos farão isto, mas se ninguém o começar a fazer que futuro deixaremos?

Uma das coisas positivas que temos ao nosso dispor é o Eletrão, o qual encaminha para reciclagem equipamentos eléctricos, acumuladores, pilhas e embalagens. Em 13 anos de vida já orientou para tratamento e valorização qualquer coisa como 430 mil toneladas de resíduos, que assim regressam à cadeia de produção para novos produtos.

De seguida deixo aqui algumas dicas para tratar da melhor maneira o seu lixo.

  1. Como separar correctamente os resíduos?

A separação e colocação no respectivo contentor é essencial para com isso garantir que os resíduos são recolhidos, primeiro, e depois encaminhados para diferentes processos de transformação, tendo em vista a reciclagem dos materiais que os constituem. O lixo que produzimos em nossas casas devem ser encaminhados para os seguintes contentores: ponto eletrão (para os equipamentos eléctricos usados, muitas vezes instalados em centros comerciais); ponto eletrão de lâmpadas e pilhas; ecoponto verde (vidro); ecoponto azul (papel e cartão) e no ecoponto amarelo (plástico e metal).

  1. Que resíduos podem ser separados?

Mais de 50% dos resíduos que produzimos poderão ser reciclados, mas é importante saber ao certo quais podemos separar. E são eles: equipamentos eléctricos, varinhas, aspiradores, computadores, televisões, ares condicionados, aquecedores, secadores, escovas de dentes eléctricas, telemóveis, equipamentos de iluminação e lâmpadas usadas – fluorescentes compactas e tubulares, de halogéneo, LED, pilhas e baterias usadas (incluindo baterias de telemóvel e computador), vidro, plástico, embalagens de produtos de limpeza e higiene pessoal, copos de café, embalagens plásticas de alimentos, sacos de plástico, metal, latas de bebidas, conservas, papel e cartão – caixas de papelão, caixas de cereais e bolachas, cartão envolvente de iogurtes e outros.

  1. Mas para quê reciclar, se não o podemos fazê-lo indefinidamente?

Porque não só se pode reciclar várias vezes muitos dos resíduos como alguns em particular, por exemplo o vidro e os metais, podem ser continuamente transformados sem que se perca qualidade. Também o papel pode ser reciclado inúmeras vezes antes de as fibras ficarem demasiado enfraquecidas.

  1. Até que ponto a reciclagem ajuda o ambiente?

Ao reciclarmos garantimos o tratamento dos resíduos e a remoção segura de todas as substâncias perigosas para o ambiente e a saúde humana. Assegura-se ainda a recuperação de materiais cuja disponibilidade na natureza começa a escassear e uma redução da quantidade de resíduos que são colocados em aterro. Sendo que com esta actividade económica são criados empregos.

  1. Mas afinal fica mais caro reciclar ou usar as matérias-primas directamente da natureza?

Fica mais barato reciclar, já que permite diminuir o consumo de recursos virgens ao mesmo tempo que reduz o consumo de energia nos processos de preparação dos materiais. Por exemplo: recuperar 10 quilos de alumínio a partir da reciclagem de equipamentos eléctricos consome apenas 10% da energia que seria necessária para a sua produção a partir de minério virgem.

  1. Uma pergunta que muitas vezes se faz é sobre as lâmpadas que são de vidro. Sendo estas de vidro, devem ir para o ecoponto verde?

As lâmpadas contêm mercúrio, que faz com que possam prejudicar gravemente o ambiente e por consequência a nossa saúde. Se as colocarmos no ecoponto verde estaremos a contaminar todo o vidro desse vidrão e inviabilizar, assim, a sua reciclagem. As lâmpadas devem ser colocadas no ponto eletrão de lâmpadas para garantir que a eliminação do mercúrio é feita em segurança.

  1. É necessário lavar as embalagens?

Não. Apenas têm de ser escorridas.

  1. No ecoponto azul podemos colocar lenços de papel e guardanapos?

Não. Contrariamente ao que muita gente pensa (e faz), lenços de papel e guardanapos sujos devem ser colocados no chamado lixo comum.

  1. E onde se devem colocar os pacotes de leite vazios?

Os pacotes de leite, sumo e quaisquer outras embalagens de cartão para alimentos líquidos deverão ser colocados no ecoponto amarelo.

  1. Tampas de plástico podem ir para o ecoponto amarelo?

Sem dúvida. Juntamente com as respectivas garrafas plásticas, sendo que muita gente faz a recolha deste produto para beneficência.

  1. A madeira também é reciclável?

Claro que sim. As embalagens de madeira (como as pequenas caixas de morangos) devem ser depositadas no ecoponto amarelo.

  1. Depois de separarmos os resíduos em casa eles vão misturar-se no camião de recolha?

Quando os resíduos da recolha selectiva são colocados no mesmo camião isso significa que ele é bicompartimentado, respeitando a separação que já foi feita. Pode ainda acontecer que o mesmo camião seja utilizado apenas na recolha de papel e cartão num dia, e na de embalagens de plástico e metal no dia seguinte.

O ambiente agradece, esperando que isso nos traga um futuro um pouco melhor

25
Jun19

Alimentação doce: mitos e realidades

jl

doces.jpgOlá.

Estando eu numa fase em que presto muita atenção aquilo que ingiro (em bom português estou em dieta) encontrei um artigo bastante interessante em que falavam sobre os produtos ditos light, sem açúcar e sem glúten e que os mesmos não fazem uma alimentação mais saudável e que para comprovar isso mesmo deixavam 8 factos.

Muitas vezes a palavra saudável chega-nos vazia de sentido. Por ser saudável, um alimento consumido em excesso não será necessariamente bom. Assim como os termos light, adoçante, isento de açúcar ou de glúten não são sinónimos de mais saúde.

Ter uma alimentação saudável ou equilibrada não tem de ser sinónimo de sacrifício ter um sabor parecido com a esferovite. Termos uma alimentação equilibrada é muito mais benéfica em relação aquela que se ouve dizer que é saudável. No equilíbrio também cabem os doces e outros pecados da gula, é tudo uma questão de proporção. Podemos comer de vez em quando uma fatia de bolo. Agora o de vez em quando não pode ser dia sim, dia sim. E uma fatia não pode pesar meio quilo. Temos que saber gerir as excepções.

  1. Não é por reconhecermos a um alimento propriedades saudáveis que o vamos consumir em excesso. Um dos exemplos é o abacate, um fruto que não obstante possuir gorduras insaturadas, possui um alto teor das mesmas. Logo mesmo sendo uma boa gordura, a sua ingestão em excesso torna-se prejudicial. No caso específico da gordura, é um nutriente que tem uma taxa de conversão em calorias superior aos hidratos de carbono e proteínas.
  2. O facto de um determinado tipo de gordura possuir um comportamento benéfico não quer dizer que o seu consumo seja indiscriminado quer em bolos, sobremesas ou noutros produtos. Por exemplo, o óleo de coco, apesar de ser uma gordura saturada, é constituído por ácidos gordos menos prejudiciais do que outras gorduras saturadas. No entanto, a sua aplicação em doçaria torna-se perversa, dado ser um aporte de gordura excessivo ao qual acrescemos açúcares.
  3. Mel, açúcar de coco, mascavado, representam formatos diferentes de consumirmos açúcares. Neste âmbito não há açúcares menos maus. Todos são açúcares e a sua utilização em doçaria representa, sempre, uma parte excessivo de calorias, o que pode traduzir na balança. Em relação ao açúcar, há que educar o nosso paladar, reduzindo-o ou eliminando-o. Encontrar alternativas ao açúcar tradicional é, apenas, uma forma de reafirmar a nossa apetência e gosto por coisas doces.
  4. Não existem bolachas muito saudáveis. Todas elas, são constituídas por farinha de trigo ou de milho. São alimentos com elevado grau de processamento e, entre as diferentes variedades, o valor de quilocalorias por 100 gramas medeia entre, aproximadamente, 400 a 500 Calorias. Em suma, uma porção de bolachas equivale a quatro a cinco bolachas (aproximadamente 30 gramas), o que equivale a consumirmos cerca de um pão médio. Isto considerando que a maioria das bolachas contém açúcar e o pão tradicional não. Mesmo aquelas bolachas sem açúcar contêm adoçantes. A doçura não aparece dos milagres.O índice glicémico é uma classificação que traduz a velocidade em que o açúcar é libertado na corrente sanguínea. Quanto mais elevado o índice glicémico, mais rápida a absorção doa açúcares pelo organismo. Uma alimentação equilibrada deve conter alimentos de menor índice glicémico. Um índice glicémico elevado está acima de 70. Moderado de 50 a 70. Baixo, menos de 50.Acresce que sendo um produto processado, os hidratos de carbono que o constituem são de elevado índice glicémico, o que não acontece com o pão de farinhas não refinadas, com um índice glicémico moderado.
  1. Dieta é qualquer regime alimentar. Geralmente, associamos o termo dieta a um regime de emagrecimento, optando por dietas de vários tipos e, nem todas, sinónimo de alimentação saudável e equilibrada. À dieta está também associado um conceito de restrição, sacrifício alimentar, quando na verdade deveríamos, sim, de optar por uma reeducação alimentar que nos permitisse fazer uma mesa equilibrada, onde cabem os pequenos prazeres da vida. Mas hoje em dia os prazeres estão presentes constantemente.
  2. Hoje em dia uma dieta saudável está associada à ausência de glúten. Este é um conjunto de proteínas presentes nalguns cereais, que deve ser restringido somente nos indivíduos com doença celíaca (intolerância ao glúten) ou alergia ao glúten. Sendo que hoje em dia parece ser quase uma doença da moda. Para a restante população, não existem benefícios em eliminar o glúten da alimentação. Vários estudos falam deste facto, referindo riscos associados à eliminação do glúten, dado subtrairmos à dieta alimentos relevantes, importantes no que diz respeito aos nutrientes. O facto de um bolo não conter glúten, não faz dele um bolo mais saudável.
  3. Os produtos chamados light não são necessariamente saudáveis, pois têm uma redução num dos nutrientes, entre lípidos ou hidratos de carbono. Normalmente, estando apenas um dos nutrientes reduzido, possuem quantidades mais elevadas daquele que se mantém presente. Significa que podemos ter bolachas sem açúcar, ou com redução do mesmo, mas maior teor de gordura. Muitos produtos light disponíveis no mercado possuem mais calorias do que a versão congénere, ou uma diferença de calorias não mensurável, mas nós enquanto consumidores só olhamos para a parte do rótulo que diz light. Acresce a tendência para ingerirmos mais produto dada a ilusão de podermos comer mais, de forma saudável, tratando-se de um produto light. É um erro porque a maioria das vezes ocorre o oposto.
  4. Não há variedades de sal mais saudáveis do que outras. O sal comercializado para alimentação é constituído por cloreto de sódio numa percentagem de, aproximadamente 40% de sódio e 60% de cloro. Estes valores são idênticos para todos os tipos de sal, com variações não significativas no que ao sódio diz respeito, sendo a principal diferença o conteúdo em sais minerais. Sais como o dos Himalaias, Flor de Sal ou Sal Marinho são muito mais ricos em diferentes minerais. No entanto, e considerando um consumo máximo diário de sal de 5 gramas, o consumo desses minerais será sempre baixo, não justificando a aquisição de um sal face ao outro. Acresce que, quando consumimos um sal considerando-o mais saudável temos a tendência de ingerir mais, comprometendo os limites diários apontados atrás.

Exactamente igual ao açúcar.

24
Jun19

Documento Único

jl

d.u.a..jpgOlá.

Hoje enquanto lia as notícias verifiquei que o Ministério da Justiça iria mudar o Documento Único Automóvel e com um argumento positivo, que era o de simplificar as coisas para os condutores.

Este documento entra já em vigor a 1 de agosto e aplica-se, numa primeira fase, a novas matrículas. A partir do ano que vem fica disponível para todos os veículos.

O Ministério da Justiça afirma que a ideia é que seja mais fácil de guardar na carteira, mas também que seja simplificado o conteúdo informativo disponível no documento que reúne dados relativos às características do veículo e do seu proprietário.

Esta medida faz parte do Simplex+. O Ministério da Justiça esclarece que novo documento é opcional para quem tem o actual Documento Único Automóvel ou o livrete. Ou seja não se preocupe se tiver os documentos que vão passar a ser os antigos.

A partir do ano que vem, estes documentos podem continuar a ser mostrados às autoridades sem qualquer tipo de penalização. A substituição pelo novo documento é feita apenas para novas matrículas ou para quem faça novos registos de viaturas.

Pelo menos assim se espera.

23
Jun19

Sol na terra do bacalhau!

jl

sol da meia noite.jpgBoas.

Como agora tenho trabalhado por turnos o meu sono anda meio choné. Isto de alterar constantemente a mudar o período de sono não é fácil. Mas como o EuroMilhões ainda não bafejou o meu bolso lá tenho que trabalhar.

E como moro aqui nestas bandas lá se tem que aguentar. Se morasse em Sommar a coisa era um pouco diferente. Há quem ande a Sommar, outros a diminuir. Isto foi uma piadazita! Seca, mas foi! E falo nisto porque vi uma notícia que vem da Noruega mais precisamente de Sommar onde os moradores, que vivem 69 dias por ano sob a luz contínua do sol, estão a juntar assinaturas para pedir ao seu Parlamento, para que aprove a abolição de horários e dispense os relógios.

Esta ilha com pouco mais de 300 habitantes, que se situa a norte do círculo polar Ártico, os locais consideram os relógios desnecessários, já que passam a maior parte de seus dias em quase total escuridão ou então em contraste em plena luz.

Os mesmos referem que as suas vidas, desenvolvem-se com tanta pacatez que consideram um obstáculo serem controlados por relógios. Por esta razão, no final do mês de Maio, decidiram em assembleia eliminar horários e estão a juntar assinaturas para pedir ao Parlamento nacional que discuta as implicações práticas desta decisão inédita e aprove a iniciativa.

Segundo que veio à baila, o acordo visa a abolição da rigidez na medição do tempo, já que para os locais, ter este acordo nada mais é do que formalizar uma coisa que já praticam há gerações.

Sommar aproxima-se da época em que passa 69 dias com luz total e que, a qualquer hora, se vêem cenas completamente inesperadas noutros locais do mundo. No meio da noite, a horas que as pessoas poderiam classificar como duas da manhã, veem-se crianças a jogar futebol, pessoas a pintar as suas casas ou a cortar a relva e adolescentes a nadar.

Apesar da maioria das pessoas estarem de acordo, alguns moradores da ilha duvidam do sucesso da abolição de horários na ilha. É o caso da recepcionista de um hotel local que, considerou que o acordo enfrenta alguns obstáculos, onde o ‘check-in’ e o ‘check-out’ para os hóspedes ou saber o horário de abertura do bar e do restaurante será complicado.

Um símbolo da abolição dos horários que a iniciativa pretende criar consiste em convencer os visitantes a pendurar os seus relógios na ponte que separa a ilha do resto do município a que pertence, Tromsø.

Ainda bem que aqui não é assim, senão da maneira como as entidades patronais são bem que iriamos trabalhar 20 horas por dia e horas extras seriam zero.

22
Jun19

Vacinação

jl

vacinacao.jpgOlá.

Hoje enquanto andava a arrumar as minhas coisas (ou como diz a Maria, a tralha) deparei-me com o boletim de vacinas e verifiquei que tinha que ir ao Centro de Saúde no mês de Outubro.

E isso fez com que me lembrasse de deixar aqui um artigo referente a isto. Não estou a falar da tralha, estou sim a falar das vacinas.

Embora para a minha geração isto possa parecer uma coisa que existe desde sempre, a verdade é que o Programa Nacional de Vacinação (PNV) foi criado só em 1965 e o mesmo encontra-se em permanente revisão e melhoria, promovendo a protecção individual e colectiva com uma mais-valia para a Saúde Pública.

Mas afinal que vacinas estão incluídas no programa nacional de vacinação e em que idades é que as devemos tomar?

À nascença:

1ª dose da vacina contra a hepatite B (VHB)

Aos 2 meses de idade:

vacina hexavalente DTPaHibVIPVHB (era para haver mais letras, mas já não havia)

1ª dose contra a difteria, tétano e tosse convulsa (DTPa)

1ª dose contra doença invasiva por Haemophilus influenzae tipo b (Hib)

1ª dose contra a poliomielite (VIP)

2ª dose da vacina contra a hepatite B (VHB)

1ª dose da vacina conjugada contra infeções por Streptococcus pneumoniae de 13 serotipos (Pn13)

Aos 4 meses de idade:

2ª dose de DTPa, Hib e VIP (vacina pentavalente DTPaHibVIP)

2ª dose de Pn13

Aos 6 meses de idade:

3ª dose de DTPa, Hib, VIP e VHB (vacina hexavalente DTPaHibVIPVHB)

Aos 12 meses de idade:

3ª dose da Pn13

vacina contra a doença invasiva por Neisseria meningitidis C – MenC (dose única)

1ª dose da vacina contra o sarampo, parotidite epidémica e rubéola (VASPR)

Aos 18 meses de idade:

vacina pentavalente DTPaHibVIP

1º reforço de DTPa (4ª dose) e de VIP (4ª dose)

único reforço de Hib (4ª dose)

Aos 5 anos de idade:

2ª reforço (5ª dose) de DTPa e de VIP – vacina tetravalente DTPaVIP

2ª dose de VASPR

Aos 10 anos de idade:

reforço da vacina contra o tétano e difteria (Td)

2 doses da vacina contra infeções pelo vírus do Papiloma humano de 9 genótipos (HPV9), administrada apenas a meninas

Durante toda a vida:

Reforços das vacinas contra o tétano e difteria (Td) em doses reduzidas, aos 10, 25,45, 65 anos de idade e, posteriormente, de 10 em 10 anos

Os adultos não vacinados contra o tétano devem iniciar esta vacina em qualquer idade.

As grávidas não protegidas contra o tétano devem ser vacinadas. Além de se protegerem, evitam o tétano nos seus filhos à nascença.

Não se esqueça que se tiver alguma dúvida consulte o seu médico assistente.

21
Jun19

Estou Aqui

jl

estou aqui.jpgOlá.

Que estejam bem aí desse lado. Estando nós à porta de mais uma época balnear decidi mais uma vez colocar a minha filhota no programa “Estou Aqui” que tem como parceiros a Policia de Segurança Publica; a Altice e a Rádio Comercial.

Estando nós num país em que o dizer mal de tudo e de todos é o pão nosso de cada dia; tenho no entanto que salientar a medida que estas três instituições lançaram.

Claro que sei que cabe a nós, Pais ou Educadores zelar para que corra tudo bem com as nossas crianças especialmente em locais com muita afluência de pessoas, mas termos em último caso algo como esta pulseira decerto que nos deixa mais tranquilos. Pelo menos é isso que penso.

Agora, só falta mesmo vir o tempo de praia. Aquelas previsões que diziam que este ano iriamos ter tempo quente em mais dias que no ano passado não devia ser para terras lusas.

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