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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

06
Ago18

A canalha sabe nadar iô

jl

nadar.jpgOlá.

Estando aí o Verão, um dos principais locais que os Tugas vão ou é para a praia ou para uma piscina. E sem dúvida é dos sítios que sabe bem estar, isto se não for daquelas praias em que quase que nem existe um sitio para colocar a toalha. Mas isso é um assunto que vou deixar para outra ocasião porque hoje vou focar-me no banhinho e especialmente nas crianças e na água. E uma das coisas muito importantes é ensinar os nossos filhos a nadar. Sei que se não souber ou pretender que seja um profissional a fazê-lo, isso implica um custo. Mas se não existir orçamento suficiente quase de certeza que haverá algo seu que possa cortar para empregar esse dinheiro em benefício do seu filho e por consequência na sua tranquilidade. E falo por experiência própria. A minha pimpolha vai para o mês que vem para a piscina municipal aqui da cidade. Por uma vez por semana (sendo acompanhada por um adulto) vai pagar 20 e poucos euros. Isso é o que custa ir almoçar (e não é em qualquer sitio) fora. O que é mais importante?

Mesmo sabendo nadar, pode sempre acontecer um incidente e cabe a nós adultos termos o máximo de atenção.

Até aos 4 anos de idade ou até saberem nadar, prefira as braçadeiras para as crianças. Devem estar justas para não saírem dos braços. As boias apesar de serem muito giras e catitas, são bastante perigosas nesta fase da vida, em particular para os bebés, porque podem voltar-se e o utilizador ficar com a cabeça para baixo, sem conseguir dar a volta. Isto pode acontecer, mesmo com a vigilância de um adulto, até porque isto ocorre num abrir e fechar de olhos.

Existem sempre dicas importantes, quer esteja na praia, piscina ou rio.

Quando chegar ao destino de férias, ainda antes de tratar das malas, inspeccione o local. Verifique o acesso a piscinas, lagos, tanques, rios ou mar. Não se esqueça que o que para nós parece impossível, para uma criança é uma tentação.

As vedações das piscinas devem ter no mínimo 1,20 m de altura. O ideal é a piscina estar trancada por portões automáticos, para que a criança não possa destravar a porta de segurança. A vedação não deve ter elementos horizontais que sirvam como apoio para a criança trepar. Mas sempre atento!

Muitas vezes quando se fala de incidentes só se fala na água, mas o piso à volta da piscina deve ser antiderrapante para evitar que alguém caia ou escorregue.

Se tem uma piscina de plástico no seu quintal e não estiver a ser utilizada, então guarde a mesma (sem água é claro). Lembre-se que bastam 30 centímetros de água para uma criança se afogar.

O primeiro dia de férias e o final da tarde são as alturas em que ocorrem mais afogamentos ou porque os adultos andam a arrumar as coisas ou porque estão a descontrair mas redobre a vigilância nesses momentos.

Tenha sempre um telefone por perto e, em caso de acidente, ligue para o 112 e dê indicações precisas sobre o local onde se encontra. Se está num local estranho ao seu dia-a-dia saiba sempre a morada ou tenha sempre um papel com a mesma.

Braçadeiras, coletes ou as “bolhas” ajudam na aprendizagem da natação e podem ser usados em zonas mais fundas. Mas nunca descure a vigilância. Evite uma boia redonda sem fundo, pois a criança pode passar através dela num ápice.

Fáceis de utilizar, as braçadeiras devem estar bem colocadas, próximo dos ombros para evitar que saiam acidentalmente. Mesmo que a criança queira noutro local não facilite.

Os brinquedos insufláveis escondem riscos: no caso de saltar junto à borda da piscina, podem rebentar e a criança magoar-se ao embater nesse bordo ou mesmo contra o fundo. Não se esqueça que os barcos, as figuras insufláveis e a maioria dos colchões e flutuadores são considerados brinquedos. Se utilizados no mar ou num rio, a corrente e o vento podem arrasta-los para longe da costa.

Tenha muita atenção que os bonecos insufláveis são só brinquedos, e não uma ajuda à natação.

E lembre-se que nunca é tarde para ensinar uma criança a nadar. A idade ideal para inscrevê-lo nas aulas de natação é entre 1 e os 4 anos mas se acontecer aos 7 ou aos 10 é sempre positivo.

Mesmo que a criança saiba nadar, um adulto deve sempre vigiá-la dentro e fora de água. Explique-lhe sempre que deve nadar paralelamente à margem, mas nunca sozinho. Também não deve mergulhar de cabeça sem conhecer a profundidade da água ou se existem rochas ou desníveis no fundo. Porque sabemos que as crianças (e mesmo os jovens e os adultos) por vezes gostam de se exibir. Alerte-o, ainda, para não atrapalhar outras crianças com brincadeiras perigosas, como empurrões para a água. Ensine a criança a não correr nem jogar junto à borda das piscinas, já que pode escorregar e cair na água.

O ideal seria que frequentar um curso de primeiros socorros já que em caso de afogamento, o tempo é crucial; sobretudo se forem necessárias operações de reanimação. É daquelas coisas que se espera  nunca utilizar. Mas quer seja para nós ou para os outros, ter umas luzes é muito importante.

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