Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

25
Jun19

Alimentação doce: mitos e realidades

jl

doces.jpgOlá.

Estando eu numa fase em que presto muita atenção aquilo que ingiro (em bom português estou em dieta) encontrei um artigo bastante interessante em que falavam sobre os produtos ditos light, sem açúcar e sem glúten e que os mesmos não fazem uma alimentação mais saudável e que para comprovar isso mesmo deixavam 8 factos.

Muitas vezes a palavra saudável chega-nos vazia de sentido. Por ser saudável, um alimento consumido em excesso não será necessariamente bom. Assim como os termos light, adoçante, isento de açúcar ou de glúten não são sinónimos de mais saúde.

Ter uma alimentação saudável ou equilibrada não tem de ser sinónimo de sacrifício ter um sabor parecido com a esferovite. Termos uma alimentação equilibrada é muito mais benéfica em relação aquela que se ouve dizer que é saudável. No equilíbrio também cabem os doces e outros pecados da gula, é tudo uma questão de proporção. Podemos comer de vez em quando uma fatia de bolo. Agora o de vez em quando não pode ser dia sim, dia sim. E uma fatia não pode pesar meio quilo. Temos que saber gerir as excepções.

  1. Não é por reconhecermos a um alimento propriedades saudáveis que o vamos consumir em excesso. Um dos exemplos é o abacate, um fruto que não obstante possuir gorduras insaturadas, possui um alto teor das mesmas. Logo mesmo sendo uma boa gordura, a sua ingestão em excesso torna-se prejudicial. No caso específico da gordura, é um nutriente que tem uma taxa de conversão em calorias superior aos hidratos de carbono e proteínas.
  2. O facto de um determinado tipo de gordura possuir um comportamento benéfico não quer dizer que o seu consumo seja indiscriminado quer em bolos, sobremesas ou noutros produtos. Por exemplo, o óleo de coco, apesar de ser uma gordura saturada, é constituído por ácidos gordos menos prejudiciais do que outras gorduras saturadas. No entanto, a sua aplicação em doçaria torna-se perversa, dado ser um aporte de gordura excessivo ao qual acrescemos açúcares.
  3. Mel, açúcar de coco, mascavado, representam formatos diferentes de consumirmos açúcares. Neste âmbito não há açúcares menos maus. Todos são açúcares e a sua utilização em doçaria representa, sempre, uma parte excessivo de calorias, o que pode traduzir na balança. Em relação ao açúcar, há que educar o nosso paladar, reduzindo-o ou eliminando-o. Encontrar alternativas ao açúcar tradicional é, apenas, uma forma de reafirmar a nossa apetência e gosto por coisas doces.
  4. Não existem bolachas muito saudáveis. Todas elas, são constituídas por farinha de trigo ou de milho. São alimentos com elevado grau de processamento e, entre as diferentes variedades, o valor de quilocalorias por 100 gramas medeia entre, aproximadamente, 400 a 500 Calorias. Em suma, uma porção de bolachas equivale a quatro a cinco bolachas (aproximadamente 30 gramas), o que equivale a consumirmos cerca de um pão médio. Isto considerando que a maioria das bolachas contém açúcar e o pão tradicional não. Mesmo aquelas bolachas sem açúcar contêm adoçantes. A doçura não aparece dos milagres.O índice glicémico é uma classificação que traduz a velocidade em que o açúcar é libertado na corrente sanguínea. Quanto mais elevado o índice glicémico, mais rápida a absorção doa açúcares pelo organismo. Uma alimentação equilibrada deve conter alimentos de menor índice glicémico. Um índice glicémico elevado está acima de 70. Moderado de 50 a 70. Baixo, menos de 50.Acresce que sendo um produto processado, os hidratos de carbono que o constituem são de elevado índice glicémico, o que não acontece com o pão de farinhas não refinadas, com um índice glicémico moderado.
  1. Dieta é qualquer regime alimentar. Geralmente, associamos o termo dieta a um regime de emagrecimento, optando por dietas de vários tipos e, nem todas, sinónimo de alimentação saudável e equilibrada. À dieta está também associado um conceito de restrição, sacrifício alimentar, quando na verdade deveríamos, sim, de optar por uma reeducação alimentar que nos permitisse fazer uma mesa equilibrada, onde cabem os pequenos prazeres da vida. Mas hoje em dia os prazeres estão presentes constantemente.
  2. Hoje em dia uma dieta saudável está associada à ausência de glúten. Este é um conjunto de proteínas presentes nalguns cereais, que deve ser restringido somente nos indivíduos com doença celíaca (intolerância ao glúten) ou alergia ao glúten. Sendo que hoje em dia parece ser quase uma doença da moda. Para a restante população, não existem benefícios em eliminar o glúten da alimentação. Vários estudos falam deste facto, referindo riscos associados à eliminação do glúten, dado subtrairmos à dieta alimentos relevantes, importantes no que diz respeito aos nutrientes. O facto de um bolo não conter glúten, não faz dele um bolo mais saudável.
  3. Os produtos chamados light não são necessariamente saudáveis, pois têm uma redução num dos nutrientes, entre lípidos ou hidratos de carbono. Normalmente, estando apenas um dos nutrientes reduzido, possuem quantidades mais elevadas daquele que se mantém presente. Significa que podemos ter bolachas sem açúcar, ou com redução do mesmo, mas maior teor de gordura. Muitos produtos light disponíveis no mercado possuem mais calorias do que a versão congénere, ou uma diferença de calorias não mensurável, mas nós enquanto consumidores só olhamos para a parte do rótulo que diz light. Acresce a tendência para ingerirmos mais produto dada a ilusão de podermos comer mais, de forma saudável, tratando-se de um produto light. É um erro porque a maioria das vezes ocorre o oposto.
  4. Não há variedades de sal mais saudáveis do que outras. O sal comercializado para alimentação é constituído por cloreto de sódio numa percentagem de, aproximadamente 40% de sódio e 60% de cloro. Estes valores são idênticos para todos os tipos de sal, com variações não significativas no que ao sódio diz respeito, sendo a principal diferença o conteúdo em sais minerais. Sais como o dos Himalaias, Flor de Sal ou Sal Marinho são muito mais ricos em diferentes minerais. No entanto, e considerando um consumo máximo diário de sal de 5 gramas, o consumo desses minerais será sempre baixo, não justificando a aquisição de um sal face ao outro. Acresce que, quando consumimos um sal considerando-o mais saudável temos a tendência de ingerir mais, comprometendo os limites diários apontados atrás.

Exactamente igual ao açúcar.

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub