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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

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marianagugudada

23
Jan19

Amazon e lixo

jl

AMAZON.jpgOlá.

Mais uma semana que passou e o Euromilhões não quis nada aqui com a minha pessoa. Ou seja, o sonho de trocar de carro e de comprar mais umas coisas aqui para casa vai ter que esperar mais uma semana. É que uma televisãozita para a cozinha e mais um aquecedor vinha mesmo a calhar. Assim lá vou ter que continuara à procura na Net de mais umas coisitas aqui para casa. Um dos sítios que parece ter umas coisas interessantes é a Amazon mas ontem li um artigo que me fez ver que este é um dos locais em que o dinheiro abunda e até dá para o atirar borda fora.

O artigo tinha sido feito depois de uma investigação de canal televisivo francês ter revelado que artigos em perfeitas condições são queimados ou largados em aterros sanitários pela empresa americana nos arredores de Paris. Há um ano, aconteceu a mesma coisa mas desta vez na Alemanha.

A Amazon por várias vezes foi acusada de destruir produtos quando é incapaz de os vender, mesmo que os mesmos se encontrem em perfeitas condições. Foi, na Alemanha, no ano passado, que a comunicação social local descobriu que quantidades astronómicas de artigos como telefones, telemóveis e frigoríficos eram incinerados ou deixados em aterros sanitários. Desta vez, a denúncia surgiu em França.

Um jornalista do programa “Capital”, do canal de televisão M6, trabalhou, durante alguns dias, à paisana, fingindo ser funcionário do armazém da Amazon. E captou imagens, através de uma câmara secreta que trazia consigo, de um dos cinco depósitos de lixo situados em Orléans, arredores de Paris. Apesar de a prática ser lícita, a companhia americana que se dedica ao comércio eletrónico em França foi alvo de duras críticas.

A investigação concluiu que 300 mil produtos em perfeitas condições foram destruídos em apenas três meses. Porém, a Confederação Geral do Trabalho francesa estima que esse valor possa atingir os três milhões, unicamente, no espaço de um ano.

A Amazon defende-se, dizendo que faz todos os possíveis para diminuir o número de produtos que necessitam de ser devolvidos a fornecedores externos à empresa. “Para evitar que os artigos sejam revendidos, trabalhamos com organizações como a Solidarity Giving e o Food Bank, de forma a que sejam entregues a pessoas que de facto necessitam”. E porque não encomendarem menos material para venda?

Segundo a investigação, os fornecedores desfazem-se dos produtos devido aos elevados custos que lhes seriam exigidos para os manter nos depósitos da Amazon e porque não seria vantajoso devolvê-los ao país de origem.

A peça em causa mostrava imagens que mostrava funcionários a deitar caixas inteiras de brinquedos ou pacotes de fraldas ao lixo. O programa emitiu, também, imagens recolhidas através de drones, onde se veem artigos a irem directamente para fornos incineradores ou aterros sanitários. Não seria mais sensato, doar ou até vender esses artigos a preço de custo a instituições de solidariedade ou hospitais?

Brune Poirson, secretária de Estado do ministro da Transição Ecológica, ao ter conhecimento desta situação confessou estar chocada com a acusação e anunciou que o Parlamento permitirá a criação de uma lei que proíba esse tipo de procedimento. Mas será que farão mesmo?  Já se perguntaram o que acontece aos carros da Renault ou Peugeot que não são vendidos?

Já no passado mês de novembro, a empresa americana foi acusada por entidades ambientais e ecológicas por se livrar de produtos eletrónicos deficientes e por não implementar medidas e políticas de reciclagem. Contudo, o atual presidente francês, Emmanuel Macron, está a promover uma proposta para que a União Europeia aplique um imposto sobre o lucro de empresas com poder tecnológico elevado, como a Amazon, uma vez que uma grande parte da receita da empresa americana na Europa é gerada em França. Isto deve querer dizer que um dia destes temos a Amazon a ir para outro local onde os impostos sejam mais amigos!

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