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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

31
Ago18

Boquinha fechada

jl

dieta.jpgBoas.

Agora que as férias estão a ir à vida, está a começar a chegar a hora de dizer adeus aos abusos no que comi. Se muita gente diz que o cão é nosso amigo, eu digo o mesmo da tijela da salada já que a mesma não me larga. E esta conversa vem no seguimento de um artigo que li e que falava sobre os hidratos de carbono. Cá vai então:

Afinal, as dietas pobres em hidratos de carbono podem encurtar a vida

Um estudo realizado por investigadores do Hospital Brigham and Women, em Boston, EUA, afirma que consumir poucos hidratos de carbono pode reduzir a esperança de vida até quatro anos. Os seja pode emagrecer uns quilitos mas também emagrece nos anos que anda por aqui.

Mas a verdade é que este tipo de alimentação, pode provocar vários problemas de saúde. Estudos anteriores tinham já mencionado algumas complicações associadas a este tipo de dieta mas um mais recente deu conta de que até o desejo sexual é afectado negativamente por ele.

Investigadores americanos dizem que comer hidratos de carbono de forma moderada é essencial para se manter saudável e viver mais. O estudo, que teve por base a análise de questionários sobre a alimentação de mais de 15 mil pessoas dos EUA, entre os 45 e os 64 anos, teve em conta dados recolhidos por esse grupo durante um período de 25 anos.

Nos questionários, foram feitas perguntas relativas aos alimentos que as pessoas ingeriam, as porções doa mesmos e também as bebidas que ingeriam.

A partir das respostas, os investigadores fizeram uma estimativa da quantidade de calorias que os participantes receberam tanto de hidratos de carbono como de gorduras e proteínas.

Os pesquisadores perceberam que quem obtinha entre 50% e 55% da energia de hidratos de carbono - corresponde ao consumo moderado de hidratos - tinha um risco de morte menor do que aqueles que ingeriam alimentos com altos ou muito baixos níveis de hidratos de carbono. Além disso, e de acordo com o estudo, a partir dos 50 anos, as pessoas que ingerem moderadamente hidratos de carbono podem viver, em média, por mais 33 anos. Ou seja quando e se ultrapassar os 83 anos trate de começar a dizer adeus ao pessoal.

Os pesquisadores também compararam as dietas com baixos níveis de hidratos de carbono e ricas em proteínas animais com as que tinham muitas proteínas e gorduras à base de plantas.

A descoberta foi que escolher ingerir mais carne de vaca, borrego, porco, frango e queijo, por exemplo, em vez de hidratos de carbono, está ligado a um risco de morte maior. Já a substituição dos hidratos por proteínas e gorduras de origem vegetal, como leguminosas e frutos secos, diminui ligeiramente o risco de mortalidade. Por isso já sabe se quer viver mais uns tempitos, quando comer uma francesinha coma também uma noz.

"Os nossos dados sugerem que dietas de baixos níveis de hidratos de carbono baseadas em carne, que prevalecem na Europa e América do Norte, podem estar associadas a um menor tempo de vida e, por isso, devem ser desencorajadas", afirma Sara Seidelmann, médica especialista em medicina cardiovascular no Hospital Brigham and Women que liderou a investigação. Se esta investigadora soubesse o que se passa na nossa sociedade com os hospitais e os lares a rebentar pelas costuras, não sei se diria isto!

Por isso é sempre importante ter conta, peso e medida nas nossa vidas, mas importa também viver saboreando a vida.

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