Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

05
Set18

Brincar é maravilhoso

jl

brincar.jpgBoas.

Que estejam todos bem aí desse lado. Hoje venho falar de uma coisa que acontece diariamente na minha vida e que por vezes me põe a cabeça à roda, mas que me dá um prazer imenso. E falo sobre as minhas brincadeiras com a minha pimpolha e as travessuras (visto por um adulto) que ela faz! E se por vezes o nosso cansaço até nos faz querer estar mais sossegados, um sorriso do outro lado faz com que tudo valha a pena. E isto vem no seguimento de um artigo que ouvi em que Pediatras norte-americanos receberam da sua Ordem, recomendações para receitar mais brincadeiras.

As crianças hoje em dia têm os horários tão preenchidos que os pediatras hoje em dia, prescrevem mais tempo para que os miúdos brinquem.

O relatório com recomendações para os pediatras afirma que brincar não é uma coisa sem interesse, uma vez que investigações recentes continuam a mostrar que brincar ajuda os mais novos a desenvolver um conjunto vasto de capacidades — potencia a linguagem e as capacidades de negociar com os outros e de lidar com o stress e melhora o processo de aprendizagem. E estes são apenas alguns exemplos.

Escolas e pais demasiado preocupados com o percurso académico das crianças são os principais visados neste relatório, no qual consta a recomendação para que os pediatras tentem inverter a tendência. O problema descrito é atribuído às pressões da vida em sociedade e não às “más intenções” dos pais. Os autores do documento dão especial destaque à noção de que brincar é fundamental para promover crianças mais saudáveis. O acto de brincar com pais e colegas é encarado como uma oportunidade para promover capacidades socio-emocionais, cognitivas, linguísticas bem como de auto-regulação.

Isto porque hoje em dia muitos pais vêm os seus filhos não como crianças, mas como mini-adultos. Hoje em dia uma criança de sete anos vai para a escola das 9 às 16, depois vai para uma sala de estudo duas horas e depois tem uma actividade durante uma hora. Chega a casa, toma um banho, janta e vai para a cama. È criança quando?

Mas voltando ao tema; currículos equilibrados e tempo para brincadeiras de qualidade são o objetivo último das recomendações da Academia Americana, que diz que o acto de brincar como algo fundamentalmente importante para aprender as habilidades necessárias para encarar este século que vão desde o aprender, a resolver problemas a saber colaborar com os outros e a ser criativo.

As brincadeiras segundo os pseudo-especialistas devem seguir três etapas evolutivas: as atividades que geram ação quando um bebé atira um brinquedo ao chão está a ter uma primeira noção da lei da gravidade, as simbólicas pegar num pau e transformá-lo num avião é um exercício de imaginação e aquelas que exigem regras como os jogos de computador, embora aí se tenha que ter muito cuidado com o que se escolhe para as nossas crianças.

Mas o brincar ajuda também a desenvolver quer a motricidade; quer a audição e a linguagem; a interacção com os outros e também a autonomia dos nossos miúdos

Actualmente, nós enquanto sociedade incutimos uma pressão enorme nas crianças que é absurdamente exagerada. Os meninos têm todos de ser os melhores em tudo. Ninguém é bom em tudo.

Aos 6 anos os miúdos têm uma mudança tão radical na vida que basicamente é um verdadeiro choque. Quem não se lembra do primeiro dia da Escola Primária? Isso fica para toda a vida!

Os pais não podem pensar nos filhos como cópias de si mesmo, mas com um grau de excelência enorme. Os miúdos se tiverem que fazer trabalhos de casa não o devem fazer como uma obrigação, mas sim como aprendizagem e cabe a nós adultos de saber motivá-los.

Os telemóveis e os vídeos de YouTube hoje em dia tomam conta da capacidade cognitiva das crianças, mas cabe-nos a nós, educadores em variar. Até porque se os miúdos forem habituados a ir para o jardim andar de balancé, de escorrega ou de outra coisa qualquer dificilmente abdicam disso.

Eu sei que ao chegar do trabalho, o pai quer ver o futebol ou a mulher quer ver a novela (e poderá ser o contrário), mas não será mais feliz se brincar meia hora com o seu filho?

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D