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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

11
Ago18

Comportamento de miúdos e de graúdos

jl

regra-3-minutos002.jpgOlá.

Neste momento o infantário daminha pimpolha está de férias e embora ela ande feliz porque pode dormir mais um bocadito de manhã e brincar até não poder mais, a minha Maria anda com uma cara que se por acaso o Diabo lhe aparecesse à frente ela bem que o espancava. Isto vem a propósito de um artigo que li e que dizia que em três minutos do dia se conseguia a confiança de um filho.

A autora deste estudo é a psicóloga Nataliya Sirotich. Claro que o artigo dizia que em teoria eram necessários 30 minutos para preparar o jantar (sendo que quem escreveu isto deve dar Nestum todos os dias aos filhos para comer), cerca de um quarto de hora para lhe ler um livro (claro que se for um livro estilo Eça de Queiroz bem que adormece primeiro a mãe ou o pai) e um momento para lhes dar um beijo de boa noite.

E o que é a tal regra dos 3 minutos? A mesma diz que se tem que estar com o seu filho todos os dias como se não se tivessem visto um ao outro por um longo período.

É referido também que é muito importante estar no mesmo nível dos olhos da criança (para além desta questão, isto é fundamental no dia-a-dia) e passar cerca de 3 minutos abraçando-a e perguntando o que aconteceu no seu dia. É fundamental seguir esta regra quando se vai buscar o pequeno(a) ao jardim-de-infância ou à escola. E isto serve tanto para pais, avós, ou qualquer outro tutor da criança.

Por que motivo isto é importante?

De acordo com a psicóloga, durante os primeiros minutos depois de ver o seu filho, eles contam-lhe todas as informações das quais se lembram. De certeza que a Nataliya não conhece a minha filha senão não dizia isto. Ou isso ou já tinha ficado meio biruta das ideias. Mas isto não se passa com a Maria (espero ter sido convincente).

As consequências de ignorar a regra de 3 minutos podem variar, dependendo do carácter da criança. Alguém que não tem a hipótese de contar tudo para os pais quando pode, futuramente não vão falar com os pais sobre coisas muito importantes e, com o tempo, algumas coisas parecerão não ser importantes o suficiente para falar sobre elas com os pais. Neste caso, os pais podem perder muitas coisas realmente importantes da vida dos filhos e isso irá ter reflexo no futuro, distanciando os filhos dos pais. E claro que isto é muito importante, mas cada caso é um caso.

Outras crianças continuarão conversando a noite inteira, se puderem, lembrando-se de situações novas que viveram e, no final, terão uma história completa. Os pais de tal criança correm o risco de não ouvir muitas coisas também, porque, para eles, uma criança muito faladora acabará se tornando apenas num ruído de fundo e será ignorada. Não devemos permitir que isso aconteça, até porque se estivermos a falar com alguém não gostamos que do outro lado surja indiferença.

É importante notar que existem recomendações adicionais, até porque a regra dos 3 minutos não significa que você deve passar apenas esse tempo diariamente com o seu filho. Significa apenas que você deve passar 3 minutos com a criança logo depois de a ver quando chega da escola, quando a vê no fim do dia, para ter a certeza de escutar tudo o que é importante para a criança lhe contar.

A maioria dos psicólogos recomendam também os seguintes pontos para uma compreensão mais completa:

-Use algum tempo todos os dias para fazer algo que você e a criança estejam interessados, ​​juntos.

Deixe os miúdos entenderem que você os ouve. Por exemplo, você pode repetir as informações que ouviu do seu filho para ter certeza de que entendeu tudo corretamente e deixe-o intervir.

Não demonstre falsa excitação. É um erro gravíssimo. O conversar não significa que você faça figuras de palhaço. Acima de tudo tente ser calmo e positivo.

Para o seu pimpolho ver que você se recorda do que falou, volte às conversas um pouco mais tarde.

Evite discussões longas e inúteis, mesmo que sejam sobre algo completamente óbvio para você. Diga apenas ao seu filho que entende o ponto de vista dele.

Claro que quando se fala de pessoas não existe um padrão uniforme, mas o tentar ser assertivo e ponderado é um primeiro passo fundamental.

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