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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

07
Dez19

Conta-me como é

jl

conta-me como foi.jpgOlá.

E é hoje que finalmente vai reaparecer a mítica série da RTP que é o Conta-me Como Foi.

Para além de série de entretinimento, a verdade é que a mesma é um retrato do passado. E no meu ponto de vista é a melhor série que já vi num canal televisivo.

Se a série retrata a vida da família Lopes, a verdade é que podia estar a família Silva; Lucas ou Cunha que qualquer pessoa nascida naquela altura ou umas décadas antes iria sentir-se retratada.

Depois de ser retratada a vida antes do 25 de Abril, agora serão os anos 80 a serem colocados no monitor.

Depois de até aqui termos visto a vida de António e Margarida (Miguel Guilherme e Rita Blanco em dois papeis eternos) retratados nos anos 70, agora teremos a vida da sua filha adoptiva, Susana a ser vivida, sendo que a mesma só tem memórias de viver em liberdade.

Depois das peripécias que se passaram nos anos 70, agora veremos o país quando foi intervencionado pelo FMI, dos Governos do PS com o PSD, de sentirmos as vitórias de Carlos Lopes ou da Rosa Mota, de vermos os preços proibitivos da gasolina (uma linda tradição tuga), de se falar do primeiro caso de sida no nosso país, da exibição do “O Tal Canal”, de Portugal perder com a França na semifinal do campeonato europeu de 1984, sendo que isto era quase uma tradição dos tugas, da detenção da famosa Dona Branca, até `a tragédia do acidente ferroviário que matou mais de 150 pessoas em Alcafache, da assinatura do tratado de adesão de Portugal à CEE que basicamente revolucionou o nosso país, da disputa renhida pela Presidência da República entre Mário Soares e Freitas do Amaral até aquelas coisas como o vestuário da altura que era a calcinha de ganga e a famosa meia branca, depois nas senhoras teremos as blusas mais da época e depois os cortes de cabelo da época. E não esquecer que teremos a famosa camisa Triple Marfel que era o Ferrari do camiseiro.

Esta era uma altura em que Portugal estava a acordar para a influência do pós-modernismo na música, na pintura e nas artes plásticas e por incrível que possa parecer para os mais novos não existiam os telemóveis.

Mas como a melhor coisa é ver para crer, hoje à noite já dará para matar saudades!

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