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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

01
Set18

Deixem as crianças serem felizes

jl

crianças felizes.jpgOlá.

Tendo eu estado de férias por estes dias aproveitei para colocar as minhas leituras em dia e como o ser Pai é daquelas coisas que agora está sempre presente na minha vida deparei-me com alguns artigos que achei bastante interessantes. O que vou deixar aqui é um deles e que fala sobre algumas lições que são duras na infância, mas que devido a isso mesmo ajuda os miúdos a enfrentar a Vida.

Nós adultos sabemos que crescer significa muitas vezes lidarmos com algumas ideias que não são nada agradáveis mas a vida nem sempre é justa. O importante é que enquanto pais estejamos lá para os nossos filhos neste processo de aprendizagem.

1. O ganhar nem sempre é possível

Um jogo de basquetebol que se perde ou um concurso musical que corre mal. Como é que podemos ajudá-los a resistir a estas situações? Claro que os miúdos vivem num mundo de fantasia, mas isso não quer dizer que estejam rodeados por uma redoma. Até porque a vida começa desde cedo com as suas lições.

Se para um adulto existem muitas reacções a isso, quando se é criança o mais normal é aparecer o grito acompanhado do choro e se muitas vezes os Pais não estão com muita paciência para isso, por vezes o melhor é deixar os miúdos a expressar o que sentem e isso pode passar por deixá-los chorar, mesmo quando já têm palavras. É bom que eles possam chorar, e que também comecem a tentar verbalizar. Claro que existem limites.
Não se deve tolerar pontapés nem murros nem socos, e os pais têm que colocar estes limites de forma muito clara. Mas normalmente, quando se deixa os miúdos expressarem-se isto não acontece.

2. A vida às vezes é tramada

Uma das frases que eles sabem dizer é ‘não é justo!’ quando as coisas não correm como eles quereriam para o lado deles. Por exemplo: ‘A minha amiga Joana pode estar com o telemovel às 10 e eu não, porquê, não é justo!

Até poderá não ser mas tenha calma porque nem tudo requer uma resposta. Há coisas que são só desabafos. De qualquer maneira, isto são oportunidades de estabelecer diálogo com os filhos e para que eles percebam que existem limites.

  1. Os pais também não são perfeitos

“Então a mãe dá beijinhos e o dói-dói não passa? Isto às vezes é um pouco dramático! É um mundo inteiro que vai ruir à nossa volta. Quando acontece uma desilusão aos adultos, os mesmos ficam preocupados. Ou, como às vezes poderá acontecer se é um daqueles dias em que ficámos mesmo fora de nós, porque não pedir desculpa porque nos saiu algo de errado? Afinal, um mau passo acontece a todos. Claro que a maioria de nós temos dificuldade em assumir que errámos e fizemos asneira.
No entanto, os miúdos por norma respeitam bastante quando pedimos desculpa e nós não nos podemos esquecer de que, se nos queremos enquanto modelo de comportamento para eles, temos de dar o exemplo. Não são só as palavras que contam. E também devemos estar preparados para que a criança não queira aceitar as nossas desculpas. Um pedido de desculpas não é só dizer ‘desculpa’ e acabou. É perguntar ‘Podes desculpar-me?’ e ficar à espera da resposta.”

4. Os professores não são seres perfeitos

Tal como os pais, também há professores que nos desiludem. Nós enquanto pais devemos começar por desmontar a situação e perceber se o professor é assim tão mau ou se também cabe alguma responsabilidade à criança. Porque outra coisa que podemos ir trabalhando de pequeninos é este assumir de responsabilidades, sem serem demasiado punitivos com eles próprios.

Acima de tudo devemos conversar com as crianças em vez de estramos a dar um sermão. Mais vale fazer os miúdos pensar sobre as coisas.
Claro que também se deve ver se eles não estão a reproduzir um discurso «copiado» dos pais. E se for caso disso, aceitar que efetivamente há situações que não são justas. Mas isso serve para lhe demonstrar qualquer coisa que hoje em dia está muito em falta, que é a capacidade de resistência à frustração e a resiliência. E claros que é normal eles ficarem muito revoltados, mas faz parte da vida. E nós enquanto pais podemos confortá-los, e também para os ajudar a pensar sobre as coisas.

5. Sou péssimo no basquetebol!

Por vezes, a melhor solução é mesmo não insistir. “Nós teimamos em focar-nos naquilo que fazemos mal e em superá-lo. Mas que interesse tem, se a criança odeia desportos com bolas, obriga-la a jogar desportos com bolas e roubar tempo à ginástica, que é onde eu sou bom, só para porque querem que jogue basquete? Porque é que os miúdos têm de conseguir fazer tudo? E serem bons em tudo? Isso não faz sentido até porque temos que deixar as crianças serem isso mesmo, crianças. Temos que as deixar descobrir a realidade ao seu ritmo e se o Pai Natal existe para elas, ou que todas as pessoas são boas, tudo bem. Cabe a nós encarregados de educação sermos aqueles que encaminharemos as nossas crianças por bons trilhos.

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