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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

16
Set18

Filhos, esses terroristas!

jl

criança.jpgBoas.

Hoje venho aqui falar dos filhos. Embora um filho não seja propriedade nossa, nós enquanto pais temos isso na nossa mente. Claro que um laço com um filho é algo de indescritível e vejo isso por mim. Mas agora estou a atravessar dos porquê e desde já dou os parabéns a todos os Pais, porque embora não seja racista, é preciso ter paciência de chinês.

-Ó pai esta estrada é para onde?

-É para casa filha.

-Mas vamos para casa porquê pai?

-Para ires descansar filha.

-E para que é que vou descansar pai?

E a conversa (ou o interrogatório) continua até eu estar a falar da cotação das bananas ou dizer que amanhã vem chuva.

Mas existem debates em casa, que por vezes me fazem ter saudades do trabalho. Prontos exagerei, fazem ter saudades das férias, mas só do trabalho, não do infantário!!

Claro que sei que ter 3 ou 4 anos isso é normal, mas por vezes nós adultos temos que respirar um pouco mais fundo.

Umas das coisas que a pimpolha está a ser ensinada é a de colocar a roupa suja no respectivo saco. Mas convém que um dos pais esteja na casa de banho, porque senão acontecem verdadeiros tufões aí.

Outro clássico do dia é o ter que colocar a bandolete ou uns ganchos no cabelo. E aí é quase certo que a nossa escolha não vai coincidir com a dela. Ou porque o gancho magoa, ou porque a bandolete é feia. Mas por vezes ela lá ganha, mas por norma tem que saber perder!

Um clássico lá de casa é a mãe querer vestir-lhe algo e ela barafusta. Depois da Maria ter tido paciência de santa e ter arranjado uma alternativa mesmo tendo que procurar em metade do roupeiro, a pimpolha diz que afinal quer a primeira roupa. Aí a mulher fica azul de raiva, mas aproveito e digo que vou buscar uma coisa aos arrumos!!

Outra das coisas habituais lá por casa, é a mulher ter que fazer de manicura da pimpolha. Se a mãe pinta as unhas, então a «piquena» exige o mesmo tratamento.

Outra das coisas que agora está em alta lá por casa é quando se fala de roupa. Se até há pouco tempo, o vestir a pimpolha com uma saia da Princesa ou com um top da Elsa era normal, agora não é bem assim. Ou quer isto, ou não vai vestir aquilo e por aí fora. Não sendo eu filho do Tio Patinhas, o dinheiro não cresce em todas as lojas de roupa. Mas para convencer a pimpolha disso por vezes não é fácil, embora dar-lhe duas opcções ajuda sempre. Leva o que a mãe quer mas sendo ela a decidir.

Outra situação que veio para ficar, é o nós acharmos que eles têm frio e por isso tem de vestir aquela camisola ou o casaco e eles dizerem que não está frio nenhum. Às vezes os miúdos não sentem o frio porque se mexem muito mais do que os adultos. Por isso não se chateie se o seu filho não quer vestir o casaco da Patrulha Pata, não o obrigue, quando tiver frio ele acabará por ir buscá-lo.

Mas o maior clássico que pode haver numa casa onde há miúdos é a chamada guerra da comida. Chegando à hora do jantar é certinho, direitinho que alguma coisa acontecerá. Ou porque não quer comer nada, ou porque a sopa não presta, ou porque somos maus. Sinceramente do que tenho visto, acho que o forçar não adianta nada, porque a criança não comerá e ficará um ambiente tramado numa hora que seria de sossego. Quando ela quiser virá comer e para isso ponha um pouco de comida no seu prato e aposte na variedade e não comente pelas coisas novas que estão no prato. Sirva e já está.

Claro que isto só é útil, se até ao jantar não encher a criança de bolachas e chocolates.

Os filhos não são propriedade nossa, mas cabe-nos a nós dar-lhes os melhores valores que conseguirmos.

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