Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

22
Fev18

Frio contra as dores

jl

frio.jpgOlá.

O tempo de Primavera parece que está aí a chegar, isto a comparar com o tempo que tem estado. E daqui a uns tempos já ninguém se irá lembrar do tempo chocho de Inverno e as esplanadas junto à praia começarão a ser mais frequentadas e se o tempo permitir o lugar da praia começará a ser ocupado. Já no que diz respeito ao banho, o melhor será tomar em casa a não ser que tenha alguma dor. Mas cá vai a explicação:

Mergulho em água fria põe fim a dor crónica

Um estudo divulgado, ontem, na publicação médica de investigação The BMJ, conta a história de um homem de 28 anos que vivia, há 10 semanas, debilitado por uma dor crónica no nervo, após se ter submetido a uma cirurgia para reduzir um síndrome de rubor crónico.

O procedimento envolvia cortar os nervos, na zona do peito, responsáveis pelo rubor facial. Após a cirurgia, a dor instalou-se e qualquer tipo de medicação para a combater não estava a funcionar, segundo os investigadores. Exercício em geral estava apenas a piorar a situação, tornando o programa de fisioterapia a que deveria ter sido submetido impossível de realizar.

Desesperado, o homem – que tinha sido triatleta antes da cirurgia – decidiu ir nadar no alto mar. Na pior das hipóteses, pensou, iria abstrair-se um pouco da dor. Porém, após ter mergulhado em águas com temperatura inferior a 10ºC, durante apenas um minuto, a dor desapareceu e não voltou.

“Pela primeira vez em meses, esqueci-me completamente da dor ou do medo que tinha de sentir aquelas pontadas agudas e agonizantes que me afligiam o peito, quando me movia de certo modo”, disse aos investigadores.

“Quando saí da água, apercebi-me que a dor neuropática tinha desaparecido. Não podia acreditar”.

O tratamento “improvável” deixou os médicos no mínimo surpresos. O caso é de tal forma inédito (isto segundo a opinião deles), que os investigadores estão de certo modo hesitantes em admitir que a água fria levou à recuperação do homem. Apesar, de declararem no relatório que parece “não existir nenhuma outra explicação alternativa”.

O choque provocado pelo contacto súbito do corpo com a água gelada poderá ter catalizado uma nova onda de atividade no sistema nervoso, especulam, alterando a atividade cerebral do indivíduo e sua perceção à dor. Mais ainda, a sensação extrema provocada por dar umas braçadas naquela água gélida poderá ter contribuído para distrair o homem da dor, permitindo-lhe superá-la e movimentar-se livremente, desencadeando potencialmente um efeito de longa duração no cérebro e no corpo.

Mas, segundo os investigadores, e tendo em conta os resultados impressionantes na melhoria do estado de saúde no indivíduo de 28 anos, estudos que analisem o que nadar em água fria faz ao cérebro e ao corpo, nomeadamente no controlo da dor, deverão ser postos em prática.

Sinceramente não sei bem qual o espanto da comunidade científica com estes resultados. Experimentem vir em qualquer altura do ano para as águas da praia do Castelo do Queijo no Porto e verão se os resultados não são iguais. Um mergulho nestas águas e não se sente qualquer dor. Aliás não se sente nada, porque ao sair da água nem braços, nem pernas não se sente nada. Por acaso não sei como até hoje nunca apareceu nenhum urso polar ou um pinguim nestas águas. Iam sentir-se em casa.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D