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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

27
Out19

Hora do tric-tric

jl

genero.pngOlá.

Agora que a noite vai aparecer mais cedo e que o frio parece que veio para ficar, a caminha vai saber melhor um pouco mais cedo do que até aqui. E se sabe bem o descanso até por causa do frio, a cama também é bom por causa do Batatoon, ou seja para a palhaçada. E esta semana vi um documentário que achei deveras interessante.

Entre as várias curiosidades que ouvi, uma delas era que no século XIX os médicos masturbavam as mulheres para tratar uma doença que era, afinal só da cabeça deles.

Embora não seja assim tão velhinho quanto isso, a verdade é que quando era miúdo as novelas brasileiras (que eram em horário nobre) que tinham o beijinho na boca despertavam sempre aquela curiosidade sobre a respiração boca-a-boca.

Mas a verdade é que a sexualidade humana já era representada na arte da antiguidade. Já na Roma Antiga, os artefactos eróticos que chegaram atá aos dias de hoje são imensos.

Na era vitoriana  para tratar a histeria feminina (o que não acontece hoje em dia!!), os médicos faziam uma massagem pélvica que envolvia inserir um dedo nos genitais femininos e friccionar suavemente.  (Ou seja ser médico nessa altura era muito engraçado), O objectivo desse «tratamento» era provocar uma sensação intensa nas pacientes, hoje conhecido por orgasmo.

Nessa época, a masturbação era vista como um comportamento indigno para as senhoras e acreditava-se que as mulheres não eram capazes nem deveriam sentir desejo sexual. Talvez por isso, os consultórios médicos tinham uma grande afluência.

Só na década de 30 do século passado é que o biólogo Alfred Kinsey ao leccionar uma aula cujo tema central era o casamento e a vida de casal e quando os alunos começaram a fazer perguntas sobre sexo, deu conta de que havia pouca literatura científica sobre o assunto. Assim no ano de 1938, começou a tarefa de entrevistar mais de 10.000 homens e mulheres sobre os seus sentimentos e comportamentos sexuais. Esse trabalho culminou na publicação de dois dos livros mais controversos na História dos EUA, "O comportamento sexual no homem" em 1948 e "O comportamento sexual na mulher" em 1953. O primeiro foi um sucesso, com mais de 500.000 vendas em pouco tempo.

Nessa obra, afirmou ainda que as relações homossexuais são mais frequentes do que a sociedade dos anos da década de 1950 pensava. Dado que abordava abertamente a sexualidade humana num momento em que o tema era tabu ( e mesmo hoje ainda é meio complicad), o processo de pesquisa também não foi facilitado. Pelo caminho, perdeu financiamentos.

Em 1957, William Masters, ginecologista e obstetra no, também dos Estados Unidos, tinha o desejo de desenvolver um maior estudo sobre os comportamentos sexuais dos norte-americanos.

Conseguiu então descrever os mecanismos da lubrificação vaginal e o fenómeno das contracções do orgasmo, em ambos sexos.

Também descobriu que as mulheres podem ter vários orgasmos, que os seres humanos os sentem de forma semelhante.

À medida que os anos foram passando a dupla foi fortemente criticada por vários motivos. Os seus colegas censuraram-nos por terem utilizado prostitutas nos seus estudos e, hoje em dia, são alvo de críticas por, entre 1968 e 1977, terem promovido um programa para curar a homossexualidade.

Já na década de 60 aconteceu uma das maiores revoluções na sexualidade (especialmente na feminina) no que diz respeito à era moderna.

Este pequeno comprimido deu uma maior liberdade sexual e legitimação do prazer sexual feminino. Já no que se refere ao campo da sexualidade masculina, a descoberta do Viagra nos anos 90 para tratar a disfunção eréctil ajudou muitos homens.

Se até ao aparecer destes ditos “milagres” existia um padrão sexual em que existia quase um carimbo de ser permissivo e exigente para os homens e repressivo para as mulheres, tudo isto está a mudar.

Mas, nos tempos mais recentes toda a cultura e a educação sexual está a mudar.

Desde a idade da primeira relação sexual ter mudado de uma idade de jovens-adultos para a adolescência, até ao falar-se de temas como a masturbação, o sexo anal, até às relações entre pessoas do mesmo sexo e muito importante com a legalização da interrupção voluntária da gravidez, que fez com que as mulheres se tivessem «libertado» do peso de uma gravidez indesejada.

A sexualidade como tudo na vida evolui e o que hoje está certo, amanhã poderá mudar radicalmente, mas hoje já se fala das coisas mais abertamente e a diferenciação entre sexos, embora ainda subsista cada vez é menor.

 

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