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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

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marianagugudada

18
Jan18

Lagostas, essas coitadinhas

jl

img_797x448$2016_03_31_16_13_47_160957.jpgOlá.

Por vezes leio certas coisas que me deixam meio tété. E muitos casos desses chegam de países em vias de desenvolvimento, mas o caso que aqui trago chega de um país do chamado Primeiro Mundo. Aqui vai então:

Cozinhar lagostas na Suíça? Só depois de estarem anestesiadas

Governo helvético deu um mês e meio aos empresários do setor hoteleiro para acomodar as novas regras: lagostas têm de ser mantidas no seu ambiente natural e anestesiadas antes de serem cozinhadas. Para além da anastesia, o que me chamou a atenção foi que os bichanos têm de ser mantidos no seu ambiente natural. Isso é o quê? Colocar as lagostas no oceano?

A partir de março, na Suíça, as regras na cozinha vão mudar: os cozinheiros só poderão atirar lagostas para a água a ferver depois de os crustáceos estarem devidamente “anestesiados”. É a resposta do Governo helvético aos defensores dos direitos dos animais, e outros países podem seguir-se.

A nova regulamentação do Governo suíço estabelece algumas alterações àquilo que é a prática habitual nas cozinhas suíças – e em todas as que se cozinham estes pratos. O texto aprovado em Berna na passada semana, e citado pela agência Reuters, refere que “os crustáceos vivos, incluindo a lagosta, não poderão continuar a ser transportados em gelo ou em água gelada. As espécies aquáticas devem ser sempre mantidas no seu ambiente natural. Os crustáceos devem agora ser anestesiados antes de serem mortos”.

Mas o melhor vem aí; a partir do momento em que a nova regulamentação passar a ser aplicada, as lagostas terão de ser anestesiadas com choques eléctricos ou, em alternativa, os restaurantes terão de garantir que realizam uma “destruição mecânica” do cérebro dos crustáceos.

Foi a solução encontrada pelas autoridades do país para ir ao encontro das exigências feitas pelas associações de defesa dos direitos dos animais. Os ativistas têm insistido na ideia de que as lagostas, como outros crustáceos, são dotadas de um sistema nervoso sofisticado que faz com que sintam dor quando em contacto com a água a ferver.

Choques eléctricos ou destruir o cérebro mecanicamente é bom? Hummmm! Eu estou a ficar parvo só pode.

Na Suíça, de acordo com o jornal Tages Anzeiger, os proprietários de restaurantes não se mostraram entusiasmados com as mudanças anunciadas, uma vez são obrigados a adaptar os seus espaços às novas regras de preservação dos crustáceos.

Para já, a mudança quanto à forma como as lagostas são preservadas e cozinhadas nos restaurantes vai concretizar-se nos cantões suíços. Mas poderá alargar-se a outras geografias. A Reuters lembra que, em junho do ano passado, o Supremo Tribunal italiano já tinha tomado uma decisão no sentido que os crustáceos não podem ser mantidas em gelo, devido ao sofrimento injustificado por que passam antes de, finalmente, morrerem cozidos.

Ou seja o pessoal que gosta de arroz de cabidela um dia destes está tramado, porque isto de cortar a cabeça a uma galinha vai dar pena de prisão. Matar uma pessoa um dia destes não é crime, mas um frango ou uma lagosta é um ultraje!

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