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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

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marianagugudada

07
Jul18

Mãozita, Pézito e Boquita

jl

42f07a_19208fe7b4704f3abf13ef381bde1703_mv2.pngOlá.

Esta semana que passou fui bafejado lá em casa com o MPB e não pensem que estou a falar de música popular brasileira, estou isso sim a falar do SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA que muitas vezes é chamado de doença mão-pé-boca, é uma infecção viral contagiosa muito comum em crianças, que é caracterizada por pequenas feridas na cavidade oral e erupções nas mãos e nos pés. O que numa criança de três anos não é nada fácil.

Na maioria das vezes, é uma doença branda e benigna, que desaparece espontaneamente após alguns dias sem causar nenhum tipo de complicação. O maior problema costuma ser o risco de desidratação, pois a dor de garganta pode fazer com que a criança pare de aceitar alimentos e líquidos.

De todas as principais causas de doenças febris (febre + manchas vermelhas na pele), a doença mão-pé-boca é uma das mais fáceis de ser diagnosticada, devido ao seu típico envolvimento da mucosa oral, solas dos pés e palmas das mãos.

Geralmente isto ocorre em crianças com menos de 5 anos e isto faz com que escolas e infantários sejam locais onde as nossas crianças apanhem este vírus. Esta doença pode ser transmitida das seguintes maneiras:

Beijar alguém infectado.

Ter contato com secreções respiratórias, o que geralmente ocorre através da tosse ou espirro.

Beber água contaminada.

Apertar a mão de alguém contaminado.

Ingerir alimentos preparados por alguém infectado, que não tenha feito a higiene adequada das mãos.

Contacto com brinquedos ou outros objectos que possam ter sido contaminados por mãos sujas.

Contacto com roupas contaminadas.

Trocar fraldas de crianças contaminadas.

Geralmente, a fase de maior contágio da síndrome mão-pé-boca é durante a primeira semana de doença. Porém, mesmo após a cura, o paciente pode permanecer eliminando o vírus nas fezes, o que o mantém contagioso durante dias ou até semanas depois dos sintomas terem desaparecidos.

SINTOMAS DA SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA

Geralmente o período de incubação costuma ser de 3 a 6 dias. Os primeiros sintomas a surgirem costumam ser a dor de garganta e febre baixa, que fica por volta dos 38ºC. Mal-estar e perda do apetite também são frequentes. Num primeiro momento, a doença é muito parecida com qualquer quadro de virose comum, sendo quase impossível o seu diagnóstico clínico nesta fase.

Um ou dois dias após os primeiros sintomas, começam a surgir as lesões características que dão o nome à doença mão-pé-boca.

As lesões da boca começam como pontos avermelhados, que se transformam em pequenas bolhas e posteriormente em úlceras dolorosas, semelhantes às aftas comuns. Essas ulcerações surgem habitualmente na língua, e nas partes internas dos lábios e bochechas. Quando se vê pequenos pontos na língua, quase que se adivinha o que aí vem.

Um ou dois dias após o surgimento das lesões da boca (ou em simultâneo como acontece com a minha pimpolha)começam também a aparecer as lesões nas palmas das mãos e nas solas dos pés. A ferida inicia-se como pequenas bolhas, com um halo avermelhado ao seu redor. As lesões podem se romper, libertando um líquido que é bem contagioso. Nádegas, coxas, braços tronco e face também podem apresentar algumas lesões.

75% dos pacientes têm a síndrome completa, mas as restantes pode ter apenas lesões na boca ou na pele.

No caso dos adultos, a imensa maioria dos indivíduos que entra em contato com o Vírus não desenvolve sintoma algum.

DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA

Nos pacientes que apresentam o típico quadro de febre, úlceras orais e lesões nas palmas das mãos e plantas dos pés, o diagnóstico é feito facilmente, sem a necessidade de uma maior investigação laboratorial.

Nos casos atípicos, se o médico sentir a necessidade de fazer o diagnóstico, a identificação do vírus pode ser obtida através de exame de fezes ou das secreções da garganta ou das lesões de pele.

TRATAMENTO DA SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA

Não existe tratamento específico para a SMPB. E nem precisa, pois a doença costuma ser autolimitada. Em geral, bastam anti-inflamatórios ou analgésicos comuns para controlar os sintomas de dor e febre. É fundamental manter as crianças bem hidratadas.

Nos casos mais graves, principalmente nas crianças que recusam a alimentação e passam a correr risco de desidratação, o internamento hospitalar pode ser necessário.

PREVENÇÃO DA SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA

As pessoas contaminadas devem ficar em casa. Crianças não devem ir à creche ou à escola, e adultos devem faltar o trabalho até todos os sintomas terem desaparecidos. E nada de usar isto como desculpa para ver o jogos do Mundial.

Como o vírus ainda pode ser eliminado nas fezes mesmo após a cura dos sintomas, é importante orientar o paciente a lavar as mãos com frequência, principalmente após ir ao banheiro e antes de manusear comida.

Roupas comuns e roupas de cama podem ser fontes de contágio (principalmente se houver secreção das lesões da pele) e devem ser trocadas e lavadas diariamente. Brinquedos também devem ser lavados com frequência.

Por último informo que ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca, por isso estar com o máximo de atenção é fundamental.

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