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Orto que não é dos ossos

por jl, em 18.10.17

orto.jpgOlá.

Agora que está a chegar a hora do almoço estou a pensar seriamente no que vou comer e embora não seja obcecado com o que vou comer, a verdade é que a minha barriga começa a dar horas. E começo este artigo assim porque ouvi agora um novo termo que é a ortorexia.

E embora a primeira impressão seja que este termo esteja ligado a um problema de ossos, a verdade é que este termo está ligado como um distúrbio alimentar, sendo que a ortorexia nervosa está no centro de várias discussões. A mania de comer alimentos “puros”, sem açúcar ou glúten, por exemplo, está a levar a comportamentos quase obsessivos.

Este nome foi criado em finais da década de 1990, pelo médico norte-americano Steven Bratman, junta a palavra "correto" – do grego orthos – com “apetite”– orexis – (de onde vem, também, a palavra anorexia, ou, sem apetite, que é considerada um distúrbio alimentar).

A palavra foi usada por este médico para classificar quem “tem uma fixação em apenas ingerir comida chamada de saudável”.

Segundo o médico, uma pessoa com ortorexia nervosa é obcecada por comer de forma correta, mas isso não quer dizer que apenas elimine os alimentos com açúcar, salgados ou mesmo fast- food. Preocupa-se, isso sim, com qualquer coisa que coma e o que esse alimento contém, de forma a alimentar-se de acordo com aquilo que acha certo para o seu corpo.

A crescente mania em comer de forma “limpa” trouxe de novo para a ribalta mediática a ortorexia quase como uma fixação. Isto faz-me lembrar aqueles defensores acérrimos dos direitos dos animais mas que andam com uns sapatos de pele de vaca!

Patrick Denoux, professor de psicologia da Universidade de Toulouse, em França, referiu ao jornal The Independent que os ortoréxicos “estão quase que aprisionados a uma série de regras que impõem a si próprios” e que isso pode levar ao “isolamento” social, dado que faltam a reuniões familiares ou com amigos em que haja comida envolvida e, não raras vezes, põem a sua saúde em risco.

A obsessão cultural com a comida “limpa”, muitas vezes aliada a estilos de vida saudáveis propalados pela publicidade, levou a que muitas pessoas passassem a olhar para todos os rótulos e a dissecar cada uma das linhas que fala em calorias ou açúcar. Além disso, há quem só coma determinados alimentos, em detrimento de carne, peixe ou ovos, e fique, assim, com carências alimentares, nomeadamente de nutrientes.

O médico Steven Bratman, que reconheceu ser ele próprio um ortoréxico, disse recentemente: “Como deixou de ser aceitável que uma pessoa magra conte as calorias que consome, muitas pessoas que seriam diagnosticadas como anoréticas falam em ‘comer de maneira saudável’, o que, por coincidência, implica escolher apenas alimentos com baixo teor calórico”.

Eu não sou ninguém para julgar os outros, mas o que é comer de forma saudável? Estas pessoas já alguma vez se perguntaram quantos inseticidas tem uma maçã? Que o leite que bebem é proveniente de uma vaca que é injectada com n de medicamentos para estar bem?

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publicado às 12:52



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