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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

21
Dez18

Poupar em 2019 – Parte 2

jl

poupadinho.jpgOlá.

Ontem trouxe aqui a primeira parte de um artigo que nos fala sobre poupança e como não gosto de gastar tudo de uma vez só, hoje venho aqui deixar a segunda parte de como poupar uns euros. Vamos lá então!

Um dos casos que hoje em dia pesa muito no bolso das famílias é o combustível: Antes de sair de casa para abastecer, escolha o posto de combustível mais económico perto de si e poupe centenas de euros por ano mas faça bem as contas, porque se poupar 1€ no abastecimento é bom, mas se gastar 2€ nas deslocações mais vale estar quieto; Respeite as indicações do fabricante para a manutenção: problemas nos injetores, velas, pastilhas dos travões, óleo ou filtros podem aumentar o consumo em 50%; Verifique a pressão dos pneus com regularidade e isso ainda é grátis. Pressão inferior a 0,5 bar à recomendada aumenta o consumo entre 2% e 3%; Carregue a bagageira do carro quando necessário. Se estiver cheia, o consumo aumenta até 40%; Limite o uso do ar condicionado e poupe até 30% no combustível. Muitas vezes o uso de manter uma temperatura agradável chega e sobra.

Um dos gastos que por muito que se queira fugir, mas não se pode é os medicamentos: hoje em dia pode optar por medicamentos genéricos em vez de medicamentos de marca. Os genéricos (medicamento com a mesma substância ativa, na mesma dose e igual forma farmacêutica de um fármaco de marca) geralmente são mais baratos entre 20 e 35%; mas compare preços porque a diferença pode às vezes ser ainda maior. Quando for à Farmácia não se acanhe em perguntar preços. O dinheiro sai é do seu bolso.

Outro factor que nos suga o orçamento é quando vamos ao Supermercado: Em casa faça uma lista do que necessita para comprar o indispensável e não se esqueça de levar os sacos, incluindo os isotérmicos. Um saco custa só 10 cêntimos tudo bem, mas se multiplicar isso por dezenas de sacos que comprar anualmente é dinheiro; Seja crítico com as promoções e os descontos. Consulte os folhetos promocionais e verifique se o preço compensa, se precisa do produto e o valor registado na caixa corresponde ao anunciado até porque os enganos negativos geralmente são sempre para um lado; Evite levar crianças. Em certas lojas, os produtos para os mais pequenos estão ao nível dos olhos, podem, por isso, tentar influenciar a compra de artigos mais atrativos que nem sempre são a melhor opção; Não vá com fome. A tentação de levar alimentos que parecem apetitosos, mas que, de outro modo, não compraria é maior.

Quem tem filhos, uma das despesas que pesam é a Educação: Reserve um dia de férias para uma reunião familiar e com os seus filhos tendo em vista planear o que precisa, fazer umas arrumações e ver o que poderá aproveitar para o próximo ano ou o que poderá ser reaproveitado e reciclado. Até porque ficará surpreso com as coisas que ainda terá em casa. Faça uma lista de compras e compare preços, antes de adquirir o que necessita; Durante o verão há várias editoras que oferecem promoções para reservas dos livros escolares e para quem fizer compras online. As poupanças podem chegar ao 20%; Não se esqueça que as despesas de educação podem ser abatidas no IRS, para o que deverá pedir fatura em nome dos seus filhos ou dos pais. Isso conta para quando meter a sua declaração.

Outro dos factores que pesa na nossa poupança são os Impostos: então o que fazer para poupar no I.R.S.? Peça sempre factura com o número de contribuinte. O Orçamento de Estado contempla uma rúbrica de despesas gerais familiares em que possibilita a dedução de 35% das despesas com a aquisição de todos os bens e serviços que sejam comunicados às Finanças, permitindo que cada contribuinte abata ao I.R.S. cerca de 250 euros. Também é possível ganhar dinheiro no seu I.R.S. através da dedução de 15% do valor do IVA das facturas em serviços que são conhecidos como menos propensos a passar faturas (cabeleireiros, mecânica ou restauração). Claro que muitas vezes somos «confrontados» com o quer factura e isso representa mais 23%. A resposta é óbvia não é?

Uma das coisas que nos provoca suores frios é os gastos que temos associados ao crédito à habitação: Os custos associados a um crédito dependem de dois fatores para além da taxa euribor. Esses custos são relativos ao spread e a todos os produtos e serviços contratados (ex. seguro de vida, saúde, cartões de crédito etc.). Se tem um ‘spread’ acima de 2% tente renegociar.  Há uma grande probabilidade de conseguir opções mais baratas. Se para baixar o ‘spread’ o banco lhe propuser a subscrição de um produto faça bem as contas. Não adianta baixar dez euros na prestação se tiver mais qualquer coisa que lhe custe esse dinheiro. Mas compare as propostas de outros bancos até porque se conseguir poupar 15 € por mês, isso representa cerca de 180€ anuais.

Uma das ofertas que por vezes parecem mágicas é o dos cartões de crédito: Atualmente existem consumidores com cartões de crédito com taxas de juro acima dos 20%, um custo absurdo e que pode ser resolvido através de um simples telefonema para a instituição financeira emissora do cartão de crédito, negociando a redução das taxas de juro para os valores atuais do mercado, que se situa entre os 10% e 14%; Tente pagar prestações o mais elevadas possível – sem, no entanto, pressionar demasiado a sua taxa de esforço – para reduzir ao máximo os custos com juros;  Mas quanto mais cedo acabar com esta despesa, melhor ficarão as suas finanças; Escolha cartões com a opção de cashback. Um cartão de crédito com esta vantagem possibilita que, no mês seguinte aos gastos efetuados com o cartão de crédito, se receba de volta uma percentagem desse montante.

Outra despesa que embora possa parecer insignificante mas que pesa ao fim de um ano são as Comissões bancárias: Para evitar esta despesa associada às contas à ordem existem as chamadas contas de serviços mínimos bancários, que são um tipo de conta à ordem que permite que o respetivo titular aceda a um conjunto de serviços bancários básicos a um custo mais reduzido do que o normal (e que não pode ultrapassar anualmente 1% do salário mínimo nacional); Existe ainda a hipótese da instituição financeira isentar o cliente das comissões de gestão da conta à ordem no caso de domiciliar o ordenado ou se a sua conta estiver associada à de um familiar que já é cliente do banco; Evite fazer transferências no balcão do banco. Normalmente têm custos (mais elevados que uma conta normal) associados. Sempre que lhe for possível, escolha fazer estas operações através de uma caixa Multibanco, uma vez que este método continua a ser gratuito.

Uma daquelas despesas que são supérfluas mas que hoje em dia parece que ninguém quer abdicar são as Férias: Se realmente quer ir de férias mas não quer gastar muito dinheiro opte por férias em família ou entre amigos. Assim, poderá dividir os custos das viagens e do alojamento; Prefira alojamentos em apartamentos, em detrimento dos dispendiosos hotéis e efetue as suas refeições em casa; Equacione destinos menos turísticos e, consequentemente, mais económicos; Faça reservas pela internet e aproveite os descontos e as promoções de última hora. E se só tiver 300€ não se iluda. Uma semana de férias pode ter consequências negativas durante meses! Ainda relacionado com as férias, estão as viagens: Planear as férias  com tempo permite economizar muito dinheiro. Sabia que consegue poupar até 56% em média, se reservar voos com 73 dias de antecedência para destinos europeus, e uma média de 24%, se marcar voos para destinos no resto do mundo com 57 dias de antecedência? E se for flexível nas datas de partida também consegue voos mais baratos. Se sair à sexta-feira para a Europa, por exemplo, ou à quinta para o resto do mundo, consegue economizar dezenas de euros. Mas antes de planear isto veja com olhos de ver o seu orçamento.

Não ter mais olhos que barriga é o segredo!!

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