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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

15
Nov18

Proteger a natureza… dos interesses!

jl

quercus.jpg

a vermelho, terrenos da Quercus

 

Olá.

Hoje venho falar um pouco sobre um país em que nada me admira. Esse país é este mesmo, Portugal. Geralmente o que as pessoas dizem é que desde que viram um porco a andar de bicicleta já se acreditam em tudo. Pois bem, neste país acho que vi o porco e o resto da vara era o pelotão porque por vezes leio certas coisas que me fazem pensar senão estarei a ficar mesmo dahhhhh das ideias.

Uma das últimas coisas que li foi que o Presidente da Quercus admite vender ao dono de uma zona de caça.

Vindo isto de uma organização que supostamente defende a natureza e os seus valores deixa-me meio aparvalhado. Mas se estava meio, fiquei completo ao saber que os terrenos tinham sido adquiridos através de donativos.

O presidente desta associação, João Branco, disse que as informações que andam aí são falsas e que servem apenas para tentar difamar a associação.

Os terrenos, localizados junto ao rio Tejo em pleno Parque Natural do Tejo Internacional, começaram a ser adquiridos no final da década de 1980. O objetivo da associação na altura era a conservação da natureza e das espécies que aí habitavam. E com esse objetivo, muitos cidadãos e sócios dessa organização e organizações internacionais e a Comissão Europeia deram dinheiro à associação ambientalista. O Projeto Tejo Internacional terminou a primeira fase a 31 de dezembro de 1993 com uma distinção da The Conservation Foundation e Ford — um galardão de prata.

O presidente da Quercus afirma que é verdade que foi recebida uma proposta de um proprietário que tem uns terrenos da Quercus, de pequenas dimensões, encravados no interior da propriedade dele. Esse proprietário, é dono da zona de caça que envolve esses terrenos. Mas decisão ainda não está tomada.

João Branco diz que se depender voto dele vende estes terrenos pequenos junto ao rio para comprar outros junto às áreas maiores.

Entretanto, os signatários da petição (que já existe) contra a venda dos terrenos lembra que estes dois montes estão mais longe do rio e que, ecologicamente, são menos valiosos porque o Tejo Internacional, ao contrário do Douro Internacional, tem défice de escarpas, portanto são todas importantes para conservação. E que por isso mesmo são exactamente estes os terrenos que podem vir a ser vendidos.

Eu sei que num país com imensos problemas como o nosso, existem mil e um problemas mais graves, mas são em pequenas coisas como esta que dá para se ver ao ponto que isto está a chegar!!

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