Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

11
Mai18

Que país é este?

jl

cancro.jpgBoas.

Ontem andava a fazer zapping na Net enquanto ouvia o Fórum da rádio TSF quando falavam do tema que era o Hospital de Santa Maria não ter meios para tantos doentes com cancro sendo que já havia tratamentos adiados.

Claro que a primeira vez que ouvi isto pensei que estava a alucinar, mas passados uns segundos a frase foi repetida sendo que este hospital que é um dos maiores hospitais do nosso país está sem capacidade para responder ao grande número de doentes com cancro que querem aí ser tratados, mas não pode contratar médicos.

O diretor da Oncologia desse hospital garante que o serviço que dirige não tem capacidade para responder a todos esses doentes que procuram o serviço. Uma das origens deste problema foi a hipótese, decidida pelo Governo, dos utentes escolherem onde querem ser tratados e que fez disparar a procura num hospital que nesta área é de referência no país.

Luís Costa, presidente da Associação Portuguesa de Investigação em Cancro, adiantou numa entrevista à TSF que esperava que não aconteça nada de grave e se encontrem soluções, mas estão à beira de abrir, pela primeira vez, uma lista de espera. Na sexta-feira passada foi necessário adiar tratamentos por uma semana, mesmo tendo acabado o trabalho às 21h30, quando, como sublinha, "todos os tratamentos em cancro são urgentes".

O responsável da oncologia do Santa Maria diz que é preciso encontrar soluções e acrescenta que têm tido excelentes internos nesta área que até queriam ficar a trabalhar no serviço, mas as vagas não são abertas: "Ontem despedimo-nos de mais uma...", detalha.

Depois, além da falta de médicos, até o espaço físico do serviço não chega para o crescimento abrupto de doentes.

Luís Costa adianta que é preciso pensar, planear e não apenas responder aos meios de comunicação social com medidas que parecem agradar às pessoas, mas que na prática complicam muito a capacidade de resposta dos hospitais. O médico refere-se à possibilidade, criada em 2016 pelo atual Governo, dos doentes escolherem onde querem ser tratados e admite que hoje o serviço de oncologia do Santa Maria está, em consequência, claramente, com excesso de doentes.

O médico explica que se há um espaço onde se prevê receber um certo número de doentes e este número de repente aumenta muito, "é impossível servir os doentes com qualidade mínima".

O problema preocupa o secretário-geral da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Vítor Veloso adianta que as dificuldades são sentidas por outros hospitais do país.

O que acho «engraçado» é que neste país para salvar os Bancos e os senhores de colarinho branco existem milhares de milhões de euros. Já em coisas essenciais como a saúde ou para comprar fardas para combater os incêndios ou para helicópteros não existe solução.

Este país às vezes parece uma obra de Picasso já que parece surreal.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D