Quem se lixa é o mexilhão
Boas.
Uma das notícias que esta semana que passou se ouviu foi a da empresa Grounforce que presta assistência nos aeroportos nacionais não conseguir pagar os salários do Mês de Fevereiro. Esta notícia embora sendo muito má quase que passou entre os pingos da chuva. E isto é numa empresa que emprega quase 2400 funcionários. Quem pagava os salários desta empresa era a TAP, a qual é dona de 49,9% do capital, sendo que o restante é da empresa Urbanos e da Portugália.
Como se sabe o número de voos que estão nos nossos aeroportos é quase irrisório do que acontecia antes desta pandemia.
A administração diz que está preocupada, mas espera que a situação seja desbloqueada no prazo de 15 dias, até porque se vai entrar em negociações com entidades bancárias para ter um empréstimo para se pagar estes ordenados. Claro que já se sabe que não havendo cumprimento por parte da empresa, quem irá pagar vai ser o Zé Povinho.
Eu compreendo perfeitamente que em tempos anómalos como este que hoje nos vai fazendo sombra as tesourarias das empresas sofram muito e que temos que ser solidários, mas o que eu não compreendo muito bem é que nos anos em que estas empresas dão lucro o dinheiro pura e simplesmente evapore.
Em 2016 esta empresa teve cerca de 2 milhões de euros de resultados positivos.
No ano de 2017, o valor passou os 8,5 milhões de euros.
E em 2018, o lucro ficou pelos 6 milhões de euros.
Como acho que o mágico Luís de Matos não passou por esta empresa, para onde raio foi este dinheiro?
É que se nas alturas negativas for o nosso bolso a subsidiar as empresas, acho que um dia destes vou virar empresário ligado ao Estado. Como o outro dizia, mais mal é do mexilhão e neste caso o marisco somos nós contribuintes e os funcionários que ficam numa situação complicada.
