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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

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marianagugudada

04
Jul18

Reformas desiguais

jl

lurdes norberto.pngBoas.

Hoje enquanto a cuscar as notícias deparei-me com uma peça bem curiosa e que se debruçava sobre uma pequena entrevista que a actriz Lourdes Norberto e que falava sobre a reforma que tinha e que a mesma segundo ela não chegava para viver. Logo aí lembrei-me dos milhões de portugueses que vivem com reformas de miséria.

A actriz, de 83 anos, dizia que precisava de continuar a trabalhar para ganhar mais algum dinheiro, para assim conseguir comprar alguns extras.

Lourdes Norberto queixava-se que tinha de continuar a trabalhar para ter dinheiro extra de maneira a compor a sua reforma. A atriz queixa-se que o valor da pensão não chegava para viver porque não permitia nem comprar um vestidinho ou fazer uma coisa qualquer. Ao ler isto fiquei como o Bonga com a lágrima no canto do olho. Pois uma pessoa trabalhar uma vida inteira para ganhar uma miséria é triste. Eu vi pelo meu pai que em dezenas de anos de desconto recebia 300 e poucos euros. Mas continuando a Dª Lourdes dizia isto com uma reforma de 1700 €uros.

A mesma referia que não queria deixar de ter qualidade de vida, nem prescindir de certas coisas como ter empregada, já que não gosta de fazer nada em casa. Humm! Ou seja o pessoal que recebe 300 €uros, adora tratar da casa.

Mas a senhora disse que existem pessoas que vivem com muito menos do que ela, mas não tinha dúvidas nenhumas, que o dinheiro desaparecia.

A senhora dizia que não gostava de fazer nada em casa e que era péssima dona de casa. Por isso ter uma empregada que ajuda em tudo.

Sinceramente até nem critico esta senhora por ter a reforma que tem, porque se assim é, é porque descontou para isso. O que critico é que vivemos num país em que ter milhões de pessoas com reformas de miséria é quase normal e onde não existe critérios uniformes que nos anos de desconto, quer na idade que se pode reformar. Sei que por vezes arranjar equilíbrios não será fácil, porque quanto mais tempo se trabalhar, mais difícil é para os jovens arranjarem emprego. Por outro lado se as pessoas se reformarem cedo demais, um dia destes não se conseguirá suportar tanta gente em casa. Mas para já criar tectos máximos e mínimos seria uma coisa a ponderar.

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