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marianagugudada

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

A vida não é feita por parcelas, é feita pelo todo

marianagugudada

20
Nov18

Seguros de vida

jl

seguro de vida.jpgOlá.

Hoje em dia basta andar dois minutos no Facebook para ver que a moda das selfies ainda não passou. Se há uns anos até se pensava que isso era de uma vaidade extrema e que não tinha nexo nenhum, hoje em dia parece que faz parte do dia-a-dia. E não interessa o que se está a fazer. Tanto pode estar a escalar o Everest, como estar a fazer o seu cocó. Enfim, ideias!! Mas o que venho falar aqui é sobre acidentes com selfies que ao contrário do que se possa pensar não estão excluídos dos seguros de vida.

A selfie virou moda por tudo quanto é lado e foi mesmo considerada a palavra do ano em 2013. As redes sociais como o Facebook ou o Instagram ajudaram a popularizar o termo, tendo nos últimos anos aumentado a busca pelo auto-retrato perfeito que acaba por resultar na morte de pessoas que se metem nas situações mais inimagináveis para conseguir a foto supostamente perfeita.

Estes alertas surgem numa altura em cada vez mais é frequente ouvir histórias de acidentes mortais a tirar selfies ou provocados por distracções a enviar mensagens no telemóvel ou a publicar nas redes sociais enquanto se conduz. E basta andar aí de carro para confirmar isso. E se não acontecem mais coisas destas é simplesmente por sorte.

Uma das histórias recentes mais faladas foi a da morte de uma senhora portuguesa que caiu da varanda do 27.º andar de um edifício na Cidade do Panamá enquanto tirava uma selfie.

Uma das dúvidas que se levantam é se a morte que resulta de um descuido ao se tirar uma selfie é coberto pelo seguro.

Acima de tudo tem que se estar bastante atento porque são várias as exclusões nos seguros de vida, desde doenças ou invalidez preexistentes, actos de terrorismo, crimes, guerras, sequestros, actos criminosos provocados intencionalmente, de que o tomador do seguro, segurado ou pessoa segura tenham sido autores (materiais ou morais) ou cúmplices. Ou seja o Bruno de Carvalho está tramado com o terrorismo.

Para completar o ramalhete, também ficam excluídos sinistros que tenham ocorrido por influência de álcool ou drogas.

Mas calma, porque ficam também de fora os acidentes de aviação não comercial, assim como as corridas de velocidade organizadas para veículos com ou sem motor. Desportos perigosos como, por exemplo, boxe, alpinismo, artes marciais, asa delta, ski acrobático, paraquedismo, actividades como circo, caça, toureio, equitação militar, espeleologia, vela de longo curso e quaisquer outras atividades de risco semelhante também estão excluídas destes seguros.

No geral, o suicídio ou a tentativa do mesmo, ficam de fora das coberturas se acontecerem no decorrer do primeiro ou segundo ano de contratação do seguro, dependendo da apólice contratada e sempre que seja revisto o capital seguro pelo mesmo período. Mas atenção que existem seguradoras que o excluem em toda a vigência do contrato.

Se gosta de andar de moto tenha em atenção que em algumas apólices ficam, excluídos os acidentes com veículos motorizados de duas ou três rodas, assim como as provas desportivas integradas em competições bem como nos treinos. Algumas destas exclusões poderão estar cobertas pelas apólices mediante o pagamento de um sobreprémio ou a contratação de apólices específicas.

Como funcionam os seguros de vida

 Existem várias situações que podem-nos levar a necessitar de contratar um seguro de vida com o objetivo garantir o apoio financeiro à família em caso de morte prematura, sendo que é daquelas coisas que nunca se espera, mas já a minha falecida avó dizia que o seguro morreu de velho.

Na base da contratação de um seguro deste tipo está a prevenção económica, pois o capital garantido em caso de morte pode «compensar» a ausência do rendimento que essa morte possa causa, sendo que os seguros de vida são os que, habitualmente, os bancos exigem para o crédito à habitação quando se compra a nossa habitação.

Num caso destes, os bancos e financeiras garantem o pagamento da dívida, caso ocorra a morte ou uma incapacidade de quem recorreu ao empréstimo bancário. No seguro de vida associado ao crédito, o beneficiário será a entidade financeira, a qual é beneficiária irrevogável, pois qualquer alteração ao seguro implica o seu prévio acordo. Em caso de morte da pessoa segura, a indemnização do seguro paga a dívida ao banco e os herdeiros ficam assim com a casa paga.

Ter muita atenção nas coberturas

As apólices mais simples incluem a cobertura de Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD). Explica aqui que esta modalidade pressupõe que, na sequência de doença ou acidente, a pessoa segura fique com uma incapacidade total para exercer qualquer atividade, sem possibilidade de melhoria clínica, e passe a depender da assistência de uma terceira pessoa para fazer a sua vida diária.

Já a cobertura mais abrangente em caso de invalidez é a Incapacidade Total e Permanente (ITP) que, ocorre sempre que a pessoa segura, em consequência de doença ou acidente, fique incapacitada definitivamente para exercer a sua profissão.

Dependendo das seguradoras, a apólice em causa também pode incluir qualquer outra atividade geradora de rendimentos ou qualquer atividade compatível com as aptidões profissionais. Mas nunca se esqueça que o ler as clausulas ou questionar o que se assina não é uma perca de tempo até porque nesse caso, aplica-se uma percentagem de incapacidade que, geralmente, varia entre 60% e 75%”, sendo que as percentagens aplicam-se de acordo com a Tabela Nacional de Incapacidade por Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais (TNI) ou a Tabela Nacional para Avaliação de Incapacidades Permanentes em Direito Civil (TNAIPDC).

Nas apólices menos penalizadoras, a cobertura abrange a incapacidade para desempenhar a sua atividade profissional (ou compatível com as suas habilitações) e com a percentagem mais pequena. E sempre que possível, o consumidor deve optar por estas. Mas nunca se esqueça de questionar sobre as coisas que lhe levantam dúvidas.

Até porque este tipo de cobertura também está presente noutros seguros, por exemplo, nos seguros de acidentes pessoais, acidentes de trabalho ou, ainda, nos seguros de viagens.

Lembre-se sempre que na publicidade é que tudo é simples e maravilhoso, mas na prática é que se vê a realidade das coisas.

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